sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Polêmica do ENEM 2012: Candidatos reclamam da correção da redação

Grupo no Facebook reúne mais de 30 mil alunos em menos de uma semana, que estudam ação judicial.
Todos os candidatos terão acesso à correção em 6 de fevereiro, diz MEC.

Candidatos que conseguiram acessar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 e não gostaram do resultado na prova de redação usaram as redes sociais para reclamar da correção. Pela internet, eles se reuniram na tarde desta sexta-feira (28) para trocar experiências. Um candidato criou, no Facebook, um grupo para reunir pessoas interessadas em entrar na Justiça para conseguir uma nova correção. Em cerca de quatro horas, o grupo já reunia quase 200 membros.

Na maioria dos casos, candidatos insatisfeitos argumentam que levaram o rascunho da redação do Enem para casa e o mostraram a professores. Estes, depois de examinar o texto, teriam dito que suas notas seriam mais altas do que o resultado divulgado nesta sexta.

Maria Clara Lima, de 17 anos, fez o Enem neste ano para tentar uma vaga no curso de odontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A estudante de Teresina disse que dois professores de seu cursinho pré-vestibular corrigiram o rascunho de sua redação e lhe deram como nota não-oficial entre 850 e 940. Porém, sua nota final foi de 620 e, agora, ela teme que não seja suficiente para conquistar a vaga.

 "Estou indignada, afinal, ano passado, sem cursinho de redação obtive 800 no Exame", afirmou ela. "Acredito que se tivesse conseguido a mesma nota de redação teria dado certo. Em redação, esse ano fui bem melhor que o ano passado. Estava jurando que eu ia conseguir."

Maria Clara diz que aderiu ao grupo que estuda uma medida judicial para revisão das notas para buscar informações a respeito de uma possível mudança.

Andressa Suarez, de 19 anos, disse que ficou "surpresa" com a nota final de 320 pontos na redação. A estudante, que no ano passado tirou 860 na redação do Enem e conseguiu uma vaga no curso de letras na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), explicou ao G1 que decidiu refazer o Enem para mudar de curso e estudar jornalismo. Blogueira, ela contou que, durante o ensino médio, foi premiada por suas redações e chegou a ser a oradora de sua turma na cerimônia de formatura. Disse que, neste ano, se preparou para o Enem com simulados pela internet e que, em 2011, não estudou.

Apesar de considerar o tema do Enem 2012 menos tranquilo que no ano anterior, Andressa disse que não se conforma com a pontuação que recebeu.

Já o estudante Adriano Sousa Santos, de 18 anos, diz que fez o Enem 2012 para tentar uma bolsa de intercâmbio pelo programa Ciência sem Fronteiras. Estudante do primeiro período do curso de engenharia civil do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), o jovem, que fez o ensino médio integrado ao técnico no Instituto Federal do Maranhão (IFMA), onde recebeu bolsa de iniciação científica da Petrobras, afirmou que se inscreveu no exame pelo terceiro ano consecutivo para tentar aumentar sua nota e, consequentemente, sua chance de receber uma bolsa do programa.

Porém, a nota de sua redação caiu de 560 para 420 --em 2010, no primeiro Enem de Adriano, sua redação teve nota 740. "Nos vestibulares tradicionais que eu faço minhas notas foram muito melhores, entre 8 e 8,50", afirmou o estudante, que agora não sabe se conseguirá atingir o objetivo de fazer intercâmbio na Espanha. "Posso usar a nota do ano passado, mas no Ciência sem Fronteira a melhor nota é a que se sobressai. Fiz novamente [o Enem] para melhorar, tinha tudo para ser melhor esse ano, sempre consegui boas notas", disse.

Agora, ele e outros candidatos que prestaram o Enem estão organizando uma petição online para que a correção seja refeita. "Vamos tentar todas as medidas possíveis, o que for viável a gente vai fazer."

Vista pedagógica
A assessoria de imprensa do Ministério da Educação afirmou que todos os candidatos terão acesso à "vista pedagógica" automaticamente a partir do dia 6 de fevereiro de 2013. As redações corrigidas estão sendo digitalizadas e serão carregadas no site de resultados do Enem.

Para acessar a correção, bastará inserir o CPF ou o número de inscrição do Enem 2012 e a senha individual do candidato.

