sábado, 28 de abril de 2012

Era uma vez...

Olá! Para vocês que acompanharam minha última postagem pessoal (essa aqui), venho agora escrever um pouco sobre como estão sendo esses meus dias.



Então, eu fui no Cursinho Médico's na quarta. Chovia, meu pai me levou até lá de carro (senão, iria de ônibus mesmo), cheguei as 07:30, a aula havia começado a pouco. Era aula de português. O professor parecia ser legal, falava de predicado, predicativo, verbos... E meu mundo caiu.

Eu me dei conta realmente de tuuuuuudo aquilo que eu teria que rever! Minha ficha caiu, e eu comecei a ficar inquieto na cadeira. E cada palavra que o professor falava, eu engolia como um pedaço de pedra, que me feria por dentro. Saí da sala, telefonei para minha mãe: "Eu quero ir embora, não quero ficar aqui!". Ela disse: "Então tá, venha.". E eu fui. Eram 08:24 da manhã, apenas. Me lembro os minutos exatos.

Antes de ir, passei pela recepção para devolver o material que a senhora Glória havia me cedido para acompanhar às aulas do dia. Eu teria aula das 07:20 até as 16:00, com uma pausa para o almoço às 12:50. Glória é a responsável pelo cursinho, ela inclusive tem uma filha que está estudando lá também. Antes, a filha dela fazia cursinho em Salvador, 3 anos. E eu tremi ao imaginar que eu poderia ficar mais de 1 ano no cursinho! Eu devo ter alguma fobia de cursinho. Mas há quem goste disso realmente?

Na recepção, dona Glória me acolheu de uma forma muito gentil. Eu falei que se eu ficasse na sala, eu ia acabar chorando, que não dava pra mim. Confesso que a assustei um pouco, coitada. Mas eu estava em uma situação que eu nunca havia me visto. O rosto todo ardendo, embaralhando as letras das palavras que eu soltava. Ela conversou bastante comigo, me incentivou, me mostrou que se eu quero passar, que se for da minha vontade, só existia esse caminho: estudar. Mas na minha cabeça passava um filme com todos os professores das minhas últimas séries do colégio, eu tendo que revê-los forçadamente. É demais pra mim.

Eu a expliquei que antes de ter ido pra o Cursinho estava certo de eu ir cursar na Bolívia. E ela me disse que na sala tem um garoto que estava cursando por lá, e voltou com medo da prova de revalidação. E que o único problema que ele tinha visto era esse. Hoje, penso:

PROVA DE REVALIDAÇÃO: conhecimentos específicos que você aprenderá durante o curso que você quer.
VESTIBULAR: conhecimentos aleatórios que você aprendeu em toda a sua vida.

Não estaria escolhendo o mais fácil, até porque a prova de revalidação é muito mais difícil! Eu só estaria me preservando de frustrações, pois sei que minhas química e física do colégio foram bem deficientes. E se eu for reprovado nos vestibulares a que vou me dedicar esse ano, eu realmente não sei com que cara vou ficar, até porque meus pais vão demandar um investimento em mim. E eu vou considerá-lo em vão.

No vestibular não são conhecimentos só que estão em jogo. Não mede capacidade, nem nada. Pode ser questão de sorte também, quem sabe? Mas só o peso da palavra VESTIBULAR já assusta. Todos esses conhecimentos que são exigidos, até os que você não utilizará no seu curso pretendido, são desafiadores. É uma pressão psicológica terrível, e eu estou passando por isso.

Desisti desse cursinho por enquanto. Quarta-feira que vem (02/05/12) começo um cursinho com foco nas exatas (matemática, física e química). E quando estiver mais próximo dos vestibulares, entro no cursinho completo novamente. Primeiro vou tentar nivelar meus conhecimentos, corrigir meu déficit. Me desejem sorte.

