Olá! Para vocês que acompanharam minha última postagem pessoal (essa aqui), venho agora escrever um pouco sobre como estão sendo esses meus dias.
Então, eu fui no Cursinho Médico's na quarta. Chovia, meu pai me levou até lá de carro (senão, iria de ônibus mesmo), cheguei as 07:30, a aula havia começado a pouco. Era aula de português. O professor parecia ser legal, falava de predicado, predicativo, verbos... E meu mundo caiu.
Eu me dei conta realmente de tuuuuuudo aquilo que eu teria que rever! Minha ficha caiu, e eu comecei a ficar inquieto na cadeira. E cada palavra que o professor falava, eu engolia como um pedaço de pedra, que me feria por dentro. Saí da sala, telefonei para minha mãe: "Eu quero ir embora, não quero ficar aqui!". Ela disse: "Então tá, venha.". E eu fui. Eram 08:24 da manhã, apenas. Me lembro os minutos exatos.
Antes de ir, passei pela recepção para devolver o material que a senhora Glória havia me cedido para acompanhar às aulas do dia. Eu teria aula das 07:20 até as 16:00, com uma pausa para o almoço às 12:50. Glória é a responsável pelo cursinho, ela inclusive tem uma filha que está estudando lá também. Antes, a filha dela fazia cursinho em Salvador, 3 anos. E eu tremi ao imaginar que eu poderia ficar mais de 1 ano no cursinho! Eu devo ter alguma fobia de cursinho. Mas há quem goste disso realmente?
Na recepção, dona Glória me acolheu de uma forma muito gentil. Eu falei que se eu ficasse na sala, eu ia acabar chorando, que não dava pra mim. Confesso que a assustei um pouco, coitada. Mas eu estava em uma situação que eu nunca havia me visto. O rosto todo ardendo, embaralhando as letras das palavras que eu soltava. Ela conversou bastante comigo, me incentivou, me mostrou que se eu quero passar, que se for da minha vontade, só existia esse caminho: estudar. Mas na minha cabeça passava um filme com todos os professores das minhas últimas séries do colégio, eu tendo que revê-los forçadamente. É demais pra mim.
Eu a expliquei que antes de ter ido pra o Cursinho estava certo de eu ir cursar na Bolívia. E ela me disse que na sala tem um garoto que estava cursando por lá, e voltou com medo da prova de revalidação. E que o único problema que ele tinha visto era esse. Hoje, penso:
PROVA DE REVALIDAÇÃO: conhecimentos específicos que você aprenderá durante o curso que você quer.
VESTIBULAR: conhecimentos aleatórios que você aprendeu em toda a sua vida.
Não estaria escolhendo o mais fácil, até porque a prova de revalidação é muito mais difícil! Eu só estaria me preservando de frustrações, pois sei que minhas química e física do colégio foram bem deficientes. E se eu for reprovado nos vestibulares a que vou me dedicar esse ano, eu realmente não sei com que cara vou ficar, até porque meus pais vão demandar um investimento em mim. E eu vou considerá-lo em vão.
No vestibular não são conhecimentos só que estão em jogo. Não mede capacidade, nem nada. Pode ser questão de sorte também, quem sabe? Mas só o peso da palavra VESTIBULAR já assusta. Todos esses conhecimentos que são exigidos, até os que você não utilizará no seu curso pretendido, são desafiadores. É uma pressão psicológica terrível, e eu estou passando por isso.
Desisti desse cursinho por enquanto. Quarta-feira que vem (02/05/12) começo um cursinho com foco nas exatas (matemática, física e química). E quando estiver mais próximo dos vestibulares, entro no cursinho completo novamente. Primeiro vou tentar nivelar meus conhecimentos, corrigir meu déficit. Me desejem sorte.


















