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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

10 coisas que você precisa saber sobre cubanos

Dando uma passada pelo Facebook, vi esse texto. A autora é uma moça de nome Aline, que não foi bem identificada. Confira:

1) Sim, eles falam outra língua, mas é parecida com a nossa. Não há dificuldade na comunicação.

2) Eles são como nós, resultado de bela mestiçagem. São taínos, ciboneys, europeus ibéricos, africanos e tudo isso junto.

3) O modelo de educação socialista praticamente aboliu o racismo naquele país. É uma cultura humana de respeito à diversidade.

4) Os cubanos sorriem bastante, gostam de humor e de uma boa prosa.

5) Como médicos, são bons psicólogos. Conversam bastante, são meticulosos e raramente diagnosticam uma simples virose.

6) Os cubanos fizeram o único país das Américas onde não há mais crianças desnutridas.

7) Sim, eles são ótimos para lidar com problemas básicos de saúde, mas também são bambas em biotecnologia. Nos últimos anos, registraram 600 patentes de remédios, vacinas, softwares e equipamentos de diagnóstico. Foi lá que se desenvolveu, por exemplo, a vacina contra o câncer de pulmão.

8) Nos últimos anos, Cuba se viu livre da difteria, do sarampo, da coqueluche, da poliomielite e da febre amarela, entre outras doenças.

9) O país com o maior número proporcional de centenários (pessoas com 100 anos ou mais) é Cuba. Supera de longe o Japão, que fica em segundo lugar.

10) Médicos cubanos recebem forte formação humanista. Sabem que não exercem a profissão como um negócio, mas como uma forma solidária de gerar saúde e bem-estar. Que sejamos conscientes para estabelecer com eles uma sólida relação fraterna. Ganhamos todos.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Cursar Medicina no Brasil sem vestibular: Bacharelado Interdisciplinar em Saúde

Eu, autor do blog, Luís Felipe, estudo no Brasil. Quem acompanhou as publicações sobre a minha história, viu que não foi possível seguir rumo ao exterior. Com isso, voltei minhas atenções para cá mesmo, e assim, surgiu na minha vida o Bacharelado Interdisciplinar em Saúde. O curso é a porta de entrada para estudar Medicina na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Santo Antônio de Jesus, que fica 115 quilômetros distante da minha cidade natal. Então, achei viável, e está sendo uma experiência espetacular. Abaixo maiores informações.



CONSIDERAÇÕES SOBRE MEDICINA NA UFRB

1. Como será medicina na UFRB?
O curso de medicina na UFRB será em regime de ciclos de formação, tendo o Bacharelado Interdisciplinar em Saúde como primeiro ciclo. Em outras palavras, para ir para o curso de medicina, obrigatoriamente o estudante deve ser bacharel em saúde pela UFRB. A proposta é oferecer um curso médico com foco na Atenção Primária em Saúde, capacitando o estudante a compreender a questão da Saúde numa perspectiva ampliada e a lidar com os fenômenos da Saúde-Enfermidade-Cuidado com competência técnica, política, ética e humanística. O curso foi realmente pensado como resposta a demanda do SUS.

2. Qual a forma de ingresso?
Primeiramente, ingressa-se no BIS através do SiSU. E para o segundo ciclo, ingressa-se através de Edital específico. ATUALMENTE, são 50 vagas semestrais para o BIS. As vagas nos cursos já em funcionamento do Centro de Ciências da Saúde (Enfermagem, Nutrição e Psicologia) não são fixas. A cada edital são disponibilizadas vagas conforme as demandas de cada turma. Atualmente, o único curso com vagas fixas é o curso de medicina com 30 vagas semestrais que ainda não tem a sua primeira turma formada.

EM BREVE, com a adoção do BIS como primeiro ciclo de todos os cursos do CCS, a entrada semestralmente do BIS tem a perspectiva de ser 130 estudantes e os cursos de segundo ciclo terão suas vagas fixas em 30 para Medicina, 20 para Farmácia (em projeto), 30 para Nutrição, 20 para Enfermagem e 30 para Psicologia.

NÃO HÁ NOVO VESTIBULAR PARA ENTRAR EM MEDICINA
Para o acesso para o segundo ciclo, semestralmente, é lançado um edital de chamada para inscrições. Esse edital contém as vagas disponibilizadas em cada curso, relação de documentos necessários e todo o cronograma do processo, inclusive data para matrícula. Em cursos onde for constatada que a demanda é maior que a oferta de vagas, os candidatos serão selecionados tendo por base o Índice de Acesso ao Segundo Ciclo. Quanto mais alto for o rendimento, melhor a posição do estudante. Para o curso médico, os alunos devem ter passado obrigatoriamente com aproveitamento acadêmico nos (06) componentes obrigatórios da área de concentração Estudos em Saúde-Enfermidade-Cuidado para poder concorrer às vagas. Os demais cursos ainda não se posicionaram sobre quais componentes poderão ter caráter obrigatório para o ingresso nos cursos.

3. Qual é o tempo de integralização do curso de Medicina?
Tempo Mínimo de 7 anos (sendo 3 anos do BIS + 4 anos do curso profissional médico)

Para maiores informações, existe um grupo no facebook com estudantes do curso e demais interessados no assunto. Clique aqui e acesse.

*Ainda que não exista vestibular para ingressar no ciclo de Medicina, durante o 1º ciclo, o estudante é submetido a mais de 90 avaliações, de diversas formas.

*Com textos disponíveis no grupo referido no facebook, pela estudante Gal Alenvi.

domingo, 12 de maio de 2013

Por que os médicos cubanos assustam

Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o nosso sistema mercantil de saúde

Só em 2011, médicos cubanos recuperaram a visão gratuitamente de 2 milhões de pessoas em 35 países

A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.

Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.

A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.

No Brasil, o apego às grandes cidades

Dos 371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regiões Sul e Sudeste

Neste momento, o governo da presidenta Dilma Rousseff só está cogitando de trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.

E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde.

Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de  clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.

Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.

Sem compromisso em retribuir os cursos públicos

Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.

Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792.000,00 reais para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais.

Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.

Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes.

Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades

Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.

Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.

A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.

Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354.536. Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281.481.

A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.

A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença. Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical nos seus índices de saúde.

Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia

Em sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.

Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde.  Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.

Quando esteve em Cuba, em 2003, a deputada Lilian Sá foi conhecer com outros parlamentares o médico de família, uma equipe residente no próprio conjunto habitacional

Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas.

Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuído por todos os seus rincões que registram 100% de cobertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a nação melhor dotada do mundo neste setor.

Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.

O Brasil forma 13 mil médicos por ano em 200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.

Formando médicos de 69 países

Estudantes estrangeiros na Escola Latino-Americana de Medicina
Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.

Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.

Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.

Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue.  Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.

Presença de médicos cubanos no exterior

Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.

No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.

No âmbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.

Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.

* PEDRO PORFÍRIO é Jornalista desde 1961, quando foi repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Já aos 18 anos, no início do governo revolucionário (1961-62) trabalhou em Cuba como editor de língua portuguesa da Rádio Havana.Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social. Publicado em http://www.blogdoporfirio.com/2013/05/por-que-os-medicos-cubanos-assustam.html



sábado, 11 de maio de 2013

Coisas que li: Médicos cubanos, bem-vindos ao Brasil

Li no Portal Infonet, na coluna de Cláudio Nunes, um artigo interessante de opinião. Acompanhem:

Clamamos para que o CFM baixe a guarda


“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Artigo de  Hermann Hoffman, sergipano, acadêmico do 5° ano de Medicina. Membro do Núcleo Internacional do PT em Cuba. falecomhermann@gmail.com Obs: para não deixar dúvida: o titular deste espaço apoia a vinda dos médicos.

No Brasil, os cartazes ilustram diariamente uma situação que não queríamos que fosse verdade: NÃO TEMOS MÉDICOS PARA O ATENDIMENTO. No tatame, o Governo versus Conselho Federal de Medicina (CFM).

A dor da indignação supera a dor física naqueles que necessitam dos serviços médicos no Sistema Único de Saúde (SUS). Muitas vezes por um simples problema, outras, por está ante a situação mais difícil de ser enfrentada: a morte aproximando-se pela falta de assistência médica. Os pacientes, sem o atendimento adequado, são entregues a própria sorte, restando apenas a esperança de encontrar algum alívio mediante o auxílio dado por enfermeiros, técnicos e agentes comunitários.

A pergunta que a sociedade faz frente tal situação, é: Cadê o médico? A resposta nem sempre é tão fácil e pequena como a pergunta. O médico não está porque sempre chega atrasado à unidade de saúde, pois tem três locais de trabalho, (quase 30% dos médicos brasileiros possuem quatro ou mais empregos e o tempo fica curto, é necessário inventar um dia de 48 horas), ou pior, porque simplesmente não existem médicos que ofereçam cobertura assistencial nas áreas de difícil provimento.

Na busca de uma solução, aqueles quem logicamente deveriam ser aliados a esta luta de alta prioridade no Brasil, são os principais que impõem freios e fazem a oposição aos propósitos do Governo Federal.A batalha já é épica. Por um lado o Conselho Federal de Medicina, defendendo a proposta desumana e irresponsável, que o Brasil não necessita de mais médicos e assim criando obstáculos para registrar novos profissionais formados no exterior. Por outro, o Governo Federal, que há poucos dias anunciou que irá contratar mais de 6 mil médicos cubanos para trabalharem no Brasil, como também a disposição para aumentar o número das escolas de medicina no país e humanizar a revalidação dos diplomas de milhares de brasileiros que estudam em países como Argentina, Bolívia y Cuba.

Mais cédulas verdes que células vivas - Ainda não completaram seis meses da publicação de dois estudos do CFM em parceria com o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). As pesquisas se tratam da “demografia médica no Brasil”, e revelam situações absurdas que conspiram contra o próprio colégio médico, quando foi ineficiente para regular a distribuição médica no Brasil e agora culpa o Governo. Somando-se a tudo, o CFM também tem promovido atos públicos, com parlamentares e profissionais da saúde, contra a entrada dos médicos de outros países.

A recente nota do CFM contra a entrada de médicos estrangeiros, afirma que as entidades médicas envidarão todos os esforços possíveis e necessários, inclusive as medidas jurídicas cabíveis para evitar que o Governo concretize o convênio para a chegada dos médicos cubanos no Brasil. O jogo do colégio médico é de marcado interesse e agressividade, onde valem mais as cédulas verdes (dólares) que as células vivas (vida).

O Tiro saiu pela culatra -  Segundo estudos, em 2011 o Brasil tinha menos de 2 médicos para cada mil habitantes, somente em 2021 chegará próximo a (2,5). Em 2050, baseado em projeções, teremos 4,3 médicos por 1.000. Ora, diante de uma realidade como esta, devemos esperar quase 8 anos para ter menos de 3 médicos por 1.000?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), esta última que apoia a entrada no Brasil de médicos cubanos, nossa vizinha, a Argentina, em 2005, possui mais de 3 médicos por 1.000 habitantes, quantidade que o Brasil somente alcançará em 2031 neste ritmo. Já Cuba, a título de comparação, ainda em 2008 ostentava quase 7 médicos por 1.000 habitantes. É confiando na legitimidade dos números apresentados pelo CFM, “demografia médica no Brasil”, que não vem a ser uma crença, o que os setores da gestão governamental defendem: aumentando do número total de médicos em atividade e saúde irá melhorar.

