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domingo, 24 de novembro de 2013

Faculdade de Medicina argentina na fronteira com o Brasil é uma boa opção

Eu estava zapeando no Facebook, e encontrei uma discussão sobre estudar Medicina no exterior. Então, citaram a Fundação Hector Barceló, que tem uma Faculdade de Medicina na cidade de Santo Tomé, que faz fronteira com São Borja - Rio Grande do Sul. Parece que o curso tem até professores brasileiros, e é até mais voltado para o Brasil mesmo. Os estudantes escolhem ou morar no Brasil, ou na Argentina mesmo. Se morar no Brasil, em São Borja, tem vans que chegam em 20 minutos na faculdade. Eu achei uma boa, a mensalidade está em torno de 700 reais. Pesquisando, achei uma reportagem legal, e aqui vai para vocês:



Estudar Medicina ou Nutrição no exterior sem prestar vestibular e morar no Brasil a um custo muito baixo é uma possibilidade oferecida pela Facultad de Medicina da Fundación Hector Barceló.

Com sede em Santo Tomé, cidade na fronteira da Argentina com São Borja, no Brasil, a faculdade iniciou seu funcionamento há cinco anos, quando foi inaugurada a Ponte da Integração, entre São Borja e Santo Tomé.

A iniciativa foi do Instituto Universitário de Ciências de la Salud, que, percebendo a localização estratégica da pequena cidade, junto a uma ponte internacional, a 150 quilômetros do Paraguai e da capital da província de Missiones, resolveu abrir mais uma unidade com a possibilidade de atender também a estudantes brasileiros.

A Fundación Hector Barceló já tinha duas unidades em funcionamento: uma em Buenos Aires, autorizada em 1992, e outra em La Rioja, que começou a funcionar regularmente em 1994.

Além de Medicina, o instituto mantém cursos de Nutrição, Fonoaudiologia, Fisiatria, Psicologia, Instrumentação Cirúrgica, Análise de Sistemas de Informação Médica e o curso técnico em Análises Clínicas. A maioria deles funciona nas unidades de Buenos Aires e de La Rioja.

Em Santo Tomé existem somente os de Medicina, com duração de seis anos, e o de Nutrição, quatro anos.

Hoje, cinco anos depois de inaugurada, a escola tem cerca de 900 alunos, um terço dos quais é de brasileiros, vindos do mais diferentes Estados: Pará, Ceará, Paraná, São Paulo, Rio, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e, é claro, Rio Grande do Sul, estado fronteiriço.

Para ingressar na instituição basta uma inscrição e o pagamento da taxa de matrícula, que é de 450 pesos (igual a R$ 450,00 no câmbio atual), além dos seguintes documentos: Carteira de Identidade, passaporte, atestado de saúde com todas as vacinas, histórico escolar e certificado de conclusão do ensino médio traduzido para o espanhol - a própria faculdade indica um tradutor para o serviço que custa aproximadamente R$ 150,00.

Até o ano passado foram feitas tratativas para que um dos hospitais-escola fosse no Brasil, mas houve resistência dos médicos de São Borja, que temiam a concorrência dos professores argentinos que dariam aulas.

Por isso, os alunos farão suas práticas no Hospital San Juan Bautista, de Santo Tomé, e no Hospital de Posadas, capital da Província de Missiones, distante 150 quilômetros.

Ao fazer a inscrição o aluno matricula-se no curso introdutório, de dois meses e meio. Nesse período, passa por um verdadeiro funil, que vai avaliar suas condições para seguir ou não a carreira médica.

Além das aulas de espanhol para os brasileiros e epistemologia e metodologia do estudo, eles são avaliados nas seguintes disciplinas eliminatórias: Biologia, Química, Bioquímica, Antropologia Médica, Anatomia e Fisiologia e Atenção Primária de Saúde.

Esta última faz com que os alunos ingressantes tenham contato com a realidade de saúde no hospital-escola e em postos de periferia. Eles acompanham os professores e o atendimento dos médicos.

Muitos desistem nessa etapa. Outros seguem e constroem uma carreira, como o brasileiro Alex Gomes Ribas, de Curitiba, que se formou na unidade de Buenos Aires e já clinica em Santo Tomé ao mesmo tempo em que dá aulas na faculdade. Agora, ele aguarda os trâmites para validar seu diploma no Brasil.

Estudantes atravessam a divisa todos os dias

Muitos brasileiros que estudam Medicina em Santo Tomé, na Argentina, moram na localidade. É o caso de Mohamad Aboul Ola Júnior, de 19 anos, de Bragança Paulista, que preferiu morar na Argentina para baratear ainda mais os custos e apreender mais facilmente o idioma.

Segundo ele, incluindo moradia, alimentação, transporte e a mensalidade da faculdade, gasta R$ 1.500,00 por mês. Se morasse no Brasil, aumentaria o gasto com transporte.

A maioria, entretanto, prefere morar na cidade brasileira de São Borja para sentir-se em casa. A distância é de apenas 10 quilômetros, percorridos em meia hora por causa dos trâmites de fronteira.