Maria Clara, porém, teme que esse prazo seja tarde demais. "Não quero esperar porque vão soltar o espelho da redação depois que já tiverem saído todos os resultados do Sisu, e aí é inviável, impossível mudar a nota."

Insegurança e sentimento de injustiça
O idealizador do grupo no Facebook é o estudante Gabriel Bieu, de 24 anos. Atualmente, ele cursa direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas decidiu fazer o Enem 2012 para tentar uma vaga no mesmo curso na Federal do Paraná (UFPR). Ele afirmou ao G1 que prestou o Enem pela quarta vez e que, em 2011, havia tirado a nota máxima na redação. Na edição atual, mesmo afirmando ter observado todos os critérios utilizados pelo MEC, sua nota final caiu para 520.

"Infelizmente o MEC ainda precisa evoluir muito nesses critérios de correção de redação. Gera uma insegurança e um sentimento de injustiça muito grande com uma coisa tão séria", afirmou.

Correção aperfeiçoada
A prova de redação foi feita no dia 4 de novembro com o tema "Movimento imigratório para o Brasil no século 21". Mais de 4 milhões de candidatos realizaram o Enem 2012 e mais de 5.600 professores foram contratados para fazer a correção das provas.

A partir deste ano, a redação passou a ser corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A nota final é composta de cinco notas, que avaliam competências específicas do candidato.

A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 200 pontos ou mais na nota final atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1.000), ou de 80 pontos ou mais em pelo menos uma das competências, a redação passa por um terceiro corretor, em um mecanismo que o Inep chama de "recurso de oficio".

Se a discrepância persistir, uma banca certificadora composta por três avaliadores examinará a prova. Os candidatos poderão solicitar vistas da correção, porém não poderão pedir a revisão da nota.

Em agosto de 2011, o governo firmou com o Ministério Público Federal um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), no qual se compromete a dar vistas à redação apenas a partir da edição de 2012 do Enem. O MEC afirmou, na época, que não havia uma ferramenta digital devidamente testada que comportasse a consulta pretendida.

*G1

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sisu 2013 irá ofertar mais de 129 mil vagas em 3.751 cursos




A consulta às vagas do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) 2013 já está disponível no site http://sisu.mec.gov.br. Serão ofertadas 129.279 vagas em 3.751 cursos de 101 instituições públicas de ensino superior. No endereço, também é possível obter outras informações sobre o exame, que receberá inscrições entre os dias  7 e 11 de janeiro de 2013.

O candidato poderá se inscrever em até duas opções de vaga. O estudante deve ter realizado o Enem  (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012 e não pode ter  obtido nota zero na prova de redação. Durante o período de inscrição, o estudante poderá alterar as opções de curso e também cancelar a participação no exame. 

O candidato também deverá indicar por qual forma de seleção deseja participar do processo: por meio de cotas decorrentes da Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012; de outras políticas afirmativas adotadas pelas instituições participantes do sistema ou pela ampla concorrência.

Segundo a portaria publicada no Diário Oficial, o "Sisu disponibilizará ao estudante, em caráter exclusivamente informativo, a nota de corte para cada instituição, local de oferta, curso, turno e modalidade de concorrência, a qual será atualizada periodicamente conforme o processamento das inscrições efetuadas". 

Serão realizadas duas chamadas de aprovados nas seguintes datas: 

  •     Primeira Chamada: 14 de janeiro de 2013
  •     Matrículas da 1ª chamada: 18, 21 e 22 de janeiro de 2013
  •     Segunda Chamada: 28 de janeiro de 2013
  •     Matrículas da 2ª chamada: 1º, 4 e 5 de fevereiro de 2013


As instituições participantes deverão informar a ocupação das vagas de acordo com o seguinte cronograma: 

  •     Primeira Chamada: de 18 a 25 de janeiro de 2013
  •     Segunda Chamada: de 1º a 8 de fevereiro de 2013


Lista de espera

As inscrições para a lista de espera serão realizadas, no portal do Sisu, entre os dias 28 de janeiro e 8 de fevereiro. O estudante só poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente à primeira opção.

Não poderá participar da lista de espera o candidato que tenha sido convocado para o curso de primeira opção em qualquer uma das chamadas regulares. 