Distorção na distribuição - Quando já é certo que necessitamos de mais médicos, é igualmente correto que a distribuição geográfica deve ser justa. Em 2011, dos quase 372 mil médicos registrados no Brasil, aproximadamente 209 mil estavam concentrados na Região Sudeste, e pouco mais de 15 mil na Região Norte, o cenário fiel da péssima distribuição no território nacional.

Por parte do Governo Federal estão sendo implementadas iniciativas que visam melhorar tal situação distributiva. Uma delas é o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), lançado recentemente pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e que promoverá a atuação de mais de 4.000 médicos nos serviços da Atenção Primária, beneficiando a população de 1.407 municípios do Brasil.

Outra iniciativa, que está sendo criminalizada pelo CFM, é a ótima proposta do Senador Cristóvão Buarque. Que os médicos brasileiros formados nas universidades públicas brasileiras trabalhem 2 anos em pequenos municípios carentes para que o seus registros médicos sejam reconhecidos. Seria uma forma de melhorar o atendimento onde muitos médicos não querem se fixar.

E agora?  Reduzir o caos da saúde pública no Brasil somente a desigual distribuição dos médicos e a questão do precário financiamento (sabemos que não é possível fazer mais com menos) é tornar o problema superficial, no afã de converter-se em vítima.  Uma coisa é certa! É necessário urgência para a resolução deste flagelo, que seja num ambiente tranquilo, sem que os burocratas do CFM convertam a tal situação numa arena de mais agressão, típico deles.

Clamamos para que o CFM baixe a guarda, assuma sua posição e respeite a decisão do Governo Federal de melhorar a saúde dos brasileiros aumentando o número total de médicos a partir da cooperação internacional.

Confiamos na vontade do Governo de nosso país e em um amanhã com saúde para todos, e dizemos em voz alta: bem-vindos sejam os médicos cubanos e de todas as partes, desde que ajudem a melhorar a saúde dos brasileiros.

Coisas que li: Os médicos cubanos e como distorcer uma notícia


Segue uma publicação interessante, com a opinião do blog Saúde Brasil, sobre a questão dos médicos cubanos.

No dia de hoje (08/05/13), o jornal O Globo publicou uma matéria com a posição do Ministro da Saúde sobre a vinda de médicos cubanos para o país. A reportagem deixa claro que a vinda dos médicos é atrelada aos atuais critérios de revalidação do diploma, de adaptação e verificação da qualidade desses profissionais.

O que espanta, entretanto, é que – na manchete – o jornal preferiu destacar que 89% dos cubanos que se submeteram ao exame de revalidação foram reprovados, sem apresentar dados consistentes sobre os demais países, nem tampouco destacar o posicionamento do governo sobre o tema.

As entidades médicas insistem em afirmar que temos médicos suficientes no país, mas esquecem de explicar os porquês da desassistência à população. Muito menos, explicam porque outros países tem políticas consistentes de atração de médicos estrangeiros, mas o Brasil não. E continuam a afirmar – nas entrelinhas – que qualquer iniciativa consequente nesse sentido seria medida eleitoreira.

É óbvio que qualquer programa sério de atração de médicos de outros países deve vir acompanhada de uma política de verificação da qualidade, de formação desses profissionais e, sobretudo, da ampliação da formação de médicos pelo país. Todavia, as entidades médicas continuam a afirmar sua posição inexplicável de ser contra a formação de mais profissionais, de atração de profissionais estrangeiros, como se o problema de má distribuição desses profissionais fosse mera consequência das políticas dos governos.

É verdade que nenhum governo enfrentou de maneira consistente problemas crônicos para provimento e fixação de profissionais, especialmente na atenção básica, como, exemplo mais gritante, uma carreira adequada. Mas será que isso seria suficiente?

Cabe a quem é contra a disponibilidade de um maior número de profissionais provar esse ponto de vista. No momento, o que é óbvio ululante é a falta de profissionais em vários pontos do país. E cabe a qualquer governo sério tomar as medidas necessárias – e responsáveis – para sanar esse déficit, mesmo que a contragosto da corporação.

Abaixo, a matéria do Globo, cujo título é nitidamente manipulador.



Exame reprova 89% de médicos formados no ensino cubano 

08 de maio de 2013
Padilha defende atração de profissionais e diz que também procura europeus

De cada nove médicos formados em Cuba, cubanos ou não, que tentaram revalidar seu diploma no Brasil, apenas um conseguiu passar pelo exame em 2012. Foram 182 inscritos no Revalida, exame pelo qual os formados no exterior precisam passar, mas apenas 20 aprovados (10,9%). Os números são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e foram usados ontem pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para rechaçar medidas que facilitem a contratação de médicos formados no exterior. Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, afirmou que o governo brasileiro poderá trazer seis mil médicos de Cuba para minimizar o déficit desses profissionais no país, principalmente nas regiões mais carentes.

Ontem, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, descartou algumas medidas, como a revalidação automática do diploma e a atração de médicos de países em que esses profissionais sejam mais escassos do que aqui, como é o caso da Bolívia e do Paraguai. Mas voltou a defender a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil como forma de suprir a carência de profissionais. Segundo ele, países desenvolvidos têm políticas de atração de médicos formados no exterior ?? no Reino Unido, por exemplo, eles seriam 40% do total. No Brasil, disse Padilha, apenas 1% dos médicos veio de outros países.

O ministro chamou atenção em especial para Espanha e Portugal, países que passam por uma grave crise econômica, com alto desemprego, e que já estavam na mira do governo como possível fonte de médicos. Padilha disse que concorda quando o CFM prega a necessidade de ter médicos com qualidade. Mas destacou que o Brasil não pode ficar preso a tabus.