O pedágio para atravessar a ponte custa R$ 8 por dia; os estudantes organizam lotações em carros e dividem os custos.

O advogado Erick Siqueira Mattos, de 26 anos, de Angra dos Reis, tem um Passat e diariamente carrega quatro colegas para o outro lado. ‘Assim a gasolina e o pedágio ficam de graça para mim’, explica, lembrando que sempre sonhou estudar Medicina, mas não passava no vestibular. Quando soube das facilidades de acesso, mudou-se para São Borja.

Paulistas de Indaiatuba e filhas de um médico que estudou em Rosário, Santa Fé, as irmãs Gláucia Guise Ramos, de 22 anos, e Cláudia Guise Ramos, de 24, preferiram estudar em Santo Tomé pela possibilidade de morar no Brasil.

O vestibular difícil e os preços altos da educação no Brasil foram as motivações principais da maioria dos brasileiros que estudam na faculdade de Santo Tomé.

Eles esperam retornar ao Brasil quando revalidarem seus diplomas, mas alguns pensam até em ficar trabalhando naquele país.

Marco Antônio Dornelles, de 22 anos, conta que tentou quatro vezes o vestibular na Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, mas não foi aprovado.

O que se constata é que a faculdade mantém um bom nível de ensino, oferece cursos de qualidade. Contudo, é preciso que o estudante brasileiro saiba que não há garantias de revalidação do diploma no Brasil, diplomas de ensino superior de países do Mercosul. Segundo o Ministério da Educação, as universidades têm autonomia para aceitar ou não os pedidos de quem estudou fora do País. Os formandos devem procurar uma universidade pública que tenha curso igual ou semelhante ao realizado e levar seus documentos autenticados pelo Consulado Brasileiro no país onde cursou o ensino superior. As universidades podem pedir pagamento de taxas ou provas para revalidar o diploma.

*O Estado de SP
*1 *2

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Uma nova ajuda pra você: GLAUCIAMEDICINA.COM

A Gláucia Pinto, estudante de Medicina em Cochabamba montou um site novo com informações extremamente práticas e úteis pra você que quer ir estudar Medicina na Bolívia. Eu recomendo!

Clique na imagem e acesse:


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Cursar Medicina no Brasil sem vestibular: Bacharelado Interdisciplinar em Saúde

Eu, autor do blog, Luís Felipe, estudo no Brasil. Quem acompanhou as publicações sobre a minha história, viu que não foi possível seguir rumo ao exterior. Com isso, voltei minhas atenções para cá mesmo, e assim, surgiu na minha vida o Bacharelado Interdisciplinar em Saúde. O curso é a porta de entrada para estudar Medicina na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Santo Antônio de Jesus, que fica 115 quilômetros distante da minha cidade natal. Então, achei viável, e está sendo uma experiência espetacular. Abaixo maiores informações.



CONSIDERAÇÕES SOBRE MEDICINA NA UFRB

1. Como será medicina na UFRB?
O curso de medicina na UFRB será em regime de ciclos de formação, tendo o Bacharelado Interdisciplinar em Saúde como primeiro ciclo. Em outras palavras, para ir para o curso de medicina, obrigatoriamente o estudante deve ser bacharel em saúde pela UFRB. A proposta é oferecer um curso médico com foco na Atenção Primária em Saúde, capacitando o estudante a compreender a questão da Saúde numa perspectiva ampliada e a lidar com os fenômenos da Saúde-Enfermidade-Cuidado com competência técnica, política, ética e humanística. O curso foi realmente pensado como resposta a demanda do SUS.

2. Qual a forma de ingresso?
Primeiramente, ingressa-se no BIS através do SiSU. E para o segundo ciclo, ingressa-se através de Edital específico. ATUALMENTE, são 50 vagas semestrais para o BIS. As vagas nos cursos já em funcionamento do Centro de Ciências da Saúde (Enfermagem, Nutrição e Psicologia) não são fixas. A cada edital são disponibilizadas vagas conforme as demandas de cada turma. Atualmente, o único curso com vagas fixas é o curso de medicina com 30 vagas semestrais que ainda não tem a sua primeira turma formada.

EM BREVE, com a adoção do BIS como primeiro ciclo de todos os cursos do CCS, a entrada semestralmente do BIS tem a perspectiva de ser 130 estudantes e os cursos de segundo ciclo terão suas vagas fixas em 30 para Medicina, 20 para Farmácia (em projeto), 30 para Nutrição, 20 para Enfermagem e 30 para Psicologia.

NÃO HÁ NOVO VESTIBULAR PARA ENTRAR EM MEDICINA
Para o acesso para o segundo ciclo, semestralmente, é lançado um edital de chamada para inscrições. Esse edital contém as vagas disponibilizadas em cada curso, relação de documentos necessários e todo o cronograma do processo, inclusive data para matrícula. Em cursos onde for constatada que a demanda é maior que a oferta de vagas, os candidatos serão selecionados tendo por base o Índice de Acesso ao Segundo Ciclo. Quanto mais alto for o rendimento, melhor a posição do estudante. Para o curso médico, os alunos devem ter passado obrigatoriamente com aproveitamento acadêmico nos (06) componentes obrigatórios da área de concentração Estudos em Saúde-Enfermidade-Cuidado para poder concorrer às vagas. Os demais cursos ainda não se posicionaram sobre quais componentes poderão ter caráter obrigatório para o ingresso nos cursos.

