sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Polêmica do ENEM 2012: Candidatos reclamam da correção da redação

Grupo no Facebook reúne mais de 30 mil alunos em menos de uma semana, que estudam ação judicial.
Todos os candidatos terão acesso à correção em 6 de fevereiro, diz MEC.

Candidatos que conseguiram acessar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 e não gostaram do resultado na prova de redação usaram as redes sociais para reclamar da correção. Pela internet, eles se reuniram na tarde desta sexta-feira (28) para trocar experiências. Um candidato criou, no Facebook, um grupo para reunir pessoas interessadas em entrar na Justiça para conseguir uma nova correção. Em cerca de quatro horas, o grupo já reunia quase 200 membros.

Na maioria dos casos, candidatos insatisfeitos argumentam que levaram o rascunho da redação do Enem para casa e o mostraram a professores. Estes, depois de examinar o texto, teriam dito que suas notas seriam mais altas do que o resultado divulgado nesta sexta.

Maria Clara Lima, de 17 anos, fez o Enem neste ano para tentar uma vaga no curso de odontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A estudante de Teresina disse que dois professores de seu cursinho pré-vestibular corrigiram o rascunho de sua redação e lhe deram como nota não-oficial entre 850 e 940. Porém, sua nota final foi de 620 e, agora, ela teme que não seja suficiente para conquistar a vaga.

 "Estou indignada, afinal, ano passado, sem cursinho de redação obtive 800 no Exame", afirmou ela. "Acredito que se tivesse conseguido a mesma nota de redação teria dado certo. Em redação, esse ano fui bem melhor que o ano passado. Estava jurando que eu ia conseguir."

Maria Clara diz que aderiu ao grupo que estuda uma medida judicial para revisão das notas para buscar informações a respeito de uma possível mudança.

Andressa Suarez, de 19 anos, disse que ficou "surpresa" com a nota final de 320 pontos na redação. A estudante, que no ano passado tirou 860 na redação do Enem e conseguiu uma vaga no curso de letras na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), explicou ao G1 que decidiu refazer o Enem para mudar de curso e estudar jornalismo. Blogueira, ela contou que, durante o ensino médio, foi premiada por suas redações e chegou a ser a oradora de sua turma na cerimônia de formatura. Disse que, neste ano, se preparou para o Enem com simulados pela internet e que, em 2011, não estudou.

Apesar de considerar o tema do Enem 2012 menos tranquilo que no ano anterior, Andressa disse que não se conforma com a pontuação que recebeu.

Já o estudante Adriano Sousa Santos, de 18 anos, diz que fez o Enem 2012 para tentar uma bolsa de intercâmbio pelo programa Ciência sem Fronteiras. Estudante do primeiro período do curso de engenharia civil do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), o jovem, que fez o ensino médio integrado ao técnico no Instituto Federal do Maranhão (IFMA), onde recebeu bolsa de iniciação científica da Petrobras, afirmou que se inscreveu no exame pelo terceiro ano consecutivo para tentar aumentar sua nota e, consequentemente, sua chance de receber uma bolsa do programa.

Porém, a nota de sua redação caiu de 560 para 420 --em 2010, no primeiro Enem de Adriano, sua redação teve nota 740. "Nos vestibulares tradicionais que eu faço minhas notas foram muito melhores, entre 8 e 8,50", afirmou o estudante, que agora não sabe se conseguirá atingir o objetivo de fazer intercâmbio na Espanha. "Posso usar a nota do ano passado, mas no Ciência sem Fronteira a melhor nota é a que se sobressai. Fiz novamente [o Enem] para melhorar, tinha tudo para ser melhor esse ano, sempre consegui boas notas", disse.

Agora, ele e outros candidatos que prestaram o Enem estão organizando uma petição online para que a correção seja refeita. "Vamos tentar todas as medidas possíveis, o que for viável a gente vai fazer."

Vista pedagógica
A assessoria de imprensa do Ministério da Educação afirmou que todos os candidatos terão acesso à "vista pedagógica" automaticamente a partir do dia 6 de fevereiro de 2013. As redações corrigidas estão sendo digitalizadas e serão carregadas no site de resultados do Enem.

Para acessar a correção, bastará inserir o CPF ou o número de inscrição do Enem 2012 e a senha individual do candidato.

Maria Clara, porém, teme que esse prazo seja tarde demais. "Não quero esperar porque vão soltar o espelho da redação depois que já tiverem saído todos os resultados do Sisu, e aí é inviável, impossível mudar a nota."

Insegurança e sentimento de injustiça
O idealizador do grupo no Facebook é o estudante Gabriel Bieu, de 24 anos. Atualmente, ele cursa direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas decidiu fazer o Enem 2012 para tentar uma vaga no mesmo curso na Federal do Paraná (UFPR). Ele afirmou ao G1 que prestou o Enem pela quarta vez e que, em 2011, havia tirado a nota máxima na redação. Na edição atual, mesmo afirmando ter observado todos os critérios utilizados pelo MEC, sua nota final caiu para 520.

"Infelizmente o MEC ainda precisa evoluir muito nesses critérios de correção de redação. Gera uma insegurança e um sentimento de injustiça muito grande com uma coisa tão séria", afirmou.

Correção aperfeiçoada
A prova de redação foi feita no dia 4 de novembro com o tema "Movimento imigratório para o Brasil no século 21". Mais de 4 milhões de candidatos realizaram o Enem 2012 e mais de 5.600 professores foram contratados para fazer a correção das provas.

A partir deste ano, a redação passou a ser corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A nota final é composta de cinco notas, que avaliam competências específicas do candidato.

A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 200 pontos ou mais na nota final atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1.000), ou de 80 pontos ou mais em pelo menos uma das competências, a redação passa por um terceiro corretor, em um mecanismo que o Inep chama de "recurso de oficio".

Se a discrepância persistir, uma banca certificadora composta por três avaliadores examinará a prova. Os candidatos poderão solicitar vistas da correção, porém não poderão pedir a revisão da nota.

Em agosto de 2011, o governo firmou com o Ministério Público Federal um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), no qual se compromete a dar vistas à redação apenas a partir da edição de 2012 do Enem. O MEC afirmou, na época, que não havia uma ferramenta digital devidamente testada que comportasse a consulta pretendida.

*G1

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sisu 2013 irá ofertar mais de 129 mil vagas em 3.751 cursos




A consulta às vagas do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) 2013 já está disponível no site http://sisu.mec.gov.br. Serão ofertadas 129.279 vagas em 3.751 cursos de 101 instituições públicas de ensino superior. No endereço, também é possível obter outras informações sobre o exame, que receberá inscrições entre os dias  7 e 11 de janeiro de 2013.

O candidato poderá se inscrever em até duas opções de vaga. O estudante deve ter realizado o Enem  (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012 e não pode ter  obtido nota zero na prova de redação. Durante o período de inscrição, o estudante poderá alterar as opções de curso e também cancelar a participação no exame. 

O candidato também deverá indicar por qual forma de seleção deseja participar do processo: por meio de cotas decorrentes da Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012; de outras políticas afirmativas adotadas pelas instituições participantes do sistema ou pela ampla concorrência.

Segundo a portaria publicada no Diário Oficial, o "Sisu disponibilizará ao estudante, em caráter exclusivamente informativo, a nota de corte para cada instituição, local de oferta, curso, turno e modalidade de concorrência, a qual será atualizada periodicamente conforme o processamento das inscrições efetuadas". 