Números da medicina no Brasil são incoerentes


O país tem 181 faculdades de Medicina, cem delas instaladas na última década. Segundo o IBGE, entre 2000 e 2009, a quantidade de médicos aumentou 27% enquanto a população brasileira cresceu 12%. Para atingir a marca que supera meio milhão de médicos, temos que dobrar a carga, distribuindo 30 mil diplomas a cada ano. A região Sudeste concentra 42% da população do país e 55% dos médicos. No Rio de Janeiro, a relação é de um médico para cada 306 pessoas – o que não implica, necessariamente, em atendimento de qualidade; 413 cidadãos paulistas têm um médico à disposição. Já no interior do Amazonas existe um médico para cada grupo de 8.944 habitantes. Em Roraima, a situação é mais dramática: um para 10.306. As incoerências continuam. 


Por motivos óbvios, os estados que tivessem menos médicos deveriam ter as menores mensalidades de suas universidades e garantir um maior número de profissionais, certo? Errado! O Centro Universitário Nilton Nunes, do Amazonas, tem o curso de Medicina mais caro do país: R$ 6.224,63 mensais. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um médico para cada mil habitantes. Mas devido às características de sua demografia – com grupos isolados em diversos estados, contrastando com a grande densidade nas capitais – o Brasil tem áreas inteiras sem um único médico. 

Das 500 melhores universidades de Medicina do mundo – ranqueadas pela Universidade de Xangai – 151 são norte-americanas, 39 alemãs e 37 britânicas. O curso de Medicina da USP – o melhor do Brasil – ficou na 76ª posição. É a única brasileira no Top 100. A Medicina brasileira tem longo caminho a percorrer.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Enquete: O Curso de Medicina precisa de um Exame de Ordem? (RESULTADO)

SIM - 85% dos votos (6)
NÃO - 15% dos votos (1)
Total de votos: 7

Agora, visto o resultado, deixo aqui o editorial da Folha de São Paulo de 05 de março de 2012, intitulado 'Medicina Doente'.


Não é de hoje que pesa contra o CNE (Conselho Nacional de Educação), cujas atribuições incluem o credenciamento de cursos superiores, a suspeita de favorecer os interesses de grupos empresariais privados. Dessa vez, as dúvidas foram levantadas por Adib Jatene, cardiologista, professor emérito da USP e ex-ministro da Saúde.

Em artigo na Folha, Jatene revela que o CNE recomendou a volta ao funcionamento, com capacidade plena, dos cursos de medicina que haviam recebido más avaliações e por isso tiveram o número de vagas reduzido, por determinação do MEC (Ministério da Educação).

A decisão do Conselho vale para sete instituições privadas, incluindo duas com avaliações insuficientes no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).

A diminuição das vagas havia sido feita por recomendação da Comissão de Especialistas do Ensino Médico, presidida por Jatene. Ela esteve em todas as instituições mal avaliadas, onde entrevistou professores e alunos e verificou as condições de ensino.

A burocracia educacional do CNE dá mostras de que não é capaz de sobrepor-se aos apetites do mercado, mesmo quando contrários aos interesses da população. O primeiro imperativo, no caso, deveria ser a qualidade da formação dos futuros médicos, coisa que algumas instituições não têm condições acadêmicas e clínicas de garantir, embora com o poder de credenciá-los para exercer a medicina.

Uma alternativa interessante é criar um exame de habilitação obrigatório para médicos, nos moldes daquele que já existe para advogados, com provas teóricas e práticas.

Desde 2005, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) já aplica aos formandos, em caráter experimental e voluntário, um teste de proficiência. Os resultados são de assustar, com índices de reprovação a variar entre 32% (2005) e 61% (2008).

Pode-se presumir que os números seriam ainda piores caso o exame fosse obrigatório para todos os concluintes. Como a prova é facultativa, a tendência é que só a façam os alunos mais preparados.

Infelizmente, são fortes as resistências à obrigatoriedade do exame -que, de resto, foi adotado em vários países. É o caso dos Estados Unidos, onde a sigla USMLE protagoniza os pesadelos dos jovens médicos, e do Canadá, onde a prova é conhecida -e temida- por outra sigla, MCCQE.

As objeções, aqui, partem de proprietários de escolas, que contam com ouvidos simpáticos em integrantes do CNE, além de muitos alunos. Mas, se não reúnem conhecimento mínimo, não deveriam ser autorizados a clinicar e operar.

Na medicina, afinal, os erros costumam ter consequências funestas.