3. Qual é o tempo de integralização do curso de Medicina?
Tempo Mínimo de 7 anos (sendo 3 anos do BIS + 4 anos do curso profissional médico)

Para maiores informações, existe um grupo no facebook com estudantes do curso e demais interessados no assunto. Clique aqui e acesse.

*Ainda que não exista vestibular para ingressar no ciclo de Medicina, durante o 1º ciclo, o estudante é submetido a mais de 90 avaliações, de diversas formas.

*Com textos disponíveis no grupo referido no facebook, pela estudante Gal Alenvi.

domingo, 12 de maio de 2013

Por que os médicos cubanos assustam

Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o nosso sistema mercantil de saúde

Só em 2011, médicos cubanos recuperaram a visão gratuitamente de 2 milhões de pessoas em 35 países

A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.

Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.

A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.

No Brasil, o apego às grandes cidades

Dos 371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regiões Sul e Sudeste

Neste momento, o governo da presidenta Dilma Rousseff só está cogitando de trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.

E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde.

Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de  clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.

Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.

Sem compromisso em retribuir os cursos públicos

Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.

Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792.000,00 reais para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais.

Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.

Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes.

Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades

Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.

Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.

A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.

Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354.536. Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281.481.

A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.

A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença. Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical nos seus índices de saúde.

Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia

Em sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.

Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde.  Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.

Quando esteve em Cuba, em 2003, a deputada Lilian Sá foi conhecer com outros parlamentares o médico de família, uma equipe residente no próprio conjunto habitacional

Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas.

Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuído por todos os seus rincões que registram 100% de cobertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a nação melhor dotada do mundo neste setor.

Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.

O Brasil forma 13 mil médicos por ano em 200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.

Formando médicos de 69 países

Estudantes estrangeiros na Escola Latino-Americana de Medicina
Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.

Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.

Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.

Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue.  Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.

Presença de médicos cubanos no exterior

Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.

No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.

No âmbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.

Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.

* PEDRO PORFÍRIO é Jornalista desde 1961, quando foi repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Já aos 18 anos, no início do governo revolucionário (1961-62) trabalhou em Cuba como editor de língua portuguesa da Rádio Havana.Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social. Publicado em http://www.blogdoporfirio.com/2013/05/por-que-os-medicos-cubanos-assustam.html



sábado, 11 de maio de 2013

Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo procura médico clínico


Se você é médico clínico, ou conhece alguém que é, e está procurando emprego, a Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo - SP contrata médico clínico para plantão diurno, para segunda, terça, quinta, e sexta-feira.

Interessados, devem ligar para (11) 7807-8162 / (11) 9-9615-5527.

sábado, 20 de abril de 2013

Diferença de até R$ 5.920 na mensalidade faz brasileiros buscarem curso de medicina na Rússia

Sonho é mais acessível àqueles que desejam estudar, diz estudante brasileira



O alto custo e a grande concorrência por vagas em cursos de medicina no Brasil fazem com que muitos candidatos busquem a especialização fora do País. É o caso de quase 30 jovens, com idade entre 17 e 23 anos, que foram para Rússia em fevereiro deste ano. 

Isso porque o governo russo dá incentivos para estudantes estrangeiros. A faculdade que custa no Brasil a mensalidade de R$ 2.325 a R$ 6.836, na Rússia custa R$ 5.500 o semestre, incluindo moradia e plano de saúde. 

Contudo, o médico formado fora do Brasil precisa passar pela prova "Revalida" para poder exercer a função em território nacional. 

Segundo a diretora da Aliança Russa de Ensino Superior, Carolina Perecini, para ingressar no curso de seis anos de duração, o estudante e seus familiares passam por entrevistas.

—Não se pode ter o pensamento de ir só para viajar e passear. Além disso, precisamos ver se o candidato tem personalidade para ser independente.

As aulas oferecidas no curso da Aliança Russa são dadas em inglês e, para que os brasileiros entendam melhor o idioma é feito um curso preparatório antes de se iniciar a faculdade de medicina.

A estudante Lorrayne Carolline Rosa Anastásio, de 25 anos, esta há um ano e dois meses na cidade de Kursk, Rússia, e conta que pode amenizar a saudade da família e dos amigos com ajuda da internet.

— Pode parecer loucura o que vou dizer e vocês vão questionar como é possível, mas eu consigo, três vezes por semana, fazer refeição com minha família por vídeo conferência. Acompanho as novelas que eu gosto, passei o meu ano novo em dois países ao mesmo tempo.

Lorrayne morava em Brasília e se formou em matemática. Ela conta que os professores na Rússia são rígidos e cobram preparação antes das aulas.