Serão realizadas duas chamadas de aprovados nas seguintes datas: 

  •     Primeira Chamada: 14 de janeiro de 2013
  •     Matrículas da 1ª chamada: 18, 21 e 22 de janeiro de 2013
  •     Segunda Chamada: 28 de janeiro de 2013
  •     Matrículas da 2ª chamada: 1º, 4 e 5 de fevereiro de 2013


As instituições participantes deverão informar a ocupação das vagas de acordo com o seguinte cronograma: 

  •     Primeira Chamada: de 18 a 25 de janeiro de 2013
  •     Segunda Chamada: de 1º a 8 de fevereiro de 2013


Lista de espera

As inscrições para a lista de espera serão realizadas, no portal do Sisu, entre os dias 28 de janeiro e 8 de fevereiro. O estudante só poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente à primeira opção.

Não poderá participar da lista de espera o candidato que tenha sido convocado para o curso de primeira opção em qualquer uma das chamadas regulares. 

A lista de espera será utilizada para preenchimento das vagas não ocupadas nas duas chamadas regulares do Sisu. A ocupação das vagas será feita segundo critérios definidos em edital próprio de cada instituição participante. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Jornal Nacional: Médicos formados fora do país têm dificuldades para validar o diploma

Cerca de 10% desses recém-formados passam no revalida, a prova nacional com testes, questões escritas e uma parte prática.




Durante toda a semana, o Jornal Nacional mostrou a formação dos médicos brasileiros. Neste sábado (15), na última reportagem da série especial, você conhece o desafio dos profissionais que estudaram no exterior e têm de validar o diploma no Brasil para não trabalhar na ilegalidade.

Marcos deixou a Bahia para fazer medicina na Bolívia. Lucas saiu do Paraná e se formou em Cuba. São médicos com diplomas tirados no exterior, mas que só poderão exercer a profissão por aqui depois de uma avaliação.

Marcos acha natural. “É pertinente, é um exame que deve ser feito”, diz ele.

O pernambucano Maicon Nunes Martins reclama. “Esse exame, para mim, é uma injustiça. Tenho certeza que nem os graduados no Brasil teriam condições de aprovar”, opina ele, que se formou em Cuba.

Cerca de 10% desses recém-formados passam no revalida, a prova nacional com testes, questões escritas e uma parte prática. Mas há faculdades com autonomia para fazer suas próprias provas.

Isso não é ilegal, diz o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Mas também não é o ideal. “Não acho um bom caminho. É muito melhor que a gente tenha um exame nacional reconhecido. Todas as universidades federais respeitam o revalida”, avalia.

Um médico prefere não se identificar por temer preconceito. Ele fez faculdade na Bolívia e a prova de revalidação foi no Rio Grande do Norte.

JN: Foram 200 perguntas, tipo teste?

Médico: É, tipo teste, múltipla escolha.

JN: Teve prova prática?

Médico: Não, não teve prova prática.

Aprovado, conseguiu um emprego no Recife.

“Trabalho no pronto-socorro e estudo para fazer a residência”, conta ele.

Ele conta ainda que vários amigos seguiram o mesmo caminho, mas que existe gente sem diploma reconhecido exercendo a profissão ilegalmente:

"Tem muita gente sem CRM trabalhando em pequenos interiores em estados do Norte."

Foi o que constatou o Conselho Regional de Medicina do Acre. Em uma blitz recente, o flagrante: duas mulheres trabalhando sem registro no município de Tarauacá. Um problema grave, denunciado também em outras regiões do país.

“É uma situação de polícia, uma situação criminosa que vem ocorrendo”, destaca Mário Jorge Lôbo, presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco.

Uma situação que precisa ser resolvida. Afinal, muitos dos que estudaram longe de casa, fazendo sacrifício, não querem ser vítimas de preconceito, e sonham poder exercer a profissão de médico, dentro da lei, e com toda a dignidade.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Comentário: Jornal Nacional mostra resultado do exame aplicado nos futuros médicos paulistas

Dos 2400 formandos que fizeram a prova do Conselho Regional de Medicina de SP, 54,5% não atingiram a nota mínima. O pior é que os erros se concentraram em áreas básicas. (clique aqui para acompanhar a notícia completa e o vídeo)

"Vale frisar que este exame é de um nível fácil a médio, contendo questões básicas que qualquer médico deve saber. Observem que a aprovação no vestibular não significa que formará um profissional com bom nível. Este ano, o CREMESP realizou um exame nacional de avaliação da qualidade dos recém formados em SP. 56,5% foram reprovados no exame! O engraçado é que isso foi apenas uma prova teórica. Nós, formados no exterior, somos submetidos a uma prova a nível difícil e ainda existe a prova prática. Será que algum médico formado no Brasil sobreviveria a este critério de seleção já que NENHUM médico formado em Universidades particulares NO BRASIL conseguiu aprovação no EXAME NACIONAL DO CRM??? Afinal de contas, o que é que o vestibular mede? Você ser bom de literatura? Matemática? História? O fato é que apenas no Brasil existe esta cultura do vestibular como uma verdadeira máquina de ganhar dinheiro por anos e anos a fio. Na Europa e Estados Unidos não funciona assim. O aluno obtendo uma média boa acima de 70% automaticamente o mesmo pode escolher a profissão que deseja seguir em muitos países. Comece a repensar se vale a pena você se desgastar anos e anos num cursinho. Faça Medicina no exterior, pois economiza tempo, dinheiro, dor de cabeça e você poderá conhecer um outro País, aprender um novo idioma e conhecer novas culturas."

Vale a reflexão.


*Postado no Facebook



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sábado, 15 de dezembro de 2012

Medicina em Cochabamba no Facebook e Twitter!

Você precisa participar disso! Sabia que nosso blog agora também está presente no Facebook? Sim! Juntamente com a Gláucia, a página Medicina em Cochabamba leva até você o conteúdo do DRLUISFELIPE.COM além de informações exclusivas e muito úteis! Curte lá, é só clicar na imagem abaixo!


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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vídeo: Tire suas dúvidas - Medicina na Bolívia 2013! Parte 3

O último vídeo da série sobre Medicina na Bolívia, com a Gláucia, estudante da Unifranz. Pessoa conceituadíssima, cirurgiã-dentista formada pela Universidade Federal do Pará, que foi atrás do seu sonho no país vizinho, assim como milhares de brasileiros. Você pode ser o próximo, é só querer!

Para você que não viu ainda os outros vídeos, é só acompanhar:
*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire as suas dúvidas (3)

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com


ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com



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Vídeo: Medicina na Bolívia - parte 2!

E não é que tem mais vídeo sobre a Bolívia? Sim! Agora, todas as suas dúvidas podem ser tiradas! 2013 te espera, vai cursar Medicina na Bolívia sem vestibular, com tranquilidade!

Para você que perdeu o outro vídeo, é só clicar aqui e dar uma olhada. Agora, vamos ver a segunda parte dessa conversa com a Gláucia, estudante de Medicina da Unifranz de Cochabamba - Bolívia. Ela vai tirar todas as suas dúvidas!

*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire as suas dúvidas (2)

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com

ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com

sábado, 8 de dezembro de 2012

Coisas que li: Aluna acerta todas as questões da 1ª fase da Unesp para Medicina

Nossa, essa eu tenho que compartilhar com vocês! Parabéns pra ela, né? Via Surgiu.com.br


Tirar nota 10 em uma prova difícil é o objetivo de todo o estudante. Gabaritar um dos vestibulares mais concorridos do Brasil, então, é uma missão quase impossível. Mas não para a estudante de São José do Rio Preto (SP) Elisa do Carmo Pina, de 18 anos, que acertou todas as 90 questões do vestibular da Unesp para o curso de medicina.
A estudante ficou em primeiro lugar no curso nesta primeira fase. Para gabaritar o vestibular, ela afirma que o importante não são só os estudos. “É claro que tem de estudar muito, mas isso apenas não adianta se você estiver nervoso e desconcentrado no dia da prova. Por isso, além de estudar, o mais importante é ter tranquilidade”, afirma a aluna.