- Não vamos deixar serem transformadas em tabu, como foram transformadas ao longo dos anos, duas questões. A primeira: dizer que no Brasil há muitos médicos. Faltam médicos no Brasil e faltam mais médicos perto da população. E segundo: em outros países não é tabu ter políticas de atração de médicos estrangeiros, e não permitiremos que seja tabu no Brasil. Não vamos ficar assistindo a Portugal e Espanha com a taxa de desemprego que têm hoje, sem poder pensar em alternativas de trazer médicos para o Brasil – disse Padilha.

Cuba foi o segundo país com maior número de médicos formados inscritos no Revalida nos últimos dois anos, ficando atrás apenas da Bolívia. O desempenho dos médicos formados no país vizinho foi ainda pior: de 411 que tentaram no ano passado, apenas 15 passaram, ou 3,65% do total. O presidente em exercício do CFM, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, atacou duramente ontem a qualidade da formação de médicos em Cuba.

- Sempre existiu e continua existindo uma propaganda falaciosa, enganosa, de caráter ideológico e político, mas totalmente inconsistente. E falamos isso não porque estamos baseados em conceitos ou informações de terceiros. O CFM esteve em Cuba em 2002 e 2003, fez toda uma avaliação, e o status quo não mudou até hoje – afirmou Vital. – Não há formação e não há Medicina no nível que está sendo propagandeado em Cuba.

Em 2012, os percentuais de aprovação no Revalida de médicos com diploma da Espanha e de Portugal também foram baixos, 19,23% e 37,5%, respectivamente. Mas, segundo o próprio CFM, não é possível fazer uma avaliação geral da qualidade dos formados nesses dois países, uma vez que o número de médicos que se submeteram ao Revalida foi baixo e, portanto, insuficiente para tirar conclusões.

A professora livre-docente da Universidade de São Paulo (USP) Laura Feuerwerker, especialista em Saúde Pública, lembra que a base do sistema de Saúde de Cuba é o serviço de atendimento primário, o que tornou o país uma das referências nessa área. Nos últimos anos, segundo ela, Portugal e Espanha também têm ganhado destaque nessa área:

- Há países no mundo que apostam na atenção primária, atenção básica, como o lugar mais importante do sistema de Saúde, que constrói um vínculo, uma relação importante com o paciente. No caso do Brasil, para a vinda de profissionais, há a questão da língua, obstáculo que pode ser superado.

Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo procura médico clínico


Se você é médico clínico, ou conhece alguém que é, e está procurando emprego, a Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo - SP contrata médico clínico para plantão diurno, para segunda, terça, quinta, e sexta-feira.

Interessados, devem ligar para (11) 7807-8162 / (11) 9-9615-5527.

sábado, 20 de abril de 2013

Diferença de até R$ 5.920 na mensalidade faz brasileiros buscarem curso de medicina na Rússia

Sonho é mais acessível àqueles que desejam estudar, diz estudante brasileira



O alto custo e a grande concorrência por vagas em cursos de medicina no Brasil fazem com que muitos candidatos busquem a especialização fora do País. É o caso de quase 30 jovens, com idade entre 17 e 23 anos, que foram para Rússia em fevereiro deste ano. 

Isso porque o governo russo dá incentivos para estudantes estrangeiros. A faculdade que custa no Brasil a mensalidade de R$ 2.325 a R$ 6.836, na Rússia custa R$ 5.500 o semestre, incluindo moradia e plano de saúde. 

Contudo, o médico formado fora do Brasil precisa passar pela prova "Revalida" para poder exercer a função em território nacional. 

Segundo a diretora da Aliança Russa de Ensino Superior, Carolina Perecini, para ingressar no curso de seis anos de duração, o estudante e seus familiares passam por entrevistas.

—Não se pode ter o pensamento de ir só para viajar e passear. Além disso, precisamos ver se o candidato tem personalidade para ser independente.

As aulas oferecidas no curso da Aliança Russa são dadas em inglês e, para que os brasileiros entendam melhor o idioma é feito um curso preparatório antes de se iniciar a faculdade de medicina.

A estudante Lorrayne Carolline Rosa Anastásio, de 25 anos, esta há um ano e dois meses na cidade de Kursk, Rússia, e conta que pode amenizar a saudade da família e dos amigos com ajuda da internet.

— Pode parecer loucura o que vou dizer e vocês vão questionar como é possível, mas eu consigo, três vezes por semana, fazer refeição com minha família por vídeo conferência. Acompanho as novelas que eu gosto, passei o meu ano novo em dois países ao mesmo tempo.

Lorrayne morava em Brasília e se formou em matemática. Ela conta que os professores na Rússia são rígidos e cobram preparação antes das aulas.

— O diferencial é que o sonho é muito mais acessível para aqueles que desejam estudar aqui do que no Brasil, país muito bom, com tantas riquezas, mas que não disponibiliza acesso a todos os que querem, tudo é muito ilusório. Se as faculdades particulares tivessem um valor dentro dos padrões da realidade e as públicas fossem destinadas realmente para quem não tem condições para pagar, talvez houvesse maior comprometimento das pessoas e menos estudantes frustrados.

*R7

domingo, 6 de janeiro de 2013

Como viajar para a Bolívia?



A empresa BOA sai diretamente de Guarulhos-SP com destino a Santa Cruz de La Sierra e também para Cochabamba. Quem pertence ao estado de São Paulo e outros estados vizinhos vale a pena a comodidade.

A companhia TAM vende voo direto para Santa Cruz de La Sierra (muitas vezes a pessoa não consegue comprar no site e precisa ir direto nas agências) e lá é possivel você ir de ônibus para Cochabamba ou de avião, pela empresa BOA.