— O diferencial é que o sonho é muito mais acessível para aqueles que desejam estudar aqui do que no Brasil, país muito bom, com tantas riquezas, mas que não disponibiliza acesso a todos os que querem, tudo é muito ilusório. Se as faculdades particulares tivessem um valor dentro dos padrões da realidade e as públicas fossem destinadas realmente para quem não tem condições para pagar, talvez houvesse maior comprometimento das pessoas e menos estudantes frustrados.

*R7

domingo, 6 de janeiro de 2013

Como viajar para a Bolívia?



A empresa BOA sai diretamente de Guarulhos-SP com destino a Santa Cruz de La Sierra e também para Cochabamba. Quem pertence ao estado de São Paulo e outros estados vizinhos vale a pena a comodidade.

A companhia TAM vende voo direto para Santa Cruz de La Sierra (muitas vezes a pessoa não consegue comprar no site e precisa ir direto nas agências) e lá é possivel você ir de ônibus para Cochabamba ou de avião, pela empresa BOA.

A companhia que mais vende passagens é a GOL, com destino também a Santa Cruz de La Sierra. Querendo depois ir para Cochabamba, é só comprar antecipadamente pelo site da BOA.

Os valores de passagens variam muito dependendo da época de procura. É bom comprar sempre com alguns meses de antecedência para garantir um bom preço! Boa viagem!

Recapitulando:
TAM e GOL - Voos de todo o Brasil para Santa Cruz de La Sierra e de lá você poderá pegar um vôo pela BOA até Cochabamba.
BOA- Voos saindo de São Paulo direto para Santa Cruz de La Sierra e também Cochabamba!

Como cursar Medicina nos Estados Unidos? Por: Jessica Taylor

Trago hoje a ajuda de uma amiga, que estudou algumas séries no ensino médio comigo, e hoje cursa Medicina nos Estados Unidos. Lá, ela disse que o ingresso não é difícil como no Brasil. Ela está disposta a ajudar, e qualquer dúvida você pode contatá-la pelo seu facebook (aqui). Desde já, agradeço a Jessica Taylor! Acompanhem:

Nos EUA, o sistema de ensino é bastante diferente do Brasil. Não fazemos testes para entrar nas universidades, todos têm a oportunidade de ser o que quiserem.

A maioria dos cursos superiores tem duração de quatro anos como no Brasil, mas para Medicina temos alguns anos a mais. Mas vale a pena porque custa menos que no Brasil, e você consegue entrar para a Medicina com mais facilidade.

Detalhe: todas as faculdades/universidades são pagas, e todas as escolas (ensino fundamental e médio) são públicas. Mas são bastante baratas. Além disso, o governo concede empréstimos aos estudantes, para pagarem depois que se formarem.

Para o começo de tudo, qualquer estrangeiro que queira estudar nos EUA, deve prestar um TOEFL (teste que prova que você compreende o inglês) e aplicar em alguma faculdade (que vocês acham online), e eles vão te mandar uma aplicação para o visto de estudante (O VISTO DE ESTUDANTE! Como ser aceito pela faculdade é outra história, para depois).

Depois de tudo, você irá fazer 2 anos de Associated Degree (Graduação Associada), onde você deve tomar matérias gerais, e matérias associadas ao Bacharelado que você pretende ter, porque para fazer medicina você precisar ter um Bacharelado associado à medicina (enfermagem, biologia, química...). O Bacharelado geralmente dura 2 anos, dando ao todo 4 anos com a Graduação Associada. Depois disso, você pode aplicar para uma universidade que tenha medicina, isto irá durar mais 4 anos... Depois de tudo, você pode fazer sua residência médica, que aqui dura de 3 a 4 anos, dependendo da área.

Ah! Detalhe: se a pessoa já tem um bacharelado em alguma coisa, por exemplo psicologia, já pode começar direto com medicina, só tomar uma aulinhas extras. Sim! Se você se formar em psicologia, enfermagem, biologia, etc., você pode começar já com a Medicina aqui sem essa burocracia toda. O objetivo é ter um bacharelado na área de saúde antes de começar Medicina.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Gláucia está disponível via telefone para tirar suas dúvidas!

Lembra da Gláucia? A moça dos vídeos, que sempre ajuda a galera que quer estudar na Bolívia. Pois é, agora você tem um contato DIRETO com ela! Aproveite que ela está no Brasil desde o dia 1º de janeiro, e fica até 18 de fevereiro de 2013, e dá uma ligada para ela! Tire suas dúvidas, se informe melhor... O número é Tim, a ligação é baratinha. Sucesso!



(91) 8070-2060

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Polêmica do ENEM 2012: Candidatos reclamam da correção da redação

Grupo no Facebook reúne mais de 30 mil alunos em menos de uma semana, que estudam ação judicial.
Todos os candidatos terão acesso à correção em 6 de fevereiro, diz MEC.

Candidatos que conseguiram acessar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 e não gostaram do resultado na prova de redação usaram as redes sociais para reclamar da correção. Pela internet, eles se reuniram na tarde desta sexta-feira (28) para trocar experiências. Um candidato criou, no Facebook, um grupo para reunir pessoas interessadas em entrar na Justiça para conseguir uma nova correção. Em cerca de quatro horas, o grupo já reunia quase 200 membros.