A lista de espera será utilizada para preenchimento das vagas não ocupadas nas duas chamadas regulares do Sisu. A ocupação das vagas será feita segundo critérios definidos em edital próprio de cada instituição participante. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Jornal Nacional: Médicos formados fora do país têm dificuldades para validar o diploma

Cerca de 10% desses recém-formados passam no revalida, a prova nacional com testes, questões escritas e uma parte prática.




Durante toda a semana, o Jornal Nacional mostrou a formação dos médicos brasileiros. Neste sábado (15), na última reportagem da série especial, você conhece o desafio dos profissionais que estudaram no exterior e têm de validar o diploma no Brasil para não trabalhar na ilegalidade.

Marcos deixou a Bahia para fazer medicina na Bolívia. Lucas saiu do Paraná e se formou em Cuba. São médicos com diplomas tirados no exterior, mas que só poderão exercer a profissão por aqui depois de uma avaliação.

Marcos acha natural. “É pertinente, é um exame que deve ser feito”, diz ele.

O pernambucano Maicon Nunes Martins reclama. “Esse exame, para mim, é uma injustiça. Tenho certeza que nem os graduados no Brasil teriam condições de aprovar”, opina ele, que se formou em Cuba.

Cerca de 10% desses recém-formados passam no revalida, a prova nacional com testes, questões escritas e uma parte prática. Mas há faculdades com autonomia para fazer suas próprias provas.

Isso não é ilegal, diz o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Mas também não é o ideal. “Não acho um bom caminho. É muito melhor que a gente tenha um exame nacional reconhecido. Todas as universidades federais respeitam o revalida”, avalia.

Um médico prefere não se identificar por temer preconceito. Ele fez faculdade na Bolívia e a prova de revalidação foi no Rio Grande do Norte.

JN: Foram 200 perguntas, tipo teste?

Médico: É, tipo teste, múltipla escolha.

JN: Teve prova prática?

Médico: Não, não teve prova prática.

Aprovado, conseguiu um emprego no Recife.

“Trabalho no pronto-socorro e estudo para fazer a residência”, conta ele.

Ele conta ainda que vários amigos seguiram o mesmo caminho, mas que existe gente sem diploma reconhecido exercendo a profissão ilegalmente:

"Tem muita gente sem CRM trabalhando em pequenos interiores em estados do Norte."

Foi o que constatou o Conselho Regional de Medicina do Acre. Em uma blitz recente, o flagrante: duas mulheres trabalhando sem registro no município de Tarauacá. Um problema grave, denunciado também em outras regiões do país.

“É uma situação de polícia, uma situação criminosa que vem ocorrendo”, destaca Mário Jorge Lôbo, presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco.

Uma situação que precisa ser resolvida. Afinal, muitos dos que estudaram longe de casa, fazendo sacrifício, não querem ser vítimas de preconceito, e sonham poder exercer a profissão de médico, dentro da lei, e com toda a dignidade.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Comentário: Jornal Nacional mostra resultado do exame aplicado nos futuros médicos paulistas

Dos 2400 formandos que fizeram a prova do Conselho Regional de Medicina de SP, 54,5% não atingiram a nota mínima. O pior é que os erros se concentraram em áreas básicas. (clique aqui para acompanhar a notícia completa e o vídeo)

"Vale frisar que este exame é de um nível fácil a médio, contendo questões básicas que qualquer médico deve saber. Observem que a aprovação no vestibular não significa que formará um profissional com bom nível. Este ano, o CREMESP realizou um exame nacional de avaliação da qualidade dos recém formados em SP. 56,5% foram reprovados no exame! O engraçado é que isso foi apenas uma prova teórica. Nós, formados no exterior, somos submetidos a uma prova a nível difícil e ainda existe a prova prática. Será que algum médico formado no Brasil sobreviveria a este critério de seleção já que NENHUM médico formado em Universidades particulares NO BRASIL conseguiu aprovação no EXAME NACIONAL DO CRM??? Afinal de contas, o que é que o vestibular mede? Você ser bom de literatura? Matemática? História? O fato é que apenas no Brasil existe esta cultura do vestibular como uma verdadeira máquina de ganhar dinheiro por anos e anos a fio. Na Europa e Estados Unidos não funciona assim. O aluno obtendo uma média boa acima de 70% automaticamente o mesmo pode escolher a profissão que deseja seguir em muitos países. Comece a repensar se vale a pena você se desgastar anos e anos num cursinho. Faça Medicina no exterior, pois economiza tempo, dinheiro, dor de cabeça e você poderá conhecer um outro País, aprender um novo idioma e conhecer novas culturas."

