quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Prefeito de Fortaleza - CE quer contratar médicos do exterior


Medida seria para atender à demanda da periferia da Capital e atuar no Programa Saúde da Família

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, afirmou, em encontro com a presidente Dilma Rousseff, defender a proposta do governo federal de contratar médicos estrangeiros para atuar em hospitais da rede pública da Capital. A iniciativa seria uma forma de atender às reclamações de gestores municipais de todo o País sobre a falta de profissionais interessados em trabalhar nas periferias das grandes cidades.

Segundo a assessoria da Prefeitura, Roberto Cláudio também é favorável à "importação" de médicos de Portugal e da Espanha para que atuem temporariamente nas regiões de baixa cobertura do Programa Saúde da Família. O posicionamento do gestor, no entanto, é motivo de debate entre representantes da categoria.

Para José Maria Pontes, presidente do Sindicato de Médicos do Ceará (Simec), o Ceará possui profissionais suficientes para atender à demanda dos hospitais da periferia. Em todo o Estado, de acordo com dados do Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec), existem 10.181 médicos atuando, sendo 7.729 somente na Capital.

Entretanto, Pontes destaca que a baixa remuneração e as más condições de trabalho estão afastando os profissionais da rede pública de saúde. Segundo ele, nenhuma das prefeituras municipais cearenses paga o valor do piso salarial determinado pela Federação Nacional de Médicos (Fenam), R$ 9.813,00.

"Está cheio de médicos querendo trabalhar, mas as prefeituras não têm responsabilidade sobre eles. Eu tenho 28 anos de carreira e ganho um salário miserável que nem é dos piores aqui no Ceará", critica o presidente do Simec.

Pontes afirma que a situação no Interior do Estado é ainda pior. Conforme ele, o sindicato tem recebido denúncias de cidades onde os salários estão atrasados há meses. "Tem locais onde estão pagando R$ 1.500,00 aos médicos, não oferecem carteira assinada e ainda demitem na hora que querem", alega Pontes.

O presidente do Simec afirma que não é contra a proposta do governo federal de trazer médicos de outros países, mas destaca que o nível de qualidade destes profissionais é uma grande preocupação da categoria. Pontes ressalta, ainda, que irá solicitar uma audiência com o prefeito para discutir a situação.

Regulamentação

Segundo o diretor do Cremec, Ivan Moura, caso a proposta do governo venha a se concretizar, os médicos estrangeiros terão de passar por todo um processo de regulamentação antes de exercer a profissão no Estado.

"Não é algo muito simples. Eles vão precisar estar inscritos no Conselho e o diploma deles terá de ser revalidado. Vai ser analisado se há correspondência com o curso médico daqui ou se precisa haver alguma complementação de estudo ou de prova", explica Moura.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Como viajar para a Bolívia?



A empresa BOA sai diretamente de Guarulhos-SP com destino a Santa Cruz de La Sierra e também para Cochabamba. Quem pertence ao estado de São Paulo e outros estados vizinhos vale a pena a comodidade.

A companhia TAM vende voo direto para Santa Cruz de La Sierra (muitas vezes a pessoa não consegue comprar no site e precisa ir direto nas agências) e lá é possivel você ir de ônibus para Cochabamba ou de avião, pela empresa BOA.

A companhia que mais vende passagens é a GOL, com destino também a Santa Cruz de La Sierra. Querendo depois ir para Cochabamba, é só comprar antecipadamente pelo site da BOA.

Os valores de passagens variam muito dependendo da época de procura. É bom comprar sempre com alguns meses de antecedência para garantir um bom preço! Boa viagem!

Recapitulando:
TAM e GOL - Voos de todo o Brasil para Santa Cruz de La Sierra e de lá você poderá pegar um vôo pela BOA até Cochabamba.
BOA- Voos saindo de São Paulo direto para Santa Cruz de La Sierra e também Cochabamba!

Como cursar Medicina nos Estados Unidos? Por: Jessica Taylor

Trago hoje a ajuda de uma amiga, que estudou algumas séries no ensino médio comigo, e hoje cursa Medicina nos Estados Unidos. Lá, ela disse que o ingresso não é difícil como no Brasil. Ela está disposta a ajudar, e qualquer dúvida você pode contatá-la pelo seu facebook (aqui). Desde já, agradeço a Jessica Taylor! Acompanhem:

Nos EUA, o sistema de ensino é bastante diferente do Brasil. Não fazemos testes para entrar nas universidades, todos têm a oportunidade de ser o que quiserem.

A maioria dos cursos superiores tem duração de quatro anos como no Brasil, mas para Medicina temos alguns anos a mais. Mas vale a pena porque custa menos que no Brasil, e você consegue entrar para a Medicina com mais facilidade.

Detalhe: todas as faculdades/universidades são pagas, e todas as escolas (ensino fundamental e médio) são públicas. Mas são bastante baratas. Além disso, o governo concede empréstimos aos estudantes, para pagarem depois que se formarem.

Para o começo de tudo, qualquer estrangeiro que queira estudar nos EUA, deve prestar um TOEFL (teste que prova que você compreende o inglês) e aplicar em alguma faculdade (que vocês acham online), e eles vão te mandar uma aplicação para o visto de estudante (O VISTO DE ESTUDANTE! Como ser aceito pela faculdade é outra história, para depois).

Depois de tudo, você irá fazer 2 anos de Associated Degree (Graduação Associada), onde você deve tomar matérias gerais, e matérias associadas ao Bacharelado que você pretende ter, porque para fazer medicina você precisar ter um Bacharelado associado à medicina (enfermagem, biologia, química...). O Bacharelado geralmente dura 2 anos, dando ao todo 4 anos com a Graduação Associada. Depois disso, você pode aplicar para uma universidade que tenha medicina, isto irá durar mais 4 anos... Depois de tudo, você pode fazer sua residência médica, que aqui dura de 3 a 4 anos, dependendo da área.