PROVALIDA: Simepe entram na Justiça para impedir o trabalho de médicos formados no exterior




O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) em conjunto com o Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e Associação Médica de Pernambuco (AMPE) entrou com uma Ação Civil Pública, na Justiça Federal, nesta sexta-feira (27.04), contra o Governo do Estado, Universidade de Pernambuco (UPE) e Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

As Entidades Médicas pedem a anulação do Termo de Cooperação Técnica e do edital do Provalida, que visa revalidar diplomas de graduação em medicina expedidos por instituições de ensino estrangeiras. 

O Simepe, Cremepe e a AMPE entendem que o Provalida é uma tentativa adotada pelo Governo Estadual para burlar a realização de Concursos Públicos e facilitar a entrada de profissionais estrangeiros com formação acadêmica duvidosa para atuar nos serviços de saúde pública. 

Para os representantes das entidades, falta uma política concreta de fixação dos profissionais no interior do Estado, com plano de carreira de base estadual com instrumentos que incentivem a interiorização do trabalho, investimentos adequados em estrutura física, apoio diagnóstico e rede de referência, garantindo remuneração adequada aos médicos. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Senador Paulo Paim defende projeto que agiliza reconhecimento de diplomas estrangeiros




O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou apoio ao projeto de lei do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que propõe tratamento diferenciado aos diplomas expedidos por instituição de ensino superior estrangeiras de reconhecida excelência acadêmica (PLS 399/11). A matéria aguarda a designação de relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Paim informou que, em 2011, 75 mil estudantes brasileiros das áreas de ciência e engenharia foram ao exterior estudar e freqüentar cursos que vão da graduação ao doutorado. Ele explicou que esses estudantes quando voltam ao Brasil têm que se submeter a trâmites de revalidação e reconhecimento dos diplomas, em um processo muitas vezes considerado lento e pouco transparente pelos interessados.

Paulo Paim defendeu ainda a adoção de mecanismos que agilizem e aprimorem o processo de revalidação e reconhecimento de diplomas estrangeiros, sem desconsiderar o respeito e a autonomia universitária

A educação, afirmou Paulo Paim, é respaldada pela legislação brasileira e pelos acordos e normas dos países membros do MERCOSUL e deve ter atenção especial.

* Agência Senado

Revalidação de Diploma: Os custos para o processo na UFMG foram reduzidos em até R$10 Mil


A novidade do edital 2012 é que os inscritos no edital 2011, que por algum motivo tiveram o pedido indeferido, poderão solicitar à UFMG que aproveite os documentos enviados em 2011. “O requerente enviará apenas o que julgar ficou faltando ou que cursou em 2012, ou que apenas obteve a posse em 2012, dispensando-o de iniciar do zero a montagem do processo. Tal medida certamente também irá diminuir os custos aos requerentes”, destacou o pró-reitor de Graduação em exercício, André Cabral. Saiba mais detalhes.

“A UFMG tem um processo consolidado de revalidação de diplomas estrangeiros e nosso objetivo é que os profissionais com diplomas revalidados na universidade tenham a mesma equivalência daqueles formados por ela”, afirma Cabral. Ele também destaca que o edital facilita a inscrição, já que os requerentes não precisam comparecer à UFMG. O pró-reitor informou ainda que, em todo o Brasil, apenas universidades públicas podem revalidar diplomas estrangeiros. 

“A UFMG dispensa a autenticação em cartório e a tradução juramentada da maioria dos documentos, como os programas das disciplinas por exemplo. Estima-se que tal medida possa diminuir o custo da montagem do processo ao interessado em torno de R$10 mil”, observa, ao destacar que o requerente não precisa se deslocar até a UFMG nem nomear procurador, despachantes ou advogados para fazer a inscrição. A documentação deverá ser toda enviada exclusivamente por Sedex. “Esta medida também torna o custo do processo ao interessado mais barato pois evita o absenteísmo ao trabalho, custos com procuradores ou despachantes e gastos extras com passagens aéreas, às vezes de regiões longínquas país”, salientou. 