Elisa soube que gabaritou a prova horas depois de prestar o vestibular, no domingo (18), corrigindo o gabarito com a mãe, Marlene Pina. Ela conta que, a cada questão que acertava, ficava cada vez mais nervosa. “Quando saí da prova falei para minha mãe que tinha ido muito bem e estava muito feliz, mas nunca ia imaginar que iria acertar todas as questões”, diz a estudante. Para ela, história foi a parte mais difícil, já que prefere a parte de exatas e biológicas.

Elisa contraria quem acha que foi uma questão de sorte. “Chutei apenas uma, porque estava em dúvida entre duas alternativas. No restante eu sabia todas. Me preparei muito para o vestibular e estava bem tranquila no dia, o que me ajudou bastante”, comenta.

A estudante faz um curso preparatório para vestibular há dois anos, no qual estuda das 7h às 14h. Na parte da tarde, ela reveza entre os estudos em casa ou então permanece no curso para as aulas complementares. “Esta maratona de estudos e vestibular é uma rotina cansativa. Não tem fim de semana, não tem feriado, mas é preciso conciliar com outras atividades para não ficar maluco. Há dois meses que é um vestibular atrás de outro, sem um fim de semana livre sequer”, afirma.

Além do vestibular da Unesp, Elisa fez a prova da Fuvest e vai prestar Unifesp, Fanema (Marília) e também Famerp (Rio Preto), todas para o curso de medicina. E também haverá a segunda fase da Unesp, que serão nos dias 16 e 17 deste mês, com provas dissertativas e redação. “Esta segunda fase será muito mais difícil, mas eu gosto mais de provas dissertativas. O problema para mim será a redação, mas já venho fazendo aulas extras para melhorar até lá”, diz.

Para os estudantes que vão prestar a segunda fase da Unesp, assim como Elisa, ela dá uma dica importante: ter tranquilidade, principalmente na hora de fazer a prova. “Não adianta você estudar o dia inteiro e chegar na prova nervoso e não lembrar do que estudou. É importante ter tranquilidade e, é claro, estudar muito. A maratona de vestibular exige isso. Vou fazer aniversário no dia 12 de dezembro e não vou fazer festa, porque terei muitos vestibulares até o fim do ano e preciso estudar”, afirma.

Para a mãe de Elisa, Marlene Pina, ver a filha acertar todas as questões de um vestibular é motivo de orgulho. Ela faz questão de levar a filha para todos os exames que ela presta. “Ela estava muito feliz quando saiu da prova da Unesp e, à noite, a gente corrigiu juntas o gabarito. Foi uma emoção muito grande ver que ela estava acertando todas. A Elisa se dedica bastante. Nem precisamos ficar cobrando os estudos dela, porque ela é muito responsável. Merece ter acertado todas as questões”, diz a mãe.

"Nunca vi isso"

Professor do ensino médio e de cursos pré-vestibulares há 12 anos, Jair Vieira Júnior afirma que nunca viu um aluno acertar todas as questões de um vestibular, principalmente um dos mais difíceis do Estado de São Paulo. “Eu estava no colégio quando me disseram que um aluno tinha acertado 83 questões, o que para mim já é um grande feito. Agora quando me falaram que a Elisa tinha acertado todas, eu não acreditava. Ela é uma menina dedicada e disciplinada, merece passar neste vestibular”, afirma.

Professor de biologia de Elisa, ele se sente um pouco “culpado” por ela ter ido tão bem. “Como ela foi minha aluna, me sinto um pouco realizado também por ela ter conquistado o que alcançava, ainda mais por ela escolher medicina, uma área que acaba envolvendo a minha área também”, diz.

Para as provas da segunda fase da Unesp, Jair dá a dica e diz que o aluno precisa ter organização na hora de fazer a prova. Segundo ele, o aluno não pode perder muito tempo para não se apressar no fim do exame. “Os textos das respostas devem estar bem organizados para que o examinador não se confunda ou perca muito tempo na correção. Porque eles não vão fazer muito esforço para corrigir, se as respostas não estiverem boas”, explica.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Jornal Nacional: Futuros médicos reprovados em exame vão poder exercer profissão

Dos 2400 formandos que fizeram a prova do Conselho Regional de Medicina de SP, 54,5% não atingiram a nota mínima. O pior é que os erros se concentraram em áreas básicas.


Mais da metade dos recém-formados nas faculdades de medicina de São Paulo foi reprovada em um exame do Conselho Regional de Medicina do estado. Mesmo assim, esse grupo vai poder exercer a profissão.

Obrigatório pela primeira vez, o exame do Cremesp, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, teve este ano seis vezes mais participantes do que no ano passado. Mas o resultado continua ruim. Dos 2.400 formandos do estado que fizeram a prova, 54,5% não atingiram a nota mínima. E ela nem era tão alta: seis. O pior é que os erros se concentraram em áreas básicas, como saúde pública e clínica médica, que ensina como atender um paciente. 

"É uma prova de nível fácil para médio. Aquele aluno que não consegue acertar 60% de uma prova desse tipo tem sérios problemas na sua formação e vai ter dificuldades para atender as pessoas", aponta o presidente do Conselho Regional de Medicina-SP, Renato Azevedo Júnior. 

O Cremesp não divulga os nomes e os resultados das faculdades, mas informa que os erros foram maiores em alunos de escolas privadas. 

Os principais objetivos do Cremesp, com essa prova, são avaliar as faculdades de medicina do estado, tanto públicas quanto privadas, e mostrar ao MEC que em vez de autorizar a abertura de novas escolas, o Ministério da Educação tem que ser mais rigoroso na fiscalização dos cursos já existentes. 

O Brasil é o segundo país do mundo em número de cursos de medicina, são 196. Só perde para a Índia, que tem uma população seis vezes maior. Apenas em São Paulo, são 36 faculdades, das quais sete foram abertas no último ano. 

O mau resultado na prova não impede o registro profissional do formando. Alguns alunos são contrários a prova e boicotaram o exame. 

"A gente defende é uma avaliação que seja feita em vários pontos da graduação, seriada, de dois em dois anos. Uma avaliação que englobe a faculdade como um todo e que não caia todo o peso da instituição em cima do estudante", defende a diretora-executiva nacional dos estudantes de Medicina, Erika Plascak Jorge. 

"O Ministério da Educação também tem que assumir sua responsabilidade nessa história e tem que tomar providência no sentido, inclusive, de fechar escolas de medicina que não tem condições de formar médicos", ressaltou Renato Júnior. 

O Ministério da Educação declarou que desconhece as bases em que foram aplicadas as provas do Conselho Regional de Medicina de São Paulo e que avalia, constantemente, as faculdades de todo o país. Segundo o ministério, o ciclo de avaliação do ensino superior é de três anos e as faculdades de medicina que já receberam notas baixas, no passado, poderão ser descredenciadas em 2013, se mantiveram o nível baixo de ensino. 

*Jornal Nacional

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Senadores querem ouvir entidades científicas e estudantis sobre revalidação diplomas estrangeiros


Em uma tentativa de evitar impactos negativos nos critérios de qualidade do ensino universitário nacional, a senadora Ana Amélia (PP/RS) pediu vistas ao Projeto de Lei (PL) nº 399 de 2011 que dispõe sobre a revalidação automática de diplomas de alunos que estudam em universidades estrangeiras. De autoria do senador Roberto Requião (PMDB/PR), o projeto, que tramita em processo terminativo no Senado Federal, prevê alterar a Lei de Diretrizes Básicas da educação (LDB) de 1996. Pela legislação em vigor, o processo de reconhecimento desses títulos no Brasil é realizado pelas universidades públicas. Saiba mais detalhes. 