Na maioria dos casos, candidatos insatisfeitos argumentam que levaram o rascunho da redação do Enem para casa e o mostraram a professores. Estes, depois de examinar o texto, teriam dito que suas notas seriam mais altas do que o resultado divulgado nesta sexta.

Maria Clara Lima, de 17 anos, fez o Enem neste ano para tentar uma vaga no curso de odontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A estudante de Teresina disse que dois professores de seu cursinho pré-vestibular corrigiram o rascunho de sua redação e lhe deram como nota não-oficial entre 850 e 940. Porém, sua nota final foi de 620 e, agora, ela teme que não seja suficiente para conquistar a vaga.

 "Estou indignada, afinal, ano passado, sem cursinho de redação obtive 800 no Exame", afirmou ela. "Acredito que se tivesse conseguido a mesma nota de redação teria dado certo. Em redação, esse ano fui bem melhor que o ano passado. Estava jurando que eu ia conseguir."

Maria Clara diz que aderiu ao grupo que estuda uma medida judicial para revisão das notas para buscar informações a respeito de uma possível mudança.

Andressa Suarez, de 19 anos, disse que ficou "surpresa" com a nota final de 320 pontos na redação. A estudante, que no ano passado tirou 860 na redação do Enem e conseguiu uma vaga no curso de letras na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), explicou ao G1 que decidiu refazer o Enem para mudar de curso e estudar jornalismo. Blogueira, ela contou que, durante o ensino médio, foi premiada por suas redações e chegou a ser a oradora de sua turma na cerimônia de formatura. Disse que, neste ano, se preparou para o Enem com simulados pela internet e que, em 2011, não estudou.

Apesar de considerar o tema do Enem 2012 menos tranquilo que no ano anterior, Andressa disse que não se conforma com a pontuação que recebeu.

Já o estudante Adriano Sousa Santos, de 18 anos, diz que fez o Enem 2012 para tentar uma bolsa de intercâmbio pelo programa Ciência sem Fronteiras. Estudante do primeiro período do curso de engenharia civil do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), o jovem, que fez o ensino médio integrado ao técnico no Instituto Federal do Maranhão (IFMA), onde recebeu bolsa de iniciação científica da Petrobras, afirmou que se inscreveu no exame pelo terceiro ano consecutivo para tentar aumentar sua nota e, consequentemente, sua chance de receber uma bolsa do programa.

Porém, a nota de sua redação caiu de 560 para 420 --em 2010, no primeiro Enem de Adriano, sua redação teve nota 740. "Nos vestibulares tradicionais que eu faço minhas notas foram muito melhores, entre 8 e 8,50", afirmou o estudante, que agora não sabe se conseguirá atingir o objetivo de fazer intercâmbio na Espanha. "Posso usar a nota do ano passado, mas no Ciência sem Fronteira a melhor nota é a que se sobressai. Fiz novamente [o Enem] para melhorar, tinha tudo para ser melhor esse ano, sempre consegui boas notas", disse.

Agora, ele e outros candidatos que prestaram o Enem estão organizando uma petição online para que a correção seja refeita. "Vamos tentar todas as medidas possíveis, o que for viável a gente vai fazer."

Vista pedagógica
A assessoria de imprensa do Ministério da Educação afirmou que todos os candidatos terão acesso à "vista pedagógica" automaticamente a partir do dia 6 de fevereiro de 2013. As redações corrigidas estão sendo digitalizadas e serão carregadas no site de resultados do Enem.

Para acessar a correção, bastará inserir o CPF ou o número de inscrição do Enem 2012 e a senha individual do candidato.

Maria Clara, porém, teme que esse prazo seja tarde demais. "Não quero esperar porque vão soltar o espelho da redação depois que já tiverem saído todos os resultados do Sisu, e aí é inviável, impossível mudar a nota."

Insegurança e sentimento de injustiça
O idealizador do grupo no Facebook é o estudante Gabriel Bieu, de 24 anos. Atualmente, ele cursa direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas decidiu fazer o Enem 2012 para tentar uma vaga no mesmo curso na Federal do Paraná (UFPR). Ele afirmou ao G1 que prestou o Enem pela quarta vez e que, em 2011, havia tirado a nota máxima na redação. Na edição atual, mesmo afirmando ter observado todos os critérios utilizados pelo MEC, sua nota final caiu para 520.

"Infelizmente o MEC ainda precisa evoluir muito nesses critérios de correção de redação. Gera uma insegurança e um sentimento de injustiça muito grande com uma coisa tão séria", afirmou.

Correção aperfeiçoada
A prova de redação foi feita no dia 4 de novembro com o tema "Movimento imigratório para o Brasil no século 21". Mais de 4 milhões de candidatos realizaram o Enem 2012 e mais de 5.600 professores foram contratados para fazer a correção das provas.