A companhia que mais vende passagens é a GOL, com destino também a Santa Cruz de La Sierra. Querendo depois ir para Cochabamba, é só comprar antecipadamente pelo site da BOA.

Os valores de passagens variam muito dependendo da época de procura. É bom comprar sempre com alguns meses de antecedência para garantir um bom preço! Boa viagem!

Recapitulando:
TAM e GOL - Voos de todo o Brasil para Santa Cruz de La Sierra e de lá você poderá pegar um vôo pela BOA até Cochabamba.
BOA- Voos saindo de São Paulo direto para Santa Cruz de La Sierra e também Cochabamba!

Como cursar Medicina nos Estados Unidos? Por: Jessica Taylor

Trago hoje a ajuda de uma amiga, que estudou algumas séries no ensino médio comigo, e hoje cursa Medicina nos Estados Unidos. Lá, ela disse que o ingresso não é difícil como no Brasil. Ela está disposta a ajudar, e qualquer dúvida você pode contatá-la pelo seu facebook (aqui). Desde já, agradeço a Jessica Taylor! Acompanhem:

Nos EUA, o sistema de ensino é bastante diferente do Brasil. Não fazemos testes para entrar nas universidades, todos têm a oportunidade de ser o que quiserem.

A maioria dos cursos superiores tem duração de quatro anos como no Brasil, mas para Medicina temos alguns anos a mais. Mas vale a pena porque custa menos que no Brasil, e você consegue entrar para a Medicina com mais facilidade.

Detalhe: todas as faculdades/universidades são pagas, e todas as escolas (ensino fundamental e médio) são públicas. Mas são bastante baratas. Além disso, o governo concede empréstimos aos estudantes, para pagarem depois que se formarem.

Para o começo de tudo, qualquer estrangeiro que queira estudar nos EUA, deve prestar um TOEFL (teste que prova que você compreende o inglês) e aplicar em alguma faculdade (que vocês acham online), e eles vão te mandar uma aplicação para o visto de estudante (O VISTO DE ESTUDANTE! Como ser aceito pela faculdade é outra história, para depois).

Depois de tudo, você irá fazer 2 anos de Associated Degree (Graduação Associada), onde você deve tomar matérias gerais, e matérias associadas ao Bacharelado que você pretende ter, porque para fazer medicina você precisar ter um Bacharelado associado à medicina (enfermagem, biologia, química...). O Bacharelado geralmente dura 2 anos, dando ao todo 4 anos com a Graduação Associada. Depois disso, você pode aplicar para uma universidade que tenha medicina, isto irá durar mais 4 anos... Depois de tudo, você pode fazer sua residência médica, que aqui dura de 3 a 4 anos, dependendo da área.

Ah! Detalhe: se a pessoa já tem um bacharelado em alguma coisa, por exemplo psicologia, já pode começar direto com medicina, só tomar uma aulinhas extras. Sim! Se você se formar em psicologia, enfermagem, biologia, etc., você pode começar já com a Medicina aqui sem essa burocracia toda. O objetivo é ter um bacharelado na área de saúde antes de começar Medicina.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dermatologia vive crise de identidade com a estética

Atraídos pelo ramo mais lucrativo da beleza, médicos deixam de dar atenção e 'perdem a mão' no tratamento de doenças da pele

As bolinhas vermelhas que apareceram no corpo da designer Patricia Panza, de 22 anos, foram identificadas primeiro como catapora. Depois, como alergia. Mais tarde, quando veio o diagnóstico correto - de psoríase -, o périplo da paciente por consultórios de dermatologistas estava só começando. Ao longo dos oito anos em que convive com a doença, já encontrou desde médicos que mostraram desconhecimento sobre o assunto até especialistas que indicaram para seu caso carboxiterapia e bronzeamento artificial, técnicas comumente associadas a tratamentos de beleza.

Assim como ela, muitos pacientes com doenças de pele têm a impressão de que os dermatologistas, ao focarem suas práticas em procedimentos estéticos, estão cada vez mais se afastando do contato com doenças de verdade. A percepção é comum também entre os próprios profissionais, que creditam a tendência a problemas na formação do dermatologista e aos valores baixos pagos por convênios, o que leva os especialistas a optarem pelo ramo mais lucrativo da especialidade: a cosmiatria.

A dermatologista Marcia Ramos e Silva, chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conta que tem pacientes que, ao final da consulta, dizem estar felizes por finalmente terem encontrado um dermatologista "que entende de doença" e não apenas de beleza.

"A gente lamenta isso porque conhecer dermatologia clínica é imprescindível para fazer uma boa cosmiatria. Como alguém vai saber se pode ou não fazer determinado método cosmético sem conhecer anatomia, fisiopatologia e imunologia da pele?", questiona a médica.

O professor da disciplina de Dermatologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Silvio Alencar Marques, tem a mesma percepção. "Não são raros os médicos residentes de muita competência que, aos poucos, vão se envolvendo com uma prática dermatológica que os afasta da dermatologia tradicional e 'perdendo a mão' para diagnosticar e tratar doenças reais."

"Também é comum ter pacientes que vão ao médico com uma queixa específica, ele dá uma pomadinha e já diz que o paciente tem de fazer laser ou outro procedimento estético", diz Marcia.

A situação já foi experimentada por Patrícia Panza. Uma vez, ela viu uma dermatologista em um programa de televisão que dizia ter tratamentos inovadores para psoríase e vitiligo. "Fui ao consultório em Alphaville. Ela indicou carboxiterapia, usado em estrias e celulite. Cheguei a gastar R$1,5 mil por mês porque ela dizia que o tratamento só daria resultado depois de seis meses."