Vale a reflexão.


*Postado no Facebook



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sábado, 15 de dezembro de 2012

Medicina em Cochabamba no Facebook e Twitter!

Você precisa participar disso! Sabia que nosso blog agora também está presente no Facebook? Sim! Juntamente com a Gláucia, a página Medicina em Cochabamba leva até você o conteúdo do DRLUISFELIPE.COM além de informações exclusivas e muito úteis! Curte lá, é só clicar na imagem abaixo!


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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vídeo: Tire suas dúvidas - Medicina na Bolívia 2013! Parte 3

O último vídeo da série sobre Medicina na Bolívia, com a Gláucia, estudante da Unifranz. Pessoa conceituadíssima, cirurgiã-dentista formada pela Universidade Federal do Pará, que foi atrás do seu sonho no país vizinho, assim como milhares de brasileiros. Você pode ser o próximo, é só querer!

Para você que não viu ainda os outros vídeos, é só acompanhar:
*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire as suas dúvidas (3)

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com


ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com



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Vídeo: Medicina na Bolívia - parte 2!

E não é que tem mais vídeo sobre a Bolívia? Sim! Agora, todas as suas dúvidas podem ser tiradas! 2013 te espera, vai cursar Medicina na Bolívia sem vestibular, com tranquilidade!

Para você que perdeu o outro vídeo, é só clicar aqui e dar uma olhada. Agora, vamos ver a segunda parte dessa conversa com a Gláucia, estudante de Medicina da Unifranz de Cochabamba - Bolívia. Ela vai tirar todas as suas dúvidas!

*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire as suas dúvidas (2)

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com

ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com

sábado, 8 de dezembro de 2012

Coisas que li: Aluna acerta todas as questões da 1ª fase da Unesp para Medicina

Nossa, essa eu tenho que compartilhar com vocês! Parabéns pra ela, né? Via Surgiu.com.br


Tirar nota 10 em uma prova difícil é o objetivo de todo o estudante. Gabaritar um dos vestibulares mais concorridos do Brasil, então, é uma missão quase impossível. Mas não para a estudante de São José do Rio Preto (SP) Elisa do Carmo Pina, de 18 anos, que acertou todas as 90 questões do vestibular da Unesp para o curso de medicina.
A estudante ficou em primeiro lugar no curso nesta primeira fase. Para gabaritar o vestibular, ela afirma que o importante não são só os estudos. “É claro que tem de estudar muito, mas isso apenas não adianta se você estiver nervoso e desconcentrado no dia da prova. Por isso, além de estudar, o mais importante é ter tranquilidade”, afirma a aluna.

Elisa soube que gabaritou a prova horas depois de prestar o vestibular, no domingo (18), corrigindo o gabarito com a mãe, Marlene Pina. Ela conta que, a cada questão que acertava, ficava cada vez mais nervosa. “Quando saí da prova falei para minha mãe que tinha ido muito bem e estava muito feliz, mas nunca ia imaginar que iria acertar todas as questões”, diz a estudante. Para ela, história foi a parte mais difícil, já que prefere a parte de exatas e biológicas.

Elisa contraria quem acha que foi uma questão de sorte. “Chutei apenas uma, porque estava em dúvida entre duas alternativas. No restante eu sabia todas. Me preparei muito para o vestibular e estava bem tranquila no dia, o que me ajudou bastante”, comenta.

A estudante faz um curso preparatório para vestibular há dois anos, no qual estuda das 7h às 14h. Na parte da tarde, ela reveza entre os estudos em casa ou então permanece no curso para as aulas complementares. “Esta maratona de estudos e vestibular é uma rotina cansativa. Não tem fim de semana, não tem feriado, mas é preciso conciliar com outras atividades para não ficar maluco. Há dois meses que é um vestibular atrás de outro, sem um fim de semana livre sequer”, afirma.

Além do vestibular da Unesp, Elisa fez a prova da Fuvest e vai prestar Unifesp, Fanema (Marília) e também Famerp (Rio Preto), todas para o curso de medicina. E também haverá a segunda fase da Unesp, que serão nos dias 16 e 17 deste mês, com provas dissertativas e redação. “Esta segunda fase será muito mais difícil, mas eu gosto mais de provas dissertativas. O problema para mim será a redação, mas já venho fazendo aulas extras para melhorar até lá”, diz.