A partir deste ano, a redação passou a ser corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A nota final é composta de cinco notas, que avaliam competências específicas do candidato.

A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 200 pontos ou mais na nota final atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1.000), ou de 80 pontos ou mais em pelo menos uma das competências, a redação passa por um terceiro corretor, em um mecanismo que o Inep chama de "recurso de oficio".

Se a discrepância persistir, uma banca certificadora composta por três avaliadores examinará a prova. Os candidatos poderão solicitar vistas da correção, porém não poderão pedir a revisão da nota.

Em agosto de 2011, o governo firmou com o Ministério Público Federal um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), no qual se compromete a dar vistas à redação apenas a partir da edição de 2012 do Enem. O MEC afirmou, na época, que não havia uma ferramenta digital devidamente testada que comportasse a consulta pretendida.

*G1

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sisu 2013 irá ofertar mais de 129 mil vagas em 3.751 cursos




A consulta às vagas do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) 2013 já está disponível no site http://sisu.mec.gov.br. Serão ofertadas 129.279 vagas em 3.751 cursos de 101 instituições públicas de ensino superior. No endereço, também é possível obter outras informações sobre o exame, que receberá inscrições entre os dias  7 e 11 de janeiro de 2013.

O candidato poderá se inscrever em até duas opções de vaga. O estudante deve ter realizado o Enem  (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012 e não pode ter  obtido nota zero na prova de redação. Durante o período de inscrição, o estudante poderá alterar as opções de curso e também cancelar a participação no exame. 

O candidato também deverá indicar por qual forma de seleção deseja participar do processo: por meio de cotas decorrentes da Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012; de outras políticas afirmativas adotadas pelas instituições participantes do sistema ou pela ampla concorrência.

Segundo a portaria publicada no Diário Oficial, o "Sisu disponibilizará ao estudante, em caráter exclusivamente informativo, a nota de corte para cada instituição, local de oferta, curso, turno e modalidade de concorrência, a qual será atualizada periodicamente conforme o processamento das inscrições efetuadas". 

Serão realizadas duas chamadas de aprovados nas seguintes datas: 

  •     Primeira Chamada: 14 de janeiro de 2013
  •     Matrículas da 1ª chamada: 18, 21 e 22 de janeiro de 2013
  •     Segunda Chamada: 28 de janeiro de 2013
  •     Matrículas da 2ª chamada: 1º, 4 e 5 de fevereiro de 2013


As instituições participantes deverão informar a ocupação das vagas de acordo com o seguinte cronograma: 

  •     Primeira Chamada: de 18 a 25 de janeiro de 2013
  •     Segunda Chamada: de 1º a 8 de fevereiro de 2013


Lista de espera

As inscrições para a lista de espera serão realizadas, no portal do Sisu, entre os dias 28 de janeiro e 8 de fevereiro. O estudante só poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente à primeira opção.

Não poderá participar da lista de espera o candidato que tenha sido convocado para o curso de primeira opção em qualquer uma das chamadas regulares. 

A lista de espera será utilizada para preenchimento das vagas não ocupadas nas duas chamadas regulares do Sisu. A ocupação das vagas será feita segundo critérios definidos em edital próprio de cada instituição participante. 

sábado, 15 de dezembro de 2012

Medicina em Cochabamba no Facebook e Twitter!

Você precisa participar disso! Sabia que nosso blog agora também está presente no Facebook? Sim! Juntamente com a Gláucia, a página Medicina em Cochabamba leva até você o conteúdo do DRLUISFELIPE.COM além de informações exclusivas e muito úteis! Curte lá, é só clicar na imagem abaixo!


Estamos no Twitter também, é só seguir @MedEMCochabamba

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vídeo: Tire suas dúvidas - Medicina na Bolívia 2013! Parte 3

O último vídeo da série sobre Medicina na Bolívia, com a Gláucia, estudante da Unifranz. Pessoa conceituadíssima, cirurgiã-dentista formada pela Universidade Federal do Pará, que foi atrás do seu sonho no país vizinho, assim como milhares de brasileiros. Você pode ser o próximo, é só querer!

Para você que não viu ainda os outros vídeos, é só acompanhar:
*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire as suas dúvidas (3)

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com


ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com



Já curtiu Medicina em Cochabamba no Facebook? Lá você encontra dicas exclusivas sobre estudar Medicina na Bolívia! Clique aqui e confira!

Vídeo: Medicina na Bolívia - parte 2!

E não é que tem mais vídeo sobre a Bolívia? Sim! Agora, todas as suas dúvidas podem ser tiradas! 2013 te espera, vai cursar Medicina na Bolívia sem vestibular, com tranquilidade!

Para você que perdeu o outro vídeo, é só clicar aqui e dar uma olhada. Agora, vamos ver a segunda parte dessa conversa com a Gláucia, estudante de Medicina da Unifranz de Cochabamba - Bolívia. Ela vai tirar todas as suas dúvidas!

*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire as suas dúvidas (2)

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com

ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

VÍDEO: Tudo sobre Medicina na Bolívia em 2013!