A mesma médica indicou que ela fizesse bronzeamento artificial e sugeriu que ficasse um período em um spa de tratamento de pele no Guarujá, do qual ela era proprietária. As recomendações foram seguidas por Patrícia. Cada procedimento era pago à parte e, ao final do período, nenhum resultado foi notado.

"É por essas e outras que fiquei um tanto desesperançosa com os dermatologistas", lamenta Patricia.

Invenção. O conceito de "dermatologista estético" formalmente não deveria existir, de acordo com o médico Carlos D'Apparecida Santos Machado Filho, titular da disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), já que faz parte da formação do profissional o conjunto de habilidades em clínica, cirurgia e cosmiatria.

"A própria população criou esse conceito", diz. Ele recebe pacientes que, apesar de frequentarem uma 'dermatologista estética', recorrem a outro profissional quando têm algum problema de verdade. "Eles dizem: 'Vou a uma clínica super chique, não vou mostrar essa unha encravada horrível'."

Machado Filho observa que, se no passado a formação do dermatologista exigia, além dos seis anos de graduação, dois anos de clínica médica e mais dois de dermatologia, hoje o médico sai da graduação e entra direto no programa de dermatologia, com duração de três anos. "Isso gera distorções. Em escolas menores, onde o curso não é consolidado, tem aluna que já no primeiro ano da faculdade resolve que quer fazer dermatologia porque gosta de estética. Ela não se dedica, tem formação pouco sólida e ainda cai direto no programa de dermatologia", diz.

Para o médico Paulo Eduardo Velho, coordenador da Disciplina de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o desafio dos formadores em dermatologia é escolher alunos que não tenham definida a intenção de focar sua prática apenas na medicina estética.

Ele acrescenta que existe um conceito equivocado de que a dermatologia seria uma especialidade fácil, de pouca demanda científica e menor compromisso com a saúde dos pacientes.

"Tem crescido a impressão de que ser dermatologista é ser um profissional que cuida da beleza. A dermatologia não é só isso; é fazer medicina através da pele. Inclui não só as doenças da pele, mas também as doenças sistêmicas que têm manifestações cutâneas", diz.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Gláucia está disponível via telefone para tirar suas dúvidas!

Lembra da Gláucia? A moça dos vídeos, que sempre ajuda a galera que quer estudar na Bolívia. Pois é, agora você tem um contato DIRETO com ela! Aproveite que ela está no Brasil desde o dia 1º de janeiro, e fica até 18 de fevereiro de 2013, e dá uma ligada para ela! Tire suas dúvidas, se informe melhor... O número é Tim, a ligação é baratinha. Sucesso!



(91) 8070-2060

sábado, 15 de dezembro de 2012

Medicina em Cochabamba no Facebook e Twitter!

Você precisa participar disso! Sabia que nosso blog agora também está presente no Facebook? Sim! Juntamente com a Gláucia, a página Medicina em Cochabamba leva até você o conteúdo do DRLUISFELIPE.COM além de informações exclusivas e muito úteis! Curte lá, é só clicar na imagem abaixo!


Estamos no Twitter também, é só seguir @MedEMCochabamba

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vídeo: Tire suas dúvidas - Medicina na Bolívia 2013! Parte 3

O último vídeo da série sobre Medicina na Bolívia, com a Gláucia, estudante da Unifranz. Pessoa conceituadíssima, cirurgiã-dentista formada pela Universidade Federal do Pará, que foi atrás do seu sonho no país vizinho, assim como milhares de brasileiros. Você pode ser o próximo, é só querer!

Para você que não viu ainda os outros vídeos, é só acompanhar:
*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire as suas dúvidas (3)

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com


ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com



Já curtiu Medicina em Cochabamba no Facebook? Lá você encontra dicas exclusivas sobre estudar Medicina na Bolívia! Clique aqui e confira!

Vídeo: Medicina na Bolívia - parte 2!

E não é que tem mais vídeo sobre a Bolívia? Sim! Agora, todas as suas dúvidas podem ser tiradas! 2013 te espera, vai cursar Medicina na Bolívia sem vestibular, com tranquilidade!

Para você que perdeu o outro vídeo, é só clicar aqui e dar uma olhada. Agora, vamos ver a segunda parte dessa conversa com a Gláucia, estudante de Medicina da Unifranz de Cochabamba - Bolívia. Ela vai tirar todas as suas dúvidas!

*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire as suas dúvidas (2)

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com

ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com

sábado, 8 de dezembro de 2012

Coisas que li: Aluna acerta todas as questões da 1ª fase da Unesp para Medicina

Nossa, essa eu tenho que compartilhar com vocês! Parabéns pra ela, né? Via Surgiu.com.br


Tirar nota 10 em uma prova difícil é o objetivo de todo o estudante. Gabaritar um dos vestibulares mais concorridos do Brasil, então, é uma missão quase impossível. Mas não para a estudante de São José do Rio Preto (SP) Elisa do Carmo Pina, de 18 anos, que acertou todas as 90 questões do vestibular da Unesp para o curso de medicina.
A estudante ficou em primeiro lugar no curso nesta primeira fase. Para gabaritar o vestibular, ela afirma que o importante não são só os estudos. “É claro que tem de estudar muito, mas isso apenas não adianta se você estiver nervoso e desconcentrado no dia da prova. Por isso, além de estudar, o mais importante é ter tranquilidade”, afirma a aluna.

Elisa soube que gabaritou a prova horas depois de prestar o vestibular, no domingo (18), corrigindo o gabarito com a mãe, Marlene Pina. Ela conta que, a cada questão que acertava, ficava cada vez mais nervosa. “Quando saí da prova falei para minha mãe que tinha ido muito bem e estava muito feliz, mas nunca ia imaginar que iria acertar todas as questões”, diz a estudante. Para ela, história foi a parte mais difícil, já que prefere a parte de exatas e biológicas.