De acordo com o edital, a critério da Comissão Permanente de Revalidação de Diploma que julgue necessária a aplicação de provas e exames, existe a possibilidade das provas serem aplicadas simultaneamente em outras regiões do país, após consulta aos inscritos, facilitando e barateando o deslocamento dos candidatos. “A UFMG manifesta o compromisso de envidar todos os esforços em emitir o parecer conclusivo em até seis meses da recepção da documentação”, concluiu Cabral. 

* Assessoria de Imprensa da UFMG; Netcina

Raul Lima negocia mudanças no exame de revalidação de diplomas médicos


A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional negocia com o Ministério da Educação mudanças no Exame Nacional de Revalidação de Diploma Médico (Revalida), criado em 2011.

O objetivo é facilitar o ingresso de médicos formados em outros países no mercado de trabalho brasileiro, em especial dos estados do Norte. O 2º vice-presidente da comissão, deputado Raul Lima (PSD-RR), lembra que, dos 600 candidatos avaliados no ano passado, apenas 15 passaram na prova.

"Há uma reclamação muito grande de que, na prova feita no Brasil, nem os médicos brasileiros conseguiriam passar”, afirma o deputado, explicando que os profissionais avaliados pelo Revalida reclamam que há questões complexas – muitas delas para médicos especializados. “Essa queixa foi levada ao MEC e estamos procurando amenizar as arestas."

Levantamento

Os deputados da Comissão iniciaram em 2011 um levantamento das universidades de países vizinhos que oferecem ensino de qualidade. Segundo Raul Lima, há ainda muito preconceito por falta de informação.

"É muito fácil ficar em Brasília e criticar a educação em outro país”, argumenta o parlamentar, lembrando que integrantes da comissão estiveram em faculdades de países vizinhos, estudando os currículos e comparando os cursos com os ofereciudos em universidades brasileiras. “Aí você descobre, sim, que existem faculdades que não merecem o registro, mas outras até excedem os pré-requisitos exigidos pelo governo brasileiro".

Custos menores

Segundo Raul Lima, 15 mil brasileiros estudam Medicina na Bolívia, sendo que boa parte vem da região Amazônica. Cada aluno gasta, em média, R$ 500 por mês para estudar e se manter no país vizinho. No Brasil, segundo o deputado, o custo para se formar em Medicina chega a R$ 5 mil mensais.

Vinícius Rocha

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Presidente da SBCM diz que,"Médicos formados fora do Brasil não podem ter privilégios"




A imprensa vem divulgando com frequência a possibilidade de autoridades abrirem uma lacuna legal para a revalidação automática de diplomas de médicos brasileiros formados no exterior. É fato que até agora ninguém veio a público sustentar essa hipótese. Entretanto, como onde há fumaça, costuma haver fogo, considero importante fazer uma reflexão sobre o tema e convidá-lo a participar também dessa polêmica.

Há alguns anos a Sociedade Brasileira de Clínica Médica vem denunciando a precariedade do ensino médico. Mesmo assim, dia após dia ocorre autorização desenfreada de abertura de novos cursos sem condições adequadas de funcionamento. Outras entidades, como a Associação Médica Brasileira, a Federação Nacional dos Médicos, o Conselho Federal de Medicina e os Conselhos Regionais de Medicina, também vêm se posicionando para mostrar que o médico mal formado representa risco à comunidade.

Os protestos têm fundamento. Em 2011, avaliação do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo com estudantes do sexto ano atestou que quase 50% deles não sabe interpretar radiografia ou fazer diagnóstico após receber informações dos pacientes. Cerca de metade administraria tratamento impreciso para infecção na garganta, meningite e sífilis. O baixo percentual de acertos em campos essenciais da Medicina, como Saúde Pública (49% de acertos), Obstetrícia (54,1%), Clínica Médica (56,5%) e Pediatria (59,3%) é alarmante. Aliás, os índices de reprovação desde que a avaliação foi criada, em 2007, confirmam que muitos novos médicos não estão preparados para exercer a profissão, representando risco à saúde e à vida dos cidadãos.

Daí, um raciocínio lógico: para ir contra a formação médica deficiente no Brasil, é mister não se calar diante de acenos de facilidades à revalidação de diplomas obtidos em escolas do exterior, cuja qualidade é questionável e os currículos quase sempre incompatíveis com os do nosso país.