Antes de aprovar o projeto, Ana Amélia considerou pertinente o pleito de instituições científicas e estudantis, como a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), que querem ser ouvidas na Casa antes da votação dessa matéria. Dessa forma, a senadora pediu vistas ao PL na última quinta-feira, 29 de novembro, quando o projeto estava na pauta de votação da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CRE). 

Ana Amélia apresentará, no máximo, até a próxima semana, um requerimento a essa comissão para a realização de uma audiência pública a fim de ouvir tais entidades, segundo informou sua assessoria de imprensa. 

Em outra frente, o senador Requião, autor do PL, destacou que o projeto foi criado com intuito de agilizar o processo de revalidação dos diplomas expedidos por instituições estrangeiras e dar suporte ao Ciências sem Fronteiras, programa do governo que prevê a concessão de 100 mil bolsas de estudos no exterior até 2015. 

Pelo projeto de Requião, o diploma expedido por qualquer universidade estrangeira poderia ser revalidado automaticamente no Brasil, desde que sejam provenientes de cursos com qualidade comprovada pelo Ministério da Educação (MEC). Essa iniciativa enfrenta resistência da comunidade científica, de especialistas em educação e de alguns parlamentares, como Cristovam Buarque (PDT/DF), relator do PL nº 399. 

Segundo alega Requião, hoje os estudantes que adquirem bolsas do programa Ciências sem Fronteiras enfrentam dificuldades para revalidar no Brasil seus títulos adquiridos em universidades no exterior. "Os estudantes saem do Brasil para estudar e não podem voltar para trabalhar?", questionou Requião. Ele emendou: "Isso é ridículo". 

Análise científica - Temendo impactos negativos na qualidade do ensino superior no Brasil, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) encaminharam, no dia 29 de novembro, uma carta aos senadores pedindo cautela na aprovação do PL nº 399. 

"Antes da votação da matéria, solicitamos aos senhores que observem e considerem alguns pontos do projeto que merecem reflexão e debate mais aprofundados", destaca o texto. 

No documento, os cientistas acrescentam que os processos de revalidação no Brasil de cursos de graduação e de pós-graduação realizados no exterior devem atender aos padrões nacionais de qualidade. "A aprovação dessa legislação (PL nº 399), hipótese que esperamos ser descartada, representará um desrespeito para com a sociedade brasileira, que por décadas busca, num esforço coletivo, alcançar excelência em sua educação superior", acrescenta o documento da SBPC e ABC. 

Requião, por outro lado, rebateu. "Estabeleci salvaguardas de qualidade, não das universidades, mas, especificamente, dos cursos do exterior; e atribui ao governo federal a competência de fazer vistorias periódicas da qualidade de cada curso", explicou o senador. 

Com base nos argumentos de entidades estudantis, a senadora Ana Amélia afirmou que a praticidade do PL é "bastante complicada" por deixar a cargo do poder público a definição de como esses diplomas seriam validados automaticamente no Brasil. A senadora destacou também se tratar de uma legislação insuficientemente clara, já que não esclarece sobre como seriam os procedimentos de reconhecimento automático dos títulos estrangeiros pelo Ministério da Educação (MEC). 

Ana Amélia salientou que "a internacionalização" dos diplomas estrangeiros no Brasil tem de seguir "critérios muito bem definidos" para não prejudicar a qualidade dos profissionais que atuam aqui. 

Dilema - O senador Cristovam Buarque, por sua vez, reconheceu tanto a morosidade brasileira no processo de revalidação dos diplomas universitários adquiridos no exterior quanto a falta de qualidade de diplomas vindos de algumas universitárias estrangeiras. 

"Temos dezenas de milhares de jovens que fizeram cursos no exterior que, ao voltar ao Brasil, não podem exercer a profissão. Ao mesmo tempo, sabemos que muitos desses jovens fizeram cursos em universidades incapazes de formar um bom profissional para o Brasil", avaliou. 

Dessa forma, Buarque considerou "perigoso" implementar no País o reconhecimento automático dos diplomas expedidos por universidades estrangeiras considerando que os mesmos podem não atender "as necessidades e qualidades que precisamos". 

Emenda - Nesse contexto, Buarque apresentou uma emenda ao PL nº 399 na qual propõe que o processo de revalidação automática desses títulos seja realizado sem o aval das universidades públicas nacionais - desde que os títulos sejam expedidos por instituições estrangeiras com qualidade reconhecida pelo MEC, como a universidade de Harvard, por exemplo. Nesse caso, a emenda de Buarque sugere ao MEC divulgar, a cada ano, a lista de instituições estrangeiras das quais o Brasil poderia revalidar automaticamente seus títulos. 

O parlamentar reconheceu, entretanto, que sua proposta "descontenta" tanto aos que querem a revalidação automática "imediata" dos títulos provenientes de universidades estrangeiras quanto aos que defendem que tal procedimento seja mantido pelas universidades públicas nacionais. 

Requião já contestou: "Dizer que não queremos um médico formado em uma grande universidade do mundo é uma mediocridade absurda". 

Apoio ao pedido de vistas - Diante do embate sobre a revalidação automática de diplomas estrangeiros no Brasil, Buarque concordou com o pedido de vista da senadora Ana Amélia ao PL nº 399 - apoio seguido pelo senador Inácio Arruda (PCdoB/CE). 

"Embora já se tenha ouvido várias entidades, sempre é bom ouvir mais para aperfeiçoar o projeto", declarou Buarque. Já o senador Requião questionou o pedido de vista da senadora. "Outra vez? Já ouvimos todas (instituições) em audiência pública", retrucou Requião, descartando fazer qualquer alteração no PL nº 399. 

A Comissão de Assuntos Políticos (CAP), formada pelas três entidades médicas (FENAM, CFM e AMB) tem se empenhado em defender a sua posição nas propostas de revalidação tanto na Câmara quanto no Senado. Uma audiência pública para debater o PLS N° 399/2011 será realizada em breve para aprimorar o relatório do Senador Cristovam Buarque (PDT/DF). 

"É uma matéria polêmica, com análise prevista para fevereiro. Todas as entidades estarão presentes defendendo seus pontos de vista." 

Fontes: Jornal da Ciência / Fala Médico
Adaptações: Netcina 

VÍDEO: Tudo sobre Medicina na Bolívia em 2013!

Abaixo tem um vídeo informal feito por uma estudante brasileira de Medicina na Bolívia, a Gláucia Pinto, onde ela esclarece algumas dúvidas acerca dos processos legais, e outros temas.

*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire suas dúvidas

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ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com

sábado, 24 de novembro de 2012

DrLuisFelipe.com é neutro em CO2!




As atividades humanas que utilizam a combustão de combustíveis fósseis, como carvão, gás natural ou petróleo liberam um alto volume de dióxido de carbono (CO2). O corte e queima de florestas são particularmente prejudiciais, já que cada árvore absorve CO2 durante a sua vida, o qual é armazenado na sua biomassa. Quando uma árvore é cortada, o CO2 armazenado volta a atmosfera. O resultado é um aumento do efeito estufa.

É indiscutível que a preservação das florestas é um componente essencial para o equilíbrio climático. Atualmente as florestas absorvem cerca de um terço das emissões globais de CO2. A fim promover uma redução da emissão de CO2, o Guiato criou a campanha Gesto Verde, a qual tem como objetivo plantar 1,000 árvores nativas no Brasil. Ao colocar o selo “Meu blog é neutro em CO2″, muitos blogueiros podem contribuir para a restauração da mata nativa brasileira.

Para cada blog que coloca o selo, uma árvore é plantada. O DrLuisFelipe.com não poderia deixar de participar desta campanha. Faça também o seu gesto em favor do meio-ambiente. Ao neutralizar as emissões de CO2 do seu blog, a sua participação contribui para a proteção do nosso meio-ambiente!