Elisa contraria quem acha que foi uma questão de sorte. “Chutei apenas uma, porque estava em dúvida entre duas alternativas. No restante eu sabia todas. Me preparei muito para o vestibular e estava bem tranquila no dia, o que me ajudou bastante”, comenta.

A estudante faz um curso preparatório para vestibular há dois anos, no qual estuda das 7h às 14h. Na parte da tarde, ela reveza entre os estudos em casa ou então permanece no curso para as aulas complementares. “Esta maratona de estudos e vestibular é uma rotina cansativa. Não tem fim de semana, não tem feriado, mas é preciso conciliar com outras atividades para não ficar maluco. Há dois meses que é um vestibular atrás de outro, sem um fim de semana livre sequer”, afirma.

Além do vestibular da Unesp, Elisa fez a prova da Fuvest e vai prestar Unifesp, Fanema (Marília) e também Famerp (Rio Preto), todas para o curso de medicina. E também haverá a segunda fase da Unesp, que serão nos dias 16 e 17 deste mês, com provas dissertativas e redação. “Esta segunda fase será muito mais difícil, mas eu gosto mais de provas dissertativas. O problema para mim será a redação, mas já venho fazendo aulas extras para melhorar até lá”, diz.

Para os estudantes que vão prestar a segunda fase da Unesp, assim como Elisa, ela dá uma dica importante: ter tranquilidade, principalmente na hora de fazer a prova. “Não adianta você estudar o dia inteiro e chegar na prova nervoso e não lembrar do que estudou. É importante ter tranquilidade e, é claro, estudar muito. A maratona de vestibular exige isso. Vou fazer aniversário no dia 12 de dezembro e não vou fazer festa, porque terei muitos vestibulares até o fim do ano e preciso estudar”, afirma.

Para a mãe de Elisa, Marlene Pina, ver a filha acertar todas as questões de um vestibular é motivo de orgulho. Ela faz questão de levar a filha para todos os exames que ela presta. “Ela estava muito feliz quando saiu da prova da Unesp e, à noite, a gente corrigiu juntas o gabarito. Foi uma emoção muito grande ver que ela estava acertando todas. A Elisa se dedica bastante. Nem precisamos ficar cobrando os estudos dela, porque ela é muito responsável. Merece ter acertado todas as questões”, diz a mãe.

"Nunca vi isso"

Professor do ensino médio e de cursos pré-vestibulares há 12 anos, Jair Vieira Júnior afirma que nunca viu um aluno acertar todas as questões de um vestibular, principalmente um dos mais difíceis do Estado de São Paulo. “Eu estava no colégio quando me disseram que um aluno tinha acertado 83 questões, o que para mim já é um grande feito. Agora quando me falaram que a Elisa tinha acertado todas, eu não acreditava. Ela é uma menina dedicada e disciplinada, merece passar neste vestibular”, afirma.

Professor de biologia de Elisa, ele se sente um pouco “culpado” por ela ter ido tão bem. “Como ela foi minha aluna, me sinto um pouco realizado também por ela ter conquistado o que alcançava, ainda mais por ela escolher medicina, uma área que acaba envolvendo a minha área também”, diz.

Para as provas da segunda fase da Unesp, Jair dá a dica e diz que o aluno precisa ter organização na hora de fazer a prova. Segundo ele, o aluno não pode perder muito tempo para não se apressar no fim do exame. “Os textos das respostas devem estar bem organizados para que o examinador não se confunda ou perca muito tempo na correção. Porque eles não vão fazer muito esforço para corrigir, se as respostas não estiverem boas”, explica.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

VÍDEO: Tudo sobre Medicina na Bolívia em 2013!

Abaixo tem um vídeo informal feito por uma estudante brasileira de Medicina na Bolívia, a Gláucia Pinto, onde ela esclarece algumas dúvidas acerca dos processos legais, e outros temas.

*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire suas dúvidas

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com


ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com

sábado, 24 de novembro de 2012

DrLuisFelipe.com é neutro em CO2!




As atividades humanas que utilizam a combustão de combustíveis fósseis, como carvão, gás natural ou petróleo liberam um alto volume de dióxido de carbono (CO2). O corte e queima de florestas são particularmente prejudiciais, já que cada árvore absorve CO2 durante a sua vida, o qual é armazenado na sua biomassa. Quando uma árvore é cortada, o CO2 armazenado volta a atmosfera. O resultado é um aumento do efeito estufa.

É indiscutível que a preservação das florestas é um componente essencial para o equilíbrio climático. Atualmente as florestas absorvem cerca de um terço das emissões globais de CO2. A fim promover uma redução da emissão de CO2, o Guiato criou a campanha Gesto Verde, a qual tem como objetivo plantar 1,000 árvores nativas no Brasil. Ao colocar o selo “Meu blog é neutro em CO2″, muitos blogueiros podem contribuir para a restauração da mata nativa brasileira.

Para cada blog que coloca o selo, uma árvore é plantada. O DrLuisFelipe.com não poderia deixar de participar desta campanha. Faça também o seu gesto em favor do meio-ambiente. Ao neutralizar as emissões de CO2 do seu blog, a sua participação contribui para a proteção do nosso meio-ambiente!


Medicina 2013 na Argentina, Bolívia ou em Cuba!



Para você que já conhece as vantagens de cursar Medicina na Argentina, Bolívia ou em Cuba, trago aqui um excelente contato que pode te ajudar muito!

A Gláucia faz a legalização dos documentos necessários para você poder viajar sem dor de cabeça! E tudo isso, da maneira mais transparente e justa possível. Definitivamente, eu recomendo.