Compreendemos que tanto brasileiros quanto estrangeiros formados no exterior precisam passar por exame de revalidação do diploma para exercer a medicina no Brasil. Lamentavelmente faz anos que essa proposta ocupa a pauta política, em particular, no caso de médicos graduados pela ELAM - Escola Latinoamericana de Medicina, Cuba.

Mais uma vez destacamos que somos contrários à revalidação automática de diplomas de todos os médicos formados no exterior, sejam originários de Cuba, dos Estados Unidos, da Inglaterra, ou de quaisquer outros países. Isso vale igualmente para os brasileiros.

Com o intuito de preservar os cidadãos brasileiros de riscos importantes à saúde e à vida, exigimos que o processo de validação dos diplomas tenha critérios transparentes e embasamento científico. Hoje, o sistema denominado "Revalida" atende a tais premissas. Portanto, tem de ser defendido e permanentemente aperfeiçoado por comissão formada especialmente para esse fim, com a participação efetiva da academia, das entidades médicas e de outros segmentos da sociedade.

Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

*Divulgação/SBCM; disponível em Correio de Corumbá

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Beber água durante provas ajuda a melhorar notas


Um dos autores do estudo, Chris Pawson, da Universidade de East London, disse que consumir água pode ter um benefício psicológico sobre o raciocínio, além de aliviar a ansiedade.



Londres - Estudantes que bebem água durante exames aumentam suas chances de conquistar notas mais altas, segundo um estudo feito na Grã-Bretanha.

A pesquisa, realizada pelas universidades londrinas de East London e Westminster com 447 estudantes, constatou um desempenho em média 5% melhor nos estudantes que beberam água em comparação com os que não ingeriram líquido.

Um dos autores do estudo, Chris Pawson, da Universidade de East London, disse que consumir água pode ter um benefício psicológico sobre o raciocínio, além de aliviar a ansiedade.

"São necessários outros estudos para determinar com mais precisão as causas disso, mas é evidente que os estudantes devem se esforçar para estarem hidratados durante as provas" disse ele.

Os resultados da pesquisa podem ter implicações em políticas adotadas sobre a acessibilidade da água durante os exames, dizem os pesquisadores.

CRM do Amazonas é favorável à manutenção do exame 'Revalida'

Possibilidade de dispensa do exame de validação de diplomas está sendo discutida no Governo Federal



A possibilidade de mudanças no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida), que vem sendo estudada pelo Governo Federal, foi mais uma vez tema de debate no Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM), às 15h30 desta terça-feira (17). O CRM se pronunciou contra a validação imediata no Brasil de diplomas de Medicina expedido pela Universidade Latino-América de Ciências Médicas de Cuba (Elam)

De acordo com o presidente do órgão, Jéfferson Jezini, a medida está fora de cogitação por colocar em risco a saúde da população. Na grade curricular da Elam não constam matérias essenciais no Brasil, como Urgência, Obstetrícia e Cirurgia.

"Trata-se de estudantes brasileiros e estrangeiros formados pela escola de Cuba, cujo currículo não é o mesmo que o currículo das escolas médicas do nosso país. É um curso  básico de atendimento à saúde, portanto, no máximo, esses estudantes seriam técnicos lá. Estamos querendo que seja mantido todas as normas do Ministério da Educação e da Saúde e que seja respeitado nosso mister", apontou Jezini.

Além de não formar médicos capacitados para atuar no Brasil, o presidente afirma que em um dos relatórios feitos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em visita a Elam, aponta que a as vagas para o curso privilegiam integrantes de partidos políticos e não atendem amplamente a sociedade.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), na prova do Revalida em 2011, dos 667 inscritos, apenas 65 médicos foram aprovados para exercer a profissão no Brasil. Para a senadora Vanessa Grazziotin, para suprir a falta de médicos no interior das capitais é preciso achar alternativas melhores.

"Não sou a favor da queda do Revalida, mas o que estamos enfrentando vai além disso. Os médicos brasileiros não querem atuar nos interiores, assim só nos resta chamar profissionais estrangeiros. No caso da Elam, relatórios apontam que o ensino de lá é excelente.  Sabemos que a situação desses municípios não são as melhores. Acho que os próprios profissionais devem nos ajudar a achar uma solução melhor para avaliar esses estrangeiros", explicou a senadora.