Para os estudantes que vão prestar a segunda fase da Unesp, assim como Elisa, ela dá uma dica importante: ter tranquilidade, principalmente na hora de fazer a prova. “Não adianta você estudar o dia inteiro e chegar na prova nervoso e não lembrar do que estudou. É importante ter tranquilidade e, é claro, estudar muito. A maratona de vestibular exige isso. Vou fazer aniversário no dia 12 de dezembro e não vou fazer festa, porque terei muitos vestibulares até o fim do ano e preciso estudar”, afirma.

Para a mãe de Elisa, Marlene Pina, ver a filha acertar todas as questões de um vestibular é motivo de orgulho. Ela faz questão de levar a filha para todos os exames que ela presta. “Ela estava muito feliz quando saiu da prova da Unesp e, à noite, a gente corrigiu juntas o gabarito. Foi uma emoção muito grande ver que ela estava acertando todas. A Elisa se dedica bastante. Nem precisamos ficar cobrando os estudos dela, porque ela é muito responsável. Merece ter acertado todas as questões”, diz a mãe.

"Nunca vi isso"

Professor do ensino médio e de cursos pré-vestibulares há 12 anos, Jair Vieira Júnior afirma que nunca viu um aluno acertar todas as questões de um vestibular, principalmente um dos mais difíceis do Estado de São Paulo. “Eu estava no colégio quando me disseram que um aluno tinha acertado 83 questões, o que para mim já é um grande feito. Agora quando me falaram que a Elisa tinha acertado todas, eu não acreditava. Ela é uma menina dedicada e disciplinada, merece passar neste vestibular”, afirma.

Professor de biologia de Elisa, ele se sente um pouco “culpado” por ela ter ido tão bem. “Como ela foi minha aluna, me sinto um pouco realizado também por ela ter conquistado o que alcançava, ainda mais por ela escolher medicina, uma área que acaba envolvendo a minha área também”, diz.

Para as provas da segunda fase da Unesp, Jair dá a dica e diz que o aluno precisa ter organização na hora de fazer a prova. Segundo ele, o aluno não pode perder muito tempo para não se apressar no fim do exame. “Os textos das respostas devem estar bem organizados para que o examinador não se confunda ou perca muito tempo na correção. Porque eles não vão fazer muito esforço para corrigir, se as respostas não estiverem boas”, explica.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Jornal Nacional: Futuros médicos reprovados em exame vão poder exercer profissão

Dos 2400 formandos que fizeram a prova do Conselho Regional de Medicina de SP, 54,5% não atingiram a nota mínima. O pior é que os erros se concentraram em áreas básicas.


Mais da metade dos recém-formados nas faculdades de medicina de São Paulo foi reprovada em um exame do Conselho Regional de Medicina do estado. Mesmo assim, esse grupo vai poder exercer a profissão.

Obrigatório pela primeira vez, o exame do Cremesp, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, teve este ano seis vezes mais participantes do que no ano passado. Mas o resultado continua ruim. Dos 2.400 formandos do estado que fizeram a prova, 54,5% não atingiram a nota mínima. E ela nem era tão alta: seis. O pior é que os erros se concentraram em áreas básicas, como saúde pública e clínica médica, que ensina como atender um paciente. 

"É uma prova de nível fácil para médio. Aquele aluno que não consegue acertar 60% de uma prova desse tipo tem sérios problemas na sua formação e vai ter dificuldades para atender as pessoas", aponta o presidente do Conselho Regional de Medicina-SP, Renato Azevedo Júnior. 

O Cremesp não divulga os nomes e os resultados das faculdades, mas informa que os erros foram maiores em alunos de escolas privadas. 

Os principais objetivos do Cremesp, com essa prova, são avaliar as faculdades de medicina do estado, tanto públicas quanto privadas, e mostrar ao MEC que em vez de autorizar a abertura de novas escolas, o Ministério da Educação tem que ser mais rigoroso na fiscalização dos cursos já existentes. 