Ah! Detalhe: se a pessoa já tem um bacharelado em alguma coisa, por exemplo psicologia, já pode começar direto com medicina, só tomar uma aulinhas extras. Sim! Se você se formar em psicologia, enfermagem, biologia, etc., você pode começar já com a Medicina aqui sem essa burocracia toda. O objetivo é ter um bacharelado na área de saúde antes de começar Medicina.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dermatologia vive crise de identidade com a estética

Atraídos pelo ramo mais lucrativo da beleza, médicos deixam de dar atenção e 'perdem a mão' no tratamento de doenças da pele

As bolinhas vermelhas que apareceram no corpo da designer Patricia Panza, de 22 anos, foram identificadas primeiro como catapora. Depois, como alergia. Mais tarde, quando veio o diagnóstico correto - de psoríase -, o périplo da paciente por consultórios de dermatologistas estava só começando. Ao longo dos oito anos em que convive com a doença, já encontrou desde médicos que mostraram desconhecimento sobre o assunto até especialistas que indicaram para seu caso carboxiterapia e bronzeamento artificial, técnicas comumente associadas a tratamentos de beleza.

Assim como ela, muitos pacientes com doenças de pele têm a impressão de que os dermatologistas, ao focarem suas práticas em procedimentos estéticos, estão cada vez mais se afastando do contato com doenças de verdade. A percepção é comum também entre os próprios profissionais, que creditam a tendência a problemas na formação do dermatologista e aos valores baixos pagos por convênios, o que leva os especialistas a optarem pelo ramo mais lucrativo da especialidade: a cosmiatria.

A dermatologista Marcia Ramos e Silva, chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conta que tem pacientes que, ao final da consulta, dizem estar felizes por finalmente terem encontrado um dermatologista "que entende de doença" e não apenas de beleza.

"A gente lamenta isso porque conhecer dermatologia clínica é imprescindível para fazer uma boa cosmiatria. Como alguém vai saber se pode ou não fazer determinado método cosmético sem conhecer anatomia, fisiopatologia e imunologia da pele?", questiona a médica.

O professor da disciplina de Dermatologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Silvio Alencar Marques, tem a mesma percepção. "Não são raros os médicos residentes de muita competência que, aos poucos, vão se envolvendo com uma prática dermatológica que os afasta da dermatologia tradicional e 'perdendo a mão' para diagnosticar e tratar doenças reais."

"Também é comum ter pacientes que vão ao médico com uma queixa específica, ele dá uma pomadinha e já diz que o paciente tem de fazer laser ou outro procedimento estético", diz Marcia.

A situação já foi experimentada por Patrícia Panza. Uma vez, ela viu uma dermatologista em um programa de televisão que dizia ter tratamentos inovadores para psoríase e vitiligo. "Fui ao consultório em Alphaville. Ela indicou carboxiterapia, usado em estrias e celulite. Cheguei a gastar R$1,5 mil por mês porque ela dizia que o tratamento só daria resultado depois de seis meses."

A mesma médica indicou que ela fizesse bronzeamento artificial e sugeriu que ficasse um período em um spa de tratamento de pele no Guarujá, do qual ela era proprietária. As recomendações foram seguidas por Patrícia. Cada procedimento era pago à parte e, ao final do período, nenhum resultado foi notado.

"É por essas e outras que fiquei um tanto desesperançosa com os dermatologistas", lamenta Patricia.

Invenção. O conceito de "dermatologista estético" formalmente não deveria existir, de acordo com o médico Carlos D'Apparecida Santos Machado Filho, titular da disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), já que faz parte da formação do profissional o conjunto de habilidades em clínica, cirurgia e cosmiatria.

"A própria população criou esse conceito", diz. Ele recebe pacientes que, apesar de frequentarem uma 'dermatologista estética', recorrem a outro profissional quando têm algum problema de verdade. "Eles dizem: 'Vou a uma clínica super chique, não vou mostrar essa unha encravada horrível'."

Machado Filho observa que, se no passado a formação do dermatologista exigia, além dos seis anos de graduação, dois anos de clínica médica e mais dois de dermatologia, hoje o médico sai da graduação e entra direto no programa de dermatologia, com duração de três anos. "Isso gera distorções. Em escolas menores, onde o curso não é consolidado, tem aluna que já no primeiro ano da faculdade resolve que quer fazer dermatologia porque gosta de estética. Ela não se dedica, tem formação pouco sólida e ainda cai direto no programa de dermatologia", diz.

Para o médico Paulo Eduardo Velho, coordenador da Disciplina de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o desafio dos formadores em dermatologia é escolher alunos que não tenham definida a intenção de focar sua prática apenas na medicina estética.

Ele acrescenta que existe um conceito equivocado de que a dermatologia seria uma especialidade fácil, de pouca demanda científica e menor compromisso com a saúde dos pacientes.

"Tem crescido a impressão de que ser dermatologista é ser um profissional que cuida da beleza. A dermatologia não é só isso; é fazer medicina através da pele. Inclui não só as doenças da pele, mas também as doenças sistêmicas que têm manifestações cutâneas", diz.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Gláucia está disponível via telefone para tirar suas dúvidas!

Lembra da Gláucia? A moça dos vídeos, que sempre ajuda a galera que quer estudar na Bolívia. Pois é, agora você tem um contato DIRETO com ela! Aproveite que ela está no Brasil desde o dia 1º de janeiro, e fica até 18 de fevereiro de 2013, e dá uma ligada para ela! Tire suas dúvidas, se informe melhor... O número é Tim, a ligação é baratinha. Sucesso!



(91) 8070-2060
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