Jezini aponta como solução a criação de políticas de fixação para os médicos do interior, além de melhores salários e condições de vida. "Nós defendemos sim que venham pra cá, mas que atualizem a grade, façam estágio pra completar o treinamento que tiveram,  em seguida façam prova e assim registrem o curso", concluiu.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Bolívia reconhece multas indevidas aos estudantes brasileiros




"Em hipótese alguma é permitido multar alunos brasileiros que cursam Medicina na Bolívia e que ainda não dispõem de visto de estudante ou residência temporária”, informou o ministro de Educação Superior daquele país, Roberto Aguilar Gómez, em resposta a uma intervenção feita pela deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), via Embaixada da Bolívia no Brasil. O ministro enviou um expediente à deputada, na tarde da terça-feira (10/04), e tratará do assunto pessoalmente com autoridades migratórias bolivianas em encontro previsto para este mês ainda. Ele aceitou discutir a dilatação do prazo para a emissão do documento, proposta pela deputada acreana.

Para a deputada, presidenta da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, a decisão de alguns servidores da Imigração Boliviana de condicionar a rematrícula dos alunos ao pagamento das multas é irregular e fere os acordos internacionais assinados pelos dois países.  Cerca de 12 mil jovens brasileiros - a maioria acreanos - que estudam em Santa Cruz de La Sierra e Cobija enfrentam o mesmo problema.  

“É preciso barrar as cobranças, afinal, há uma autorização legal aos brasileiros residentes nas fronteiras para o exercício de trabalho e frequência a estabelecimentos de ensino público e privado. Não sei o que está motivando a ilegalidade, mas é necessário que, rapidamente, o acordo seja estabelecido. Do lado de cá, nós respeitamos a lei”, disse a deputada.

Perpétua Almeida pediu explicações das autoridades bolivianas após ser procurada por vários estudantes. Os alunos relatam que, somente na Universidade Abierta Privada Latino-Americana (Upal), em Cochabamba, são obrigados a pagar valores que chegam a R$ 1,4 milhão pelo visto estudantil, e, segundo afirmam, jamais foram alertados sobre essa exigência.

*Rondonotícias

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não Recomendo!

Olá leitores! Esse é um post pessoal, vou tentar mostrar pra vocês o que houve esses dias comigo.



Dia 07 de abril de 2012. A Globo passou em sua sessão de filmes de sábado a noite, a Supercine, o filme 'Jean Charles'. Pra quem não lembra, o filme conta a história do brasileiro que foi morto por engano na Inglaterra. Baseado em uma história real, marca a 1ª co-produção Brasil e Inglaterra. Acompanhe a sinopse:

"Jean Charles (Selton Mello) é um eletricista mineiro, que vive em Londres onde tem uma extensa rede de amigos e conhecidos. Ele consegue levar sua prima Vivian (Vanessa Giácomo) para morar com ele, junto com Alex (Luís Miranda) e Patrícia (Patricia Miranda). Como tantos brasileiros que moram fora do país, Jean se vira para fazer dinheiro e ajuda muitas pessoas também, como acontece ao introduzir sua prima no mercado de trabalho ilegal. Infelizmente, alheio aos atentados que ocorriam na região, ele estava na hora errada e no lugar errado quando foi confundido com um terrorista no metrô londrino e acabou morto em julho de 2005, mudando para sempre a vida das pessoas que o cercavam." Por Adoro Cinema

PROBLEMA 1: Filme envolve histórias de brasileiros no exterior;
PROBLEMA 2: Meu pai assistiu o filme.

Mesmo sendo uma situação que eu acho difícil de acontecer comigo na Bolívia (ser confundido com um terrorista), meu pai ficou encucado com isso. Minha criação foi bem simples, tive muita atenção. Meus pais não estão preparados para me ver crescer. E acho que eles acreditam que eu não conseguirei me virar sozinho, mesmo já estando morando em outra cidade, afastado deles, há um ano. Cabeça de pai e mãe é assim mesmo, eu compreendo isso.