O Brasil é o segundo país do mundo em número de cursos de medicina, são 196. Só perde para a Índia, que tem uma população seis vezes maior. Apenas em São Paulo, são 36 faculdades, das quais sete foram abertas no último ano. 

O mau resultado na prova não impede o registro profissional do formando. Alguns alunos são contrários a prova e boicotaram o exame. 

"A gente defende é uma avaliação que seja feita em vários pontos da graduação, seriada, de dois em dois anos. Uma avaliação que englobe a faculdade como um todo e que não caia todo o peso da instituição em cima do estudante", defende a diretora-executiva nacional dos estudantes de Medicina, Erika Plascak Jorge. 

"O Ministério da Educação também tem que assumir sua responsabilidade nessa história e tem que tomar providência no sentido, inclusive, de fechar escolas de medicina que não tem condições de formar médicos", ressaltou Renato Júnior. 

O Ministério da Educação declarou que desconhece as bases em que foram aplicadas as provas do Conselho Regional de Medicina de São Paulo e que avalia, constantemente, as faculdades de todo o país. Segundo o ministério, o ciclo de avaliação do ensino superior é de três anos e as faculdades de medicina que já receberam notas baixas, no passado, poderão ser descredenciadas em 2013, se mantiveram o nível baixo de ensino. 

*Jornal Nacional

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Senadores querem ouvir entidades científicas e estudantis sobre revalidação diplomas estrangeiros


Em uma tentativa de evitar impactos negativos nos critérios de qualidade do ensino universitário nacional, a senadora Ana Amélia (PP/RS) pediu vistas ao Projeto de Lei (PL) nº 399 de 2011 que dispõe sobre a revalidação automática de diplomas de alunos que estudam em universidades estrangeiras. De autoria do senador Roberto Requião (PMDB/PR), o projeto, que tramita em processo terminativo no Senado Federal, prevê alterar a Lei de Diretrizes Básicas da educação (LDB) de 1996. Pela legislação em vigor, o processo de reconhecimento desses títulos no Brasil é realizado pelas universidades públicas. Saiba mais detalhes. 

Antes de aprovar o projeto, Ana Amélia considerou pertinente o pleito de instituições científicas e estudantis, como a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), que querem ser ouvidas na Casa antes da votação dessa matéria. Dessa forma, a senadora pediu vistas ao PL na última quinta-feira, 29 de novembro, quando o projeto estava na pauta de votação da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CRE). 

Ana Amélia apresentará, no máximo, até a próxima semana, um requerimento a essa comissão para a realização de uma audiência pública a fim de ouvir tais entidades, segundo informou sua assessoria de imprensa. 

Em outra frente, o senador Requião, autor do PL, destacou que o projeto foi criado com intuito de agilizar o processo de revalidação dos diplomas expedidos por instituições estrangeiras e dar suporte ao Ciências sem Fronteiras, programa do governo que prevê a concessão de 100 mil bolsas de estudos no exterior até 2015. 

Pelo projeto de Requião, o diploma expedido por qualquer universidade estrangeira poderia ser revalidado automaticamente no Brasil, desde que sejam provenientes de cursos com qualidade comprovada pelo Ministério da Educação (MEC). Essa iniciativa enfrenta resistência da comunidade científica, de especialistas em educação e de alguns parlamentares, como Cristovam Buarque (PDT/DF), relator do PL nº 399. 

Segundo alega Requião, hoje os estudantes que adquirem bolsas do programa Ciências sem Fronteiras enfrentam dificuldades para revalidar no Brasil seus títulos adquiridos em universidades no exterior. "Os estudantes saem do Brasil para estudar e não podem voltar para trabalhar?", questionou Requião. Ele emendou: "Isso é ridículo". 

Análise científica - Temendo impactos negativos na qualidade do ensino superior no Brasil, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) encaminharam, no dia 29 de novembro, uma carta aos senadores pedindo cautela na aprovação do PL nº 399. 

"Antes da votação da matéria, solicitamos aos senhores que observem e considerem alguns pontos do projeto que merecem reflexão e debate mais aprofundados", destaca o texto. 

No documento, os cientistas acrescentam que os processos de revalidação no Brasil de cursos de graduação e de pós-graduação realizados no exterior devem atender aos padrões nacionais de qualidade. "A aprovação dessa legislação (PL nº 399), hipótese que esperamos ser descartada, representará um desrespeito para com a sociedade brasileira, que por décadas busca, num esforço coletivo, alcançar excelência em sua educação superior", acrescenta o documento da SBPC e ABC. 