Abaixo tem um vídeo informal feito por uma estudante brasileira de Medicina na Bolívia, a Gláucia Pinto, onde ela esclarece algumas dúvidas acerca dos processos legais, e outros temas.

*Aumente o volume para entender melhor.

Medicina na Bolívia - Tire suas dúvidas

E-mail para contato: glauciamedicina@hotmail.com


ATENÇÃO! Você quer ir pra Bolívia em 2013? A Gláucia pode te ajudar! Ela tira suas dúvidas, e ainda pode te assessorar da melhor forma possível! Legalização de todos os documentos para estudar Medicina, localização de apartamentos, casas, moradia, faz o Visto Estudantil de 2 anos, faz até a matrícula na universidade! É só mandar um e-mail: glauciamedicina@hotmail.com

sábado, 24 de novembro de 2012

DrLuisFelipe.com é neutro em CO2!




As atividades humanas que utilizam a combustão de combustíveis fósseis, como carvão, gás natural ou petróleo liberam um alto volume de dióxido de carbono (CO2). O corte e queima de florestas são particularmente prejudiciais, já que cada árvore absorve CO2 durante a sua vida, o qual é armazenado na sua biomassa. Quando uma árvore é cortada, o CO2 armazenado volta a atmosfera. O resultado é um aumento do efeito estufa.

É indiscutível que a preservação das florestas é um componente essencial para o equilíbrio climático. Atualmente as florestas absorvem cerca de um terço das emissões globais de CO2. A fim promover uma redução da emissão de CO2, o Guiato criou a campanha Gesto Verde, a qual tem como objetivo plantar 1,000 árvores nativas no Brasil. Ao colocar o selo “Meu blog é neutro em CO2″, muitos blogueiros podem contribuir para a restauração da mata nativa brasileira.

Para cada blog que coloca o selo, uma árvore é plantada. O DrLuisFelipe.com não poderia deixar de participar desta campanha. Faça também o seu gesto em favor do meio-ambiente. Ao neutralizar as emissões de CO2 do seu blog, a sua participação contribui para a proteção do nosso meio-ambiente!


Medicina 2013 na Argentina, Bolívia ou em Cuba!



Para você que já conhece as vantagens de cursar Medicina na Argentina, Bolívia ou em Cuba, trago aqui um excelente contato que pode te ajudar muito!

A Gláucia faz a legalização dos documentos necessários para você poder viajar sem dor de cabeça! E tudo isso, da maneira mais transparente e justa possível. Definitivamente, eu recomendo.

Não precisa nem adicioná-la, é só enviar uma mensagem via inbox que ela estará pronta pra te responder. No perfil, você encontra também o e-mail pessoal dela e alguns telefones que podem ser usados para o contato também.


Boa viagem, bons estudos!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Médica brasileira se diz satisfeita com formação e vida na Bolívia




Depois de terminar o colégio na rede pública da cidade de Ariquemes, em Rondônia, Rafaela Vieira Mota se viu diante de um problema. Na universidade federal que atende a região, a Unir, não havia o curso de medicina. Como teria de sair de lá, optou por buscar a formação em outro país. "Sempre quis fazer medicina fora. Minha mãe viu um convênio pelo Ministério da Educação, que permite a estudantes estudarem em outros lugares da América do Sul. Acabei o ensino médio e já fui estudar em Sucre (Bolívia)", conta a brasileira, hoje com 29 anos e já formada.

O convênio citado é o Andrés Bello (CAB), parceria entre países sul-americanos para desenvolvimento educacional, cultural e científico que uniformiza as disciplinas educacionais, permitindo que estudantes e pesquisadores possam estudar em diversas universidades, cujo currículo similar facilita na hora de revalidar o diploma. Foi através dele que Rafaela conseguiu transferência para a Universidade Autônoma de Gabriel Rene Moreno, em Santa Cruz de la Sierra, após seis meses na Universidad San Francisco Xavier de Chuquisaca. "Não sabia que tinha tanto brasileiro fazendo medicina nesta cidade", comenta.

"Não queria voltar como a menina do interior que foi estudar fora e retornou com uma filha como diploma" 
Rafaela Mota, médica

Os compatriotas, contudo, eram minoria nas universidades públicas bolivianas. A médica, que chegou em 2000 a Santa Cruz, notou que o processo de seleção local também era uma barreira para os brasileiros, que se concentram, geralmente, em faculdades particulares. "Poucos estudavam na universidade estatal. Existe um vestibular com 300 vagas, mas só os melhores conseguem entrar. Por não ter tanto brasileiro, o curso de medicina é melhor. Não tem muito aquele clima de oba-oba de morar fora de casa. Os estudantes são mais focados e aprendem melhor", afirma.

Após dois anos de faculdade, Rafaela se apaixonou por um ex-professor, engravidou e se casou. Foi um período conturbado. "Tive dificuldades para me formar. Primeiro, pelo preconceito. Eles acham que toda brasileira é p... por ser mais extrovertida. Eu me apaixonei, engravidei, fiquei muito mal, senti que tinha traído a confiança dos meus pais, pensei em desistir, mas não queria voltar para o Brasil como a menina do interior que foi estudar fora e retornou com uma filha como diploma", reflete.