Nos meus planejamentos mesmo, eu já tinha três planos: o A, que era cursar medicina na Bolívia, ou o B, que era fazer cursinho aqui, e ir tentando os vestibulares por esse ano. Caso eu não passasse, viria o plano C: retornar para o curso de Psicologia em 2013. O plano C é o que mais me incomoda.

RESULTADO: Plano B em prática. Hoje visitei o cursinho Médico's, aqui em Feira de Santana. Um curso bom, ótima estrutura, mas a mensalidade é bem salgada: 700 reais. Espero que eu seja aprovado no primeiro vestibular que eu faça, 700 reais era o que eu gastava pra me manter fazendo Psicologia, e está próximo do que eu gastaria para fazer Medicina na Bolívia. O curso é exclusivo para quem quer fazer vestibular de Medicina, tem acompanhamento psicológico, aulas durante todo o dia (das 07:20 às 17:30) e aos sábados. Espero vencer o meu déficit em Química e Física. Amanhã vou assistir uma aula experimental, e na quarta também. Caso eu goste, segunda devo ir fazer a matrícula.

Eu sabia que correria esse risco. Quem quer estudar no exterior tem mais gente contra você do que à seu favor aqui no país. Todos os dias somos bombardeados gratuitamente com o mais idiota dos preconceitos. Muita gente fala sem propriedade, sem saber do que se trata. Mas só em se informar, ter esse desejo de entender o que acontece, já se sinta um privilegiado. Essa sabedoria é para poucos.

Não sei se estarei perdendo tempo (e dinheiro!) no cursinho. Passar no Brasil é ótimo, mas eu estava tão empolgado com a oportunidade do intercâmbio. Posso ser sincero que não ia somente pelo fato de cursar medicina, mas também por conhecer outra cultura, outra língua, estudar em uma universidade de qualidade, moderna, viver com um bom poder aquisitivo devido aos preços mais em conta por lá...

Enquanto eu escrevia este post, minha mãe deitou ao meu lado e me pediu pra ler o que eu estava escrevendo. Eu li. E ela me deu maiores detalhes do dia em que meu pai assistiu este filme. Ela me disse que ele ficou em pânico este dia, quase não dormiu. Me imaginou no lugar do Jean. E isso deu lugar a mil e uma suposições na cabeça dele. A principal delas: se algum dia, ele não tivesse o dinheiro suficiente para mandar para mim lá na Bolívia, e alguém chegasse e me oferecesse drogas para passar à outra pessoa (como um 'aviãozinho') em troca de dinheiro, e a polícia me pegasse, e agora? Ela enfaticamente o respondeu: Ele não tem mais 10 anos.

Cabeça de pai e mãe é fogo, meu caro! Na Bolívia tem drogas? Tem. E no Brasil? Tem também. Droga tem em todo o mundo, assim como amizades ruins. Mas quem tem juízo, quem tem foco, só se mistura com o bem, com o que há de bom. Eu me considero um bom rapaz, tenho a cabeça no lugar, mas para meus pais não deixo de ser o filho indefeso jogado ao mundo-cão. Mas tudo vai dar certo. Não é o pensamento positivo o segredo do universo?

É isso galera, vou estudar, ter foco, e cursar. Agora são apenas 2 planos: Estudar e passar por aqui neste ano. Ou ir cursar na Bolívia, ano que vem. Caso isso aconteça, serei um refugiado do vestibular com muito orgulho!

Entidades e faculdades de Medicina de SP declaram apoio ao Revalida




Lideradas pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, diversas entidades do ramo assinaram carta divulgada nesta segunda-feira, 16, declarando apoio ao Revalida, exame de validação do diploma de médicos formados fora do País. A prova é considerada um obstáculo à entrada de profissionais de baixa qualidade no Brasil.

Sindicatos, associações e instituições de ensino assinam o documento, que deixa claro o posicionamento contrário das entidades em relação "à possível alteração das regras de revalidação de diplomas de médicos formados no exterior, em discussão entre a Casa Civil da Presidência da República e os Ministérios da Saúde e Educação". No início do mês de abril, o Estado divulgou a intenção do governo de flexibilizar as regras para aprovar médicos formados no exterior, que inclui o Revalida.