Requião, por outro lado, rebateu. "Estabeleci salvaguardas de qualidade, não das universidades, mas, especificamente, dos cursos do exterior; e atribui ao governo federal a competência de fazer vistorias periódicas da qualidade de cada curso", explicou o senador. 

Com base nos argumentos de entidades estudantis, a senadora Ana Amélia afirmou que a praticidade do PL é "bastante complicada" por deixar a cargo do poder público a definição de como esses diplomas seriam validados automaticamente no Brasil. A senadora destacou também se tratar de uma legislação insuficientemente clara, já que não esclarece sobre como seriam os procedimentos de reconhecimento automático dos títulos estrangeiros pelo Ministério da Educação (MEC). 

Ana Amélia salientou que "a internacionalização" dos diplomas estrangeiros no Brasil tem de seguir "critérios muito bem definidos" para não prejudicar a qualidade dos profissionais que atuam aqui. 

Dilema - O senador Cristovam Buarque, por sua vez, reconheceu tanto a morosidade brasileira no processo de revalidação dos diplomas universitários adquiridos no exterior quanto a falta de qualidade de diplomas vindos de algumas universitárias estrangeiras. 

"Temos dezenas de milhares de jovens que fizeram cursos no exterior que, ao voltar ao Brasil, não podem exercer a profissão. Ao mesmo tempo, sabemos que muitos desses jovens fizeram cursos em universidades incapazes de formar um bom profissional para o Brasil", avaliou. 

Dessa forma, Buarque considerou "perigoso" implementar no País o reconhecimento automático dos diplomas expedidos por universidades estrangeiras considerando que os mesmos podem não atender "as necessidades e qualidades que precisamos". 

Emenda - Nesse contexto, Buarque apresentou uma emenda ao PL nº 399 na qual propõe que o processo de revalidação automática desses títulos seja realizado sem o aval das universidades públicas nacionais - desde que os títulos sejam expedidos por instituições estrangeiras com qualidade reconhecida pelo MEC, como a universidade de Harvard, por exemplo. Nesse caso, a emenda de Buarque sugere ao MEC divulgar, a cada ano, a lista de instituições estrangeiras das quais o Brasil poderia revalidar automaticamente seus títulos. 

O parlamentar reconheceu, entretanto, que sua proposta "descontenta" tanto aos que querem a revalidação automática "imediata" dos títulos provenientes de universidades estrangeiras quanto aos que defendem que tal procedimento seja mantido pelas universidades públicas nacionais. 

Requião já contestou: "Dizer que não queremos um médico formado em uma grande universidade do mundo é uma mediocridade absurda". 

Apoio ao pedido de vistas - Diante do embate sobre a revalidação automática de diplomas estrangeiros no Brasil, Buarque concordou com o pedido de vista da senadora Ana Amélia ao PL nº 399 - apoio seguido pelo senador Inácio Arruda (PCdoB/CE). 

"Embora já se tenha ouvido várias entidades, sempre é bom ouvir mais para aperfeiçoar o projeto", declarou Buarque. Já o senador Requião questionou o pedido de vista da senadora. "Outra vez? Já ouvimos todas (instituições) em audiência pública", retrucou Requião, descartando fazer qualquer alteração no PL nº 399. 

A Comissão de Assuntos Políticos (CAP), formada pelas três entidades médicas (FENAM, CFM e AMB) tem se empenhado em defender a sua posição nas propostas de revalidação tanto na Câmara quanto no Senado. Uma audiência pública para debater o PLS N° 399/2011 será realizada em breve para aprimorar o relatório do Senador Cristovam Buarque (PDT/DF). 

"É uma matéria polêmica, com análise prevista para fevereiro. Todas as entidades estarão presentes defendendo seus pontos de vista." 

Fontes: Jornal da Ciência / Fala Médico
Adaptações: Netcina 

VÍDEO: Tudo sobre Medicina na Bolívia em 2013!

Abaixo tem um vídeo informal feito por uma estudante brasileira de Medicina na Bolívia, a Gláucia Pinto, onde ela esclarece algumas dúvidas acerca dos processos legais, e outros temas.

*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire suas dúvidas

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com


ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com
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