Medicina 2013 na Argentina, Bolívia ou em Cuba!



Para você que já conhece as vantagens de cursar Medicina na Argentina, Bolívia ou em Cuba, trago aqui um excelente contato que pode te ajudar muito!

A Gláucia faz a legalização dos documentos necessários para você poder viajar sem dor de cabeça! E tudo isso, da maneira mais transparente e justa possível. Definitivamente, eu recomendo.

Não precisa nem adicioná-la, é só enviar uma mensagem via inbox que ela estará pronta pra te responder. No perfil, você encontra também o e-mail pessoal dela e alguns telefones que podem ser usados para o contato também.


Boa viagem, bons estudos!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Médica brasileira se diz satisfeita com formação e vida na Bolívia




Depois de terminar o colégio na rede pública da cidade de Ariquemes, em Rondônia, Rafaela Vieira Mota se viu diante de um problema. Na universidade federal que atende a região, a Unir, não havia o curso de medicina. Como teria de sair de lá, optou por buscar a formação em outro país. "Sempre quis fazer medicina fora. Minha mãe viu um convênio pelo Ministério da Educação, que permite a estudantes estudarem em outros lugares da América do Sul. Acabei o ensino médio e já fui estudar em Sucre (Bolívia)", conta a brasileira, hoje com 29 anos e já formada.

O convênio citado é o Andrés Bello (CAB), parceria entre países sul-americanos para desenvolvimento educacional, cultural e científico que uniformiza as disciplinas educacionais, permitindo que estudantes e pesquisadores possam estudar em diversas universidades, cujo currículo similar facilita na hora de revalidar o diploma. Foi através dele que Rafaela conseguiu transferência para a Universidade Autônoma de Gabriel Rene Moreno, em Santa Cruz de la Sierra, após seis meses na Universidad San Francisco Xavier de Chuquisaca. "Não sabia que tinha tanto brasileiro fazendo medicina nesta cidade", comenta.

"Não queria voltar como a menina do interior que foi estudar fora e retornou com uma filha como diploma" 
Rafaela Mota, médica

Os compatriotas, contudo, eram minoria nas universidades públicas bolivianas. A médica, que chegou em 2000 a Santa Cruz, notou que o processo de seleção local também era uma barreira para os brasileiros, que se concentram, geralmente, em faculdades particulares. "Poucos estudavam na universidade estatal. Existe um vestibular com 300 vagas, mas só os melhores conseguem entrar. Por não ter tanto brasileiro, o curso de medicina é melhor. Não tem muito aquele clima de oba-oba de morar fora de casa. Os estudantes são mais focados e aprendem melhor", afirma.

Após dois anos de faculdade, Rafaela se apaixonou por um ex-professor, engravidou e se casou. Foi um período conturbado. "Tive dificuldades para me formar. Primeiro, pelo preconceito. Eles acham que toda brasileira é p... por ser mais extrovertida. Eu me apaixonei, engravidei, fiquei muito mal, senti que tinha traído a confiança dos meus pais, pensei em desistir, mas não queria voltar para o Brasil como a menina do interior que foi estudar fora e retornou com uma filha como diploma", reflete.

Rafaela se ergueu e foi em frente. Acabou o curso e voltou ao Brasil para revalidar o diploma. E apesar de ter estudado em uma universidade pública, que tem a grade curricular parecida com a de faculdades brasileiras, ela acredita que contou com o acaso no exame. "Tive 50% de sorte na prova. Aqui na Bolívia se faz muita prática, desde o primeiro ano se começa a fazer estágios nos hospitais públicos. Mas a parte teórica é falha. Quando fui fazer o teste, tive problema com os nomes técnicos, pois na Bolívia é um e no Brasil, outro. Além disso, não temos algumas matérias, como Sistema Único de Saúde (SUS)".

Sorte ou não, ela conseguiu o registro. E, com família constituída na Bolívia, se preparou para voltar ao país. Mas não sem uma parcela de dúvida. "Fiquei entre a cruz e a espada. Poderia voltar ao Brasil, ganhar mais, mas meu marido é médico, já tinha estabilidade e não me acompanharia imediatamente na mudança. No Brasil se trabalha muito, é plantão de segunda a segunda. Se eu voltasse, estaria ganhando muito dinheiro e talvez não tivesse nem começado minha especialização. Aqui não me falta nada. Tenho minha casa, carro novo, sítio, minha mãe mora aqui, minha filha não estuda na pior escola de Santa Cruz. Por isso não penso em regressar rápido. Estou feliz sendo médica na Bolívia", relata Rafaela.

A brasileira, que está terminando uma especialização em medicina legal e leciona esta disciplina em universidades no curso de Direito, reforça que uma família vive muito bem com cerca de US$ 2 mil em Santa Cruz. "Temos uma lei chamada Financial, que estabelece o teto salarial do funcionário público em 15 mil pesos bolivianos (cerca de R$ 5 mil), que é o salário do presidente Evo Morales. Meu marido dá aulas na universidade e eu trabalho no hospital. Juntando os salários o valor não pode passar deste teto. Mas ele faz cirurgias particulares em que tira US$ 1 mil, fazendo uma cirurgia por mês. Então, temos tudo aqui. No Brasil é mais status. Aqui, como dizem, todo mundo é doutor neste Pueblo", brinca, antes de concluir. "Mas quero morrer na minha terra. Quando vou voltar, ainda não sei".

Burocracia barra trabalho de estrangeiros no País


A intenção do governo brasileiro de facilitar a entrada de profissionais estrangeiros de alta qualificação esbarra na própria burocracia. A validação dos diplomas, necessária para que os estrangeiros possam trabalhar regularmente, é um processo longo, complicado e caro, o que leva muitos, mesmo com o visto de trabalho em mãos, a desistirem.

O problema afeta especialmente a área que o governo Dilma Rousseff quer mais atrair, a de engenheiros, arquitetos e técnicos de inovação tecnológica.

Hoje, a escassez de profissionais dessas áreas no Brasil faz com que muitas empresas tentem importar estrangeiros para ocupar as vagas ociosas. A falta de um diploma válido não impede que essas pessoas trabalhem, mas não permite que assinem projetos, o que limita a possibilidade de contratação e aproveitamento de profissionais qualificados.

A validação do diploma no Brasil pode ser feita por qualquer universidade pública, de acordo com uma determinação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, aprovada em 1996. O que parece ser uma facilidade, no entanto, termina por ser um complicador. Cada instituição tem exigências e critérios próprios, que normalmente passam pela análise do currículo e do conteúdo das disciplinas.

Algumas dessas instituições exigem tradução juramentada de todo o material, enquanto outras aplicam uma prova. Raramente um candidato é aprovado sem que seja obrigado a fazer pelo menos algumas disciplinas complementares. Todo o processo pode levar até dois anos e custar até R$ 5 mil, entre taxas da universidade e a tradução do material. Muitos desistem antes mesmo de começar.

O problema da validação dos diplomas de profissionais estrangeiros já está no radar do governo. É um dos temas que a força-tarefa coordenada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República estuda para facilitar a entrada de profissionais qualificados, como mostrou reportagem do Estado na última segunda-feira.

Em março de 2013, a SAE deve entregar um relatório sobre as vantagens e desvantagens do atual processo de entrada de estrangeiros no País. Com base nesse estudo, os ministérios envolvidos vão começar a discutir as mudanças. Ou seja, é improvável que se veja alguma alteração antes do segundo semestre do próximo ano.

Medicina

Em pelo menos um caso, o dos médicos, o governo federal decidiu centralizar a prova de certificação. Nesse caso, para atender a um lobby específico, o das famílias de jovens brasileiros que foram fazer medicina em Cuba e de partidos da base do governo, como o PT e o PCdoB, que encabeçavam o sistema de seleção para as vagas na escola de medicina do país de Fidel Castro.