Rafaela se ergueu e foi em frente. Acabou o curso e voltou ao Brasil para revalidar o diploma. E apesar de ter estudado em uma universidade pública, que tem a grade curricular parecida com a de faculdades brasileiras, ela acredita que contou com o acaso no exame. "Tive 50% de sorte na prova. Aqui na Bolívia se faz muita prática, desde o primeiro ano se começa a fazer estágios nos hospitais públicos. Mas a parte teórica é falha. Quando fui fazer o teste, tive problema com os nomes técnicos, pois na Bolívia é um e no Brasil, outro. Além disso, não temos algumas matérias, como Sistema Único de Saúde (SUS)".

Sorte ou não, ela conseguiu o registro. E, com família constituída na Bolívia, se preparou para voltar ao país. Mas não sem uma parcela de dúvida. "Fiquei entre a cruz e a espada. Poderia voltar ao Brasil, ganhar mais, mas meu marido é médico, já tinha estabilidade e não me acompanharia imediatamente na mudança. No Brasil se trabalha muito, é plantão de segunda a segunda. Se eu voltasse, estaria ganhando muito dinheiro e talvez não tivesse nem começado minha especialização. Aqui não me falta nada. Tenho minha casa, carro novo, sítio, minha mãe mora aqui, minha filha não estuda na pior escola de Santa Cruz. Por isso não penso em regressar rápido. Estou feliz sendo médica na Bolívia", relata Rafaela.

A brasileira, que está terminando uma especialização em medicina legal e leciona esta disciplina em universidades no curso de Direito, reforça que uma família vive muito bem com cerca de US$ 2 mil em Santa Cruz. "Temos uma lei chamada Financial, que estabelece o teto salarial do funcionário público em 15 mil pesos bolivianos (cerca de R$ 5 mil), que é o salário do presidente Evo Morales. Meu marido dá aulas na universidade e eu trabalho no hospital. Juntando os salários o valor não pode passar deste teto. Mas ele faz cirurgias particulares em que tira US$ 1 mil, fazendo uma cirurgia por mês. Então, temos tudo aqui. No Brasil é mais status. Aqui, como dizem, todo mundo é doutor neste Pueblo", brinca, antes de concluir. "Mas quero morrer na minha terra. Quando vou voltar, ainda não sei".

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Atenção diplomados de saúde!


Você, profissional da área de saúde, que deseja cursar Medicina na Bolívia, eu trouxe uma ótima proposta pra você! 

Presta atenção nisso!

Diplomados de qualquer área da saúde podem ingressar direto entre o 4º e o 6º semestre/período de Medicina na Bolívia de forma totalmente segura, sem complicar a revalidação! Já pensou a economia? E tudo na maior tranquilidade! É realmente uma ótima proposta, fiquei surpreso quando descobri!

Para saber tudo, pode enviar um e-mail para convalidacaomedbol@hotmail.com

Maiores informações também, é só me adicionar no facebook (aqui).

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Medicina na Bolívia em 2013



Pra você que me acompanha desde o início do blog, viu que eu tive que ganhar uma boa base de informações sobre estudar Medicina no exterior, particularmente na Bolívia, para poder seguir em busca do meu sonho. Então, com a proximidade de 2013, decidi que vou ajudar a todos àqueles que queiram realmente entrar de cabeça nessa nova vida.

Eu realmente passei meses lendo sobre o estudo da Medicina na Bolívia, consegui boas informações, e diria que eu tenho até algumas informações privilegiadas pra somente você, leitor do drluisfelipe.com. Não faz sentido eu guardar isso pra mim, já que é mais que certo que não irei mais estudar fora. Logo, me coloco à disposição de quem queira ir agora em 2013 para a Bolívia, que é o país que melhor sei informar. Mas se você quiser ir pra Argentina, Rússia, Cuba, também tenho algumas informações pra você, não muitas, mas podem te ajudar.

Eu sei que muitas pessoas que já possuem um diploma dos cursos da própria área de saúde, desejam cursar medicina, porém desanimam ao saber que terão que enfrentar o concorridíssimo vestibular, ou o ENEM com as notas de corte mais altas. Se você já se informou sobre a Bolívia, e está procurando começar logo seu curso, não perder tempo, ir atrás mesmo de uma nova vida, de uma realização profissional e pessoal, eu posso sim, te ajudar.

Não estou oferecendo assessoria, não é isso. Estou apenas querendo te ajudar da melhor forma possível. E não cobro NADA. Pode ficar tranquilo, que aqui você tem um AMIGO.

Deixo aqui, meus contatos:

Pode me adicionar sem problemas, que eu aceito. Estou online diariamente.




E-mail: dr.luisfelipe@r7.com
E-mail pessoal: l.felipe@msn.com
Olho os dois com a mesma frequência, então, caso queira alguma informação via e-mail, pode me escrever.

Estou esperando você! Até mais!
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