Não precisa nem adicioná-la, é só enviar uma mensagem via inbox que ela estará pronta pra te responder. No perfil, você encontra também o e-mail pessoal dela e alguns telefones que podem ser usados para o contato também.


Boa viagem, bons estudos!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Médica brasileira se diz satisfeita com formação e vida na Bolívia




Depois de terminar o colégio na rede pública da cidade de Ariquemes, em Rondônia, Rafaela Vieira Mota se viu diante de um problema. Na universidade federal que atende a região, a Unir, não havia o curso de medicina. Como teria de sair de lá, optou por buscar a formação em outro país. "Sempre quis fazer medicina fora. Minha mãe viu um convênio pelo Ministério da Educação, que permite a estudantes estudarem em outros lugares da América do Sul. Acabei o ensino médio e já fui estudar em Sucre (Bolívia)", conta a brasileira, hoje com 29 anos e já formada.

O convênio citado é o Andrés Bello (CAB), parceria entre países sul-americanos para desenvolvimento educacional, cultural e científico que uniformiza as disciplinas educacionais, permitindo que estudantes e pesquisadores possam estudar em diversas universidades, cujo currículo similar facilita na hora de revalidar o diploma. Foi através dele que Rafaela conseguiu transferência para a Universidade Autônoma de Gabriel Rene Moreno, em Santa Cruz de la Sierra, após seis meses na Universidad San Francisco Xavier de Chuquisaca. "Não sabia que tinha tanto brasileiro fazendo medicina nesta cidade", comenta.

"Não queria voltar como a menina do interior que foi estudar fora e retornou com uma filha como diploma" 
Rafaela Mota, médica

Os compatriotas, contudo, eram minoria nas universidades públicas bolivianas. A médica, que chegou em 2000 a Santa Cruz, notou que o processo de seleção local também era uma barreira para os brasileiros, que se concentram, geralmente, em faculdades particulares. "Poucos estudavam na universidade estatal. Existe um vestibular com 300 vagas, mas só os melhores conseguem entrar. Por não ter tanto brasileiro, o curso de medicina é melhor. Não tem muito aquele clima de oba-oba de morar fora de casa. Os estudantes são mais focados e aprendem melhor", afirma.

Após dois anos de faculdade, Rafaela se apaixonou por um ex-professor, engravidou e se casou. Foi um período conturbado. "Tive dificuldades para me formar. Primeiro, pelo preconceito. Eles acham que toda brasileira é p... por ser mais extrovertida. Eu me apaixonei, engravidei, fiquei muito mal, senti que tinha traído a confiança dos meus pais, pensei em desistir, mas não queria voltar para o Brasil como a menina do interior que foi estudar fora e retornou com uma filha como diploma", reflete.

Rafaela se ergueu e foi em frente. Acabou o curso e voltou ao Brasil para revalidar o diploma. E apesar de ter estudado em uma universidade pública, que tem a grade curricular parecida com a de faculdades brasileiras, ela acredita que contou com o acaso no exame. "Tive 50% de sorte na prova. Aqui na Bolívia se faz muita prática, desde o primeiro ano se começa a fazer estágios nos hospitais públicos. Mas a parte teórica é falha. Quando fui fazer o teste, tive problema com os nomes técnicos, pois na Bolívia é um e no Brasil, outro. Além disso, não temos algumas matérias, como Sistema Único de Saúde (SUS)".

Sorte ou não, ela conseguiu o registro. E, com família constituída na Bolívia, se preparou para voltar ao país. Mas não sem uma parcela de dúvida. "Fiquei entre a cruz e a espada. Poderia voltar ao Brasil, ganhar mais, mas meu marido é médico, já tinha estabilidade e não me acompanharia imediatamente na mudança. No Brasil se trabalha muito, é plantão de segunda a segunda. Se eu voltasse, estaria ganhando muito dinheiro e talvez não tivesse nem começado minha especialização. Aqui não me falta nada. Tenho minha casa, carro novo, sítio, minha mãe mora aqui, minha filha não estuda na pior escola de Santa Cruz. Por isso não penso em regressar rápido. Estou feliz sendo médica na Bolívia", relata Rafaela.

A brasileira, que está terminando uma especialização em medicina legal e leciona esta disciplina em universidades no curso de Direito, reforça que uma família vive muito bem com cerca de US$ 2 mil em Santa Cruz. "Temos uma lei chamada Financial, que estabelece o teto salarial do funcionário público em 15 mil pesos bolivianos (cerca de R$ 5 mil), que é o salário do presidente Evo Morales. Meu marido dá aulas na universidade e eu trabalho no hospital. Juntando os salários o valor não pode passar deste teto. Mas ele faz cirurgias particulares em que tira US$ 1 mil, fazendo uma cirurgia por mês. Então, temos tudo aqui. No Brasil é mais status. Aqui, como dizem, todo mundo é doutor neste Pueblo", brinca, antes de concluir. "Mas quero morrer na minha terra. Quando vou voltar, ainda não sei".

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Atenção diplomados de saúde!


Você, profissional da área de saúde, que deseja cursar Medicina na Bolívia, eu trouxe uma ótima proposta pra você! 

Presta atenção nisso!

Diplomados de qualquer área da saúde podem ingressar direto entre o 4º e o 6º semestre/período de Medicina na Bolívia de forma totalmente segura, sem complicar a revalidação! Já pensou a economia? E tudo na maior tranquilidade! É realmente uma ótima proposta, fiquei surpreso quando descobri!

Para saber tudo, pode enviar um e-mail para convalidacaomedbol@hotmail.com

Maiores informações também, é só me adicionar no facebook (aqui).
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