O Revalida, como é chamada a prova, foi criado em 2010 e é preparado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Educacionais (Inep) e aplicado por 38 universidades públicas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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Exame para médicos formados no exterior aprova só 12,5% de candidatos na 1ª fase

Segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) será realizada nos dias 1º e 2 de dezembro, em Brasília com apenas 98 participantes


Apenas 12,5% dos 782 médicos estrangeiros – ou brasileiros que fizeram o curso de medicina fora do país – que realizaram a primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) foram aprovados para a segunda etapa da avaliação. Os noventa e oito médicos realizarão os exames nos dias 1º e 2 de dezembro, em Brasília, no Hospital das Forças Armadas (HFA). Na prática, o diploma desses profissionais obtidos em universidades fora do Brasil não tem validade no país.

Realizado, desde 2011, pelo Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Revalida é feito em duas etapas. A primeira delas é composta por uma prova objetiva, com questões de múltipla escolha, e uma prova do tipo discursiva.


Já na segunda etapa, é realizada a parte prática, com uma avaliação de habilidades clínicas. Tal exame tem o objetivo de verificar conhecimentos, habilidades e competências requeridas para o exercício profissional adequado ao Sistema Único de Saúde (SUS), em nível equivalente ao exigido dos médicos formados no Brasil.

As duas fases têm caráter eliminatório. Os candidatos precisam, ainda, apresentar o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras), no nível intermediário-superior.

Médicos em atuação no Brasil

De acordo com informações do Conselho Federal de Medicina (CFM), o país tem 371.788 médicos em atuação. O número foi registrado em outubro de 2011 e confirma tendência de crescimento da categoria, o que ocorre há 40 anos. De 1970 até hoje, houve um aumento de 530% de profissionais - naquele ano o país tinha 58.994 médicos. A estimativa do conselho é que, desde o ano passado, cerca de 16.800 novos profissionais entram no mercado de trabalho anualmente.

A entidade defende o atual formato do exame e condena a revalidação automática de diplomas estrangeiros. “Sem observar estes critérios, se colocará em risco a saúde da população e não solucionará o problema da falta de médicos em algumas regiões e em determinados serviços públicos de saúde no Brasil”, afirma, em nota, o CFM.

*IG

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Atenção diplomados de saúde!


Você, profissional da área de saúde, que deseja cursar Medicina na Bolívia, eu trouxe uma ótima proposta pra você! 

Presta atenção nisso!

Diplomados de qualquer área da saúde podem ingressar direto entre o 4º e o 6º semestre/período de Medicina na Bolívia de forma totalmente segura, sem complicar a revalidação! Já pensou a economia? E tudo na maior tranquilidade! É realmente uma ótima proposta, fiquei surpreso quando descobri!

Para saber tudo, pode enviar um e-mail para convalidacaomedbol@hotmail.com

Maiores informações também, é só me adicionar no facebook (aqui).

Beleza #1

Esta é a nova seção do drluisfelipe.com. Vou mostrar um lado mais artístico, mais abstrato, valorizando as belezas dos países que trato aqui. Quando possível, colocarei também algumas palavras bonitas. Espero que gostem.

El Loa, Antofagasta - Bolívia


Trabalha, trabalha muito a teu favor. Para de esperar a felicidade sem esforços. Para de exigir das pessoas aquilo que nem tu conquistaste ainda. Critique menos, trabalhe mais. E não te esqueças, nunca, de agradecer. Agradece tudo que está na tua vida neste momento, inclusive a dor. A nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.

“A grandeza não consiste em receberes honras, mas, sim, em merecê-las."

— Aristóteles, em Revolução da Alma.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Medicina na Bolívia em 2013



Pra você que me acompanha desde o início do blog, viu que eu tive que ganhar uma boa base de informações sobre estudar Medicina no exterior, particularmente na Bolívia, para poder seguir em busca do meu sonho. Então, com a proximidade de 2013, decidi que vou ajudar a todos àqueles que queiram realmente entrar de cabeça nessa nova vida.

Eu realmente passei meses lendo sobre o estudo da Medicina na Bolívia, consegui boas informações, e diria que eu tenho até algumas informações privilegiadas pra somente você, leitor do drluisfelipe.com. Não faz sentido eu guardar isso pra mim, já que é mais que certo que não irei mais estudar fora. Logo, me coloco à disposição de quem queira ir agora em 2013 para a Bolívia, que é o país que melhor sei informar. Mas se você quiser ir pra Argentina, Rússia, Cuba, também tenho algumas informações pra você, não muitas, mas podem te ajudar.

Eu sei que muitas pessoas que já possuem um diploma dos cursos da própria área de saúde, desejam cursar medicina, porém desanimam ao saber que terão que enfrentar o concorridíssimo vestibular, ou o ENEM com as notas de corte mais altas. Se você já se informou sobre a Bolívia, e está procurando começar logo seu curso, não perder tempo, ir atrás mesmo de uma nova vida, de uma realização profissional e pessoal, eu posso sim, te ajudar.

Não estou oferecendo assessoria, não é isso. Estou apenas querendo te ajudar da melhor forma possível. E não cobro NADA. Pode ficar tranquilo, que aqui você tem um AMIGO.

Deixo aqui, meus contatos:

Pode me adicionar sem problemas, que eu aceito. Estou online diariamente.




E-mail: dr.luisfelipe@r7.com
E-mail pessoal: l.felipe@msn.com
Olho os dois com a mesma frequência, então, caso queira alguma informação via e-mail, pode me escrever.

Estou esperando você! Até mais!

Repercussão: CASO UFMT - Menos de 1% é aprovado na prova de revalidação!



Acompanhe alguns comentários da publicação, do site Revalmed:


  • O ocorrido na UFMT foi pela grande pressão do CRM Segue embaixo o sitio para ver o pronunciamento de Antonio Celso Nunes Nassif, doutor em Medicina, membro da Comissão de Especialistas do Ensino Médico do MEC que afirma que as instituições de ensino superior têm autonomia para realizar seu próprio processo de revalidação. Porém, o problema é a qualidade desses exames. http://www.crmpr.org.br/lista_ver_noticia.php?id=4925

  • Assino em baixo tudo que foi escrito, porém gostaria de adicionar um fato a mais nisso tudo. Além da inscrição, que somadas as 2 fases totaliza R$1000,00, existe o fato de que a documentação exigida pela UFMT é a mais cara de se ajuntar, sendo ABSURDAMENTE exigido cópias AUTENTICADAS DE CADA UMA DAS PÁGINAS. E os inscritos sabem o valor de cada um daqueles selos.

  • Antes de falar em porcentagens vamos falar de valores financeiros, Em cima dos índices relatados de aprovação nos anos anteriores podemos constatar que a UFMT agiu de má fé com os revalidandos. Isso é um descaso absurdo com os médicos formados no exterior. Se fosse possível poderia se acionar via judicial a UFMT por quebra de contrato gerando uma expectativa e aplicando uma prova com questões para especialistas e não para médicos generalistas. Que eu saiba a prova era para revalidar diplomas não para mestrado nem doutorado. Cada candidato gastou em média R$ 4.000,00 , um desrespeito para com os candidatos, familiares , e principalmente constatamos que mais uma vez neste país O CFM, manda mais que o governo.

  • Uma prova absurda, sem condições de aprovação

Termo de Responsabilidade - Dr. Luís Felipe

O Blog Dr. Luís Felipe tem seus temas relacionados ao estudo da medicina em países do exterior, e no Brasil, e também à diversos temas que possam apresentar correlação, sendo que muitas vezes são discutidos assuntos pertinentes à revalidação de diplomas, saúde ou curiosidades médicas. O(s) autor(es) do blog não pode(m) se responsabilizar por qualquer uso da informação nele contida.

As imagens utilizadas são, em alguns casos, retiradas da internet. Se você é dono ou possui direitos autorais sobre qualquer imagem aqui utilizada, por gentileza, nos informe que a substituiremos assim que possível.

As publicações são escritas com a intenção de divulgar informações. Não são escritas com a intenção de serem utilizados como referências bibliográficas ou utilizadas em pesquisas. É feita neste blog também, a divulgação de publicações de outros veículos, principalmente, sites da internet. Caso você tenha algum texto publicado aqui, e deseja removê-lo, favor entrar em contato para que isto seja feito de forma breve e sem maiores problemas.

O conteúdo está sujeito a alteração sem aviso prévio e não nos responsabilizamos por eventual indisponibilidade do blog devido a problemas técnicos. 

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Polêmica na UFMT: Menos de 1% é aprovado na revalidação 2012!

O pânico e a descrença dos médicos graduados no exterior, relatados a nós por e-mail e contato telefônico após a prova da UFMT acabou por se revelar em números absurdos no dia de ontem.

Dos mais de oitocentos médicos graduados no exterior que compareceram à prova, entre estes, sendo reprovados candidatos com mestrado feito na Europa, menos de UM POR CENTO restou aprovado.

Nos últimos três anos a quantidade de aprovados na UFMT foi: 2009: inscritos- 401 / aprovados: 114 (28%) 2010: inscritos / 520 aprovados: 184 (35%) 2011: inscritos / 637 aprovados: 296 (46%)

Nada explica que a UFMT/FCM que havia nos anos anteriores aprovado sempre no mínimo 28% (VINTE E OITO POR CENTO), além de ter aumentado a média da prova, a realize num nível de dificuldade que extrapola o plausível de ser cobrado de um MÉDICO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA a ponto de ter um índice de aprovação pífio dando a entender que a prova foi aplicada para pessoas que não são conhecedoras da medicina.

A UFMT sempre cometeu o mesmo erro/desrespeito à legislação pátria, mas diante do medo de que esta porta fechasse, de que uma prova anual com um percentual de aprovação relativamente positivo deixasse de existir, nunca houve uma manifestação judicial provocada pelos advogados especialistas na área.

A UFMT realizando o procedimento ordinário de revalidação NUNCA PERMITIU A COMPLEMENTAÇÃO DE ESTUDOS EM OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO COM CURSO DE MEDICINA RECONHECIDO PELO MEC conforme manda a lei, um direito de todos os revalidandos concedido pelo Conselho Nacional de Educação.

Diante deste motivo e do fato de que muito provavelmente a UFMT venha a aderir ao procedimento do REVALIDA, aconselhamos a todos os lesados por esta instituição federal que procurem a via judicial para buscar um parecer que permita a complementação de estudos dentro dos mesmos padrões dos que estão entre os cinco reprovados de maior pontuação na prova da própria UFMT.

Nesta luta pela justiça na via judicial nos deparamos com alguns problemas como o preconceito escrito com palavras rebuscadas constante em algumas sentenças e alguns pareceres do Ministério Público, o número muito restrito de advogados especialistas no assunto (o que eleva o valor dos honorários) e o pior: a ignorância de alguns médicos revalidandos que acusam os advogados de serem colaboradores deste abuso, de buscarem um enriquecimento em cima de uma situação desfavorável O QUE É ALGO TÃO ABSURDO COMO TAXAR UM ONCOLOGISTA DE MERCENÁRIO, uma vez que o advogado não faz leis, editais, provas, tampouco encaminha para estudar no exterior estudantes de medicina, assim como o oncologista não cria o câncer em seus pacientes.

Num país como o nosso com mais de 200 milhões de habitantes, temos apenas 6 advogados com experiência (com mais de 100 processos judiciais de revalidação), que atuam em mais de um Estado, que tenham vitórias judiciais verdadeiras e que não possam ser revertidas, com dedicação exclusiva à revalidação de diplomas estrangeiros, que não fazem promessas que não podem cumprir e que já revalidaram mais diplomas do que o procedimento do REVALIDA (só para citar um exemplo) já que viabilizaram inscrições e, se não fosse pelos atos destes, NÃO HAVERIA COMPLEMENTAÇÃO DE ESTUDOS EM ESCOLAS PARTICULARES.

Portanto, diante da incapacidade do governo de enfrentar o problema da revalidação de diplomas a ponto de exigir que o procedimento de revalidação ocorra em respeito à lei, ao revalidando, à população mal assistida em seu direito à saúde e não somente para atender a vontade dos órgãos de proteção de classe e os interesses das universidades particulares de medicina deste país, da possibilidade de que no ano que vem tenhamos somente a UFMG e a prova do REVALIDA como alternativas para a revalidação de diplomas neste país, mais uma vez será necessária a busca pelo trabalho destes poucos profissionais habilitados.

Diante do resultado da prova da UFMT, acredita em um futuro mais justo para os revalidandos, criado somente com atitudes do governo quem quiser, aos demais, que busquem uma assessoria de sua confiança.

Para ver o desempenho dos candidatos, clique AQUI.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Suposta falta de médicos reacende discussão sobre validação de diploma


Uma recente pesquisa da CNI/Ibope mostra que 61% da população consideram o serviço de saúde no Brasil ruim ou péssimo. Para melhorar essa situação seria necessário, entre outras medidas, ampliar o número de médicos no Sistema Único de Saúde (SUS). 

O aumento do quadro de médicos nos hospitais públicos esbarra em uma discussão polêmica: a revalidação dos diplomas estrangeiros de medicina. Isso porque os defensores da revalidação automática de diplomas afirmam que faltam médicos no Brasil e que a mão de obra formada em outros países poderia diminuir a suposta carência de profissionais.

“O número de médico para atender a nossa população de quase 200 milhões de habitantes, é bem inferior do que de outros países", reclama o subprocurador-geral da República, Osvaldo Barbosa Silva. "Nós temos mais ou menos 1.600 médicos para um conjunto de cem mil habitantes. Enquanto países menos desenvolvidos que a gente tem 2400 médicos para um conjunto de cem mil habitantes.” 

As organizações médicas, no entanto, refutam essa afirmação e dizem que há médicos suficientes no País, mas que eles se concentram nos grandes centros onde a renda é maior. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), os 373 mil médicos que atuam no Brasil seriam suficientes, se houvesse políticas de incentivo à fixação de profissionais em municípios pequenos, principalmente no Nordeste e na região Amazônica.

“O número de médicos brasileiros é adequado. Há, sim, uma má distribuição, há sim falta de condições para se interiorizar esse médico”, afirma a médica Cacilda Pedrosa, representante do CFM. 

Silva reconhece que é preciso incentivar o médico a se fixar no interior. Mas ressalta que a interiorização do médico não depende só de salário. “A dificuldade no interior não é apenas o isolamento. É chegar lá, mesmo com salário de R$ 25 mil, e não ter sequer o instrumental pra fazer o exame, não ter um laboratório pra auxiliá-lo. É preciso criar incentivos para brasileiros e estrangeiros com diplomas legitimamente validados irem para o interior.”

Revalida
Desde 2010, o médico formado em instituição estrangeira de ensino precisa ser aprovado no Revalida para atuar no Brasil. Trata-se de um exame unificado realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e aplicado em 37 universidades públicas. No ano passado, dos 677 inscritos, só 65 foram aprovados.

O governo discute alterações na revalidação dos diplomas. A mudança é rejeitada por organizações médicas e divide opiniões entre os parlamentares.

“[O revalida] é a garantia de que você vai ter bons profissionais atendendo", defende o subprocurador. “Eu não sou contra médicos estrangeiros clinicarem no Brasil, mas eles têm que submeter ao nosso controle de qualidade.”

Cacilda Pedrosa concorda. “Isso não é preconceito. É uma preocupação de garantir a toda comunidade brasileira que seja atendido por médicos qualificados. Nós precisamos ter médicos, sejam estrangeiros ou brasileiros, qualificados para atender aqui.” Ag.Câmara

Problemas para a revalidação do diploma


Um dos processos mais custosos e complicados para os estudantes de pós-graduação no exterior é a revalidação dos diplomas obtidos no Brasil. Apesar do incentivo para que estudantes brasileiros façam cursos na Europa e em outros países, torná-los oficiais no país pode custar até R$ 5 mil e demorar entre seis meses e dois anos ou mais.

A burocracia também pode dificultar a inscrição em universidade europeias que não reconheçam os diplomas de graduação brasileiros. "Pra mim a complicação já começou no Brasil, porque a quantidade de papéis que a universidade espanhola pediu para reconhecer o meu título era muito grande, tive que traduzir todo o meu currículo escolar da graduação", diz o jornalista catarinense Ricardo Viel, que faz mestrado em estudos latino-americanos na Universidade de Salamanca, na Espanha.

"Eu tive que comprovar para eles que tinha um título superior no Brasil com a quantidade de créditos que equivaleria a um daqui. Demorei pelo menos quatro ou cinco meses e gastei muito dinheiro, porque só existe uma tradutora juramentada para o espanhol em São Paulo, onde moro."

A dificuldade acontece porque o Brasil não é signatário da Convenção de Haia, de 1961, que eliminar os atos de legalização de documentos nos consulados entre os países signatários. Dessa forma, os diplomas brasileiros nem sempre são aceitos no exterior como documentos oficiais e vice-versa.

Na primeira etapa da revalidação, o estudante precisa pagar para que o consulado brasileiro no país autentique o seu diploma. Mas desde o ano passado, é preciso também levar o diploma a um cartório local, que verificará sua autenticidade. "Isso é uma redundância, que não era necessária", explica o Michael Freitas Mohallem, doutorando em direito público na University College of London.

"Essa primeira etapa é uma etapa burocrática, que seria evitada se o Brasil fosse signatário da Convenção de Haia. Mas até aí, o estudante ainda nem começou a entrar na discussão acadêmica."

Já no Brasil, o estudante pode procurar tanto uma universidade pública quanto uma privada para o processo de revalidação. O critério de escolha deve ser encontrar um curso de pós-graduação que tenha disciplinas, carga horária ou linhas de pesquisa equivalentes ao curso europeu.

No entanto, cada universidade tem suas regras, seus critérios de avaliação e seu preço. O custo do processo de revalidação - sem contar com a tradução dos documentos exigidos pela instituição - varia entre cerca de R$ 200 e R$ 2 mil reais. E isso ainda não garante o reconhecimento do diploma.

"O que poucos estudantes sabem é que quando não obtém a revalidação, eles podem levar o caso para o Ministério da Educação, que tem uma visão mais favorável ao processo", explica Mohallem.

O engenheiro gaúcho Diego Boesel foi bolsista do programa de pós-graduação europeu Erasmus Mundus e cursou, em 2009, um mestrado em automação espacial e robótica em universidades na Alemanha, Suécia e Finlândia. Seu diploma, no entanto, só foi revalidado em agosto de 2012, após despesas de R$ 5 mil.

"O que me complicou foi que eu só comecei a me preocupar em saber os documentos necessários depois de ter retornado para o Brasil. Aí a primeira coisa que aparece, para quase todas as universidades, é ter o diploma, histórico ou outro documento autenticados pela embaixada do Brasil no país", disse à BBC Brasil.

"Eu não podia ir para a Europa e não queria enviar isso pelo correio para que alguém fizesse para mim, para não arriscar perder meus documentos. Então deixei isso parado até que voltei à Europa pra trabalhar e resolvi fazê-lo."

Boesel também teve mais um contratempo, depois de reunir os documentos exigidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde fez o curso de graduação, descobriu que a instituição tinha deixado de fazer revalidações de diplomas estrangeiros. "Eu fui buscar outra universidade e acabei tendo que juntar mais documentos ainda, porque cada uma delas requer documentos diferentes. Me pediram coisas que eu nem imaginava, como um comprovante de que o curso era presencial."

O engenheiro, que hoje trabalha em uma empresa de suíça de microtecnologia, calcula que levou cerca de um ano para coletar todos os papeis e traduções. Ele também levou algum tempo para encontrar um curso equivalente ao seu nas instituições brasileiras.

"Vale a pena ver primeiro quais são os requisitos de cada universidade onde se poderia fazer a revalidação e tentar ir juntando os documentos à medida em que estiver fazendo o mestrado", aconselha. "Mas é muito importante que isso seja feito antes de voltar para o Brasil, porque alguns documentos levam tempo para que a universidade consiga emitir."

De acordo com Michael Mohallem, a exigência de semelhança entre os cursos de fora e os brasileiros é uma das maiores contradições do processo. "O governo financia a ida do estudante como bolsista para estudar fora, por exemplo, e depois não reconhece o diploma que ele mesmo havia considerado válido na candidatura das bolsas. Isso diminuiu, mas ainda existe. Especialmente quando o estudante vai fazer cursos interdisciplinares que são novos e é difícil encontrar equivalentes no país."

Ele diz que o ideal é consultar sobre os cursos brasileiros equivalentes ao desejado antes mesmo da candidatura no mestrado europeu. "É um passo que quase ninguém dá, mas começa a ser uma vantagem."

Coisas que li: Estudantes de Medicina 'aprontam com os pais' na Bolivia


"Alguns estudantes brasileiros que foram "estudar medicina" em cidades da Bolívia como Santa Cruz, Cochabamba, Las Paz e Sucre andam aprontando. 

Semana passada o pai de uma aluna decidiu fazer uma surpresa para a filha. Surpreso ficou ele ao saber que a moça não estudava há cerca de dois anos. Estava apenas "curtindo" belas férias.

A situação mais grave, segundo esse pai, acontece em Santa Cruz, já que a paradisíaca cidade oferece excelentes opções de lazer, principalmente à noite com suas extravagantes e luxuosas boates.

Frustrado esse pai desabafou dizendo que as famílias precisam acompanhar a realidade de seus filhos nas universidades."

Olha,

Estudar na Bolívia, não é fácil. Por não ter vestibular, pode não haver a seleção inicial, mas este processo ocorre durante o curso, ou ainda, após ele, com a temida revalidação. Caso seus pais te sustentem neste período, o mínimo que você pode fazer é honrá-los, não acha? Ainda que seja mais barato do que estudar no Brasil, não deixa de ser DINHEIRO.

Honestidade acima de tudo. Existem pais que por vezes se sacrificam para manter os estudos dos filhos, para dar à eles um futuro melhor, uma oportunidade que não tiveram em suas vidas, e depois encararem uma decepção como é essa, é terrível. Galera, vamos encarar a realidade, e vamos abrir os olhos. Em qualquer lugar do mundo, estudar não é brincadeira.

Não devemos esquecer que antes de mentir para os nossos pais, estamos mentindo para nós mesmos. Mentira tem perna curta, e uma hora a casa cai.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Conheça a Bolívia! - UNIFRANZ

Com a proximidade de 2013, decidi inaugurar um espaço aqui no blog onde vocês poderão conhecer melhor a Bolívia, as universidades bolivianas, o estilo de vida da galera lá. E pra começar, escolhi a UNIFRANZ, a instituição que eu acredito ser a que tem o melhor custo/benefício, por conta da infraestrutura, da localização, do ensino... Se eu fosse hoje, e com a quantia que me é possível, essa seria minha escolha. Vamos ver um vídeo?


Site: UNIFRANZ
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