As entidades defendem a manutenção da prova, aplicada desde 2010 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), argumentando que a legislação nacional exige que os diplomas emitidos no exterior sejam revalidados e que só pode exercer a carreira de médico o profissional que for formado de acordo com as exigências da graduação de Medicina no país.

Na carta, os órgão alertam para as consequências da flexibilização dos diplomas, que "colocará em risco a saúde da população assistida e não irá solucionar o problema da falta de médicos em algumas regiões e em determinados serviços públicos de saúde no Brasil".

"Ao insistir na revalidação automática de diplomas, o Governo Federal demonstra o descaso com a solução para as atuais desigualdades na concentração de médicos no país que, insistimos, tem como base a instituição da carreira de Estado para os médicos do SUS (Sistema Único de Saúde) e seu adequado financiamento", finaliza o documento.

Além do CRM-SP, firmaram a carta a Associação Paulista de Medicina, a Academia de Medicina de São Paulo, os Sindicatos dos Médicos de São Paulo, Campinas, Santos e Sorocaba e as faculdades de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), de Marília, da Unicamp, do ABC, de São José do Rio Preto, de Ribeirão Preto, de Catanduva, de Botucatu e da Santa Casa. 

domingo, 15 de abril de 2012

O estresse constante pode fazer adoecer

O mesmo hormônio que ajuda a combater doenças pode deixar o corpo doente. Saiba como isso ocorre



O estresse crônico e as doenças estão interligados. É de conhecimento geral que o estresse psicológico aumenta o risco de doenças do coração, gripe e resfriado, e até mesmo de alergias.

Mas como uma coisa leva à outra? Uma nova pesquisa sugere que o hormônio cortisol desempenha um papel fundamental. Liberado em quantidades maiores em momentos de estresse, esse hormônio fornece ao corpo uma invasão súbita de energia. Ele também ajuda a suprimir a resposta imunológica do organismo a infecções como a gripe, mantendo reações a inflamações como a tosse, os espirros e a febre sob controle.

Porém, quando os níveis de cortisol permanecem elevados, o corpo pode se tornar menos sensível a eles, da mesma forma que níveis elevados de insulina podem levar a resistência à insulina e consequentemente ao diabetes.

Cientistas da Universidade Carnegie Mellon decidiram testar essa ideia. Numa experiência, 276 adultos saudáveis foram expostos a vírus de resfriados. Em seguida, foram colocados em quarentena e monitorados durante cinco dias.

Os indivíduos que tinham passado por experiências estressantes recentemente estiveram mais propensos a mostrar resistência ao cortisol. Eles também ficaram mais propensos a desenvolver resfriados, de acordo com um estudo publicado no periódico Atas da Academia Nacional de Ciência.

Numa segunda fase da pesquisa, os pesquisadores descobriram que os participantes mais resistentes ao cortisol também produziram mais citocinas, componentes do sistema imunológico que promovem a inflamação e aumentam a gravidade dos sintomas.

"Como a inflamação desempenha um papel importante no aparecimento e na progressão de uma ampla gama de doenças", diz o estudo, esse processo "pode ter grandes implicações para a compreensão do papel do estresse".

Conclusão: o estresse crônico pode aumentar o risco de doenças por estimular a resistência ao cortisol.

* Por Anahad O'Connor, The New York Times; Disponível no IG

sábado, 14 de abril de 2012

Trabalhadores noturnos correm maior risco de ter diabetes




Pessoas que têm padrões de sono irregulares e não dormem tempo suficiente estão no grupo de maior risco de desenvolver síndrome metabólica e diabetes, de acordo com pesquisadores do Brigham and Women Hospital, nos Estados Unidos. Na pesquisa publicada no site da BBC, os profissionais da área sugerem que a perturbação do sono leva a um pior controle da glicose e do metabolismo que, ao longo do tempo, aumentam o risco de obesidade e diabetes.

Para o trabalho foram examinados 21 voluntários saudáveis durante um período de seis semanas. Os participantes foram incentivados a dormir menos e em camas variadas, padrões de sono semelhantes aos vividos por trabalhos de turnos.

Os pesquisadores controlaram quantas horas de sono cada participante tinha, bem como quando eles dormiam e outros fatores, como atividade e dieta. Os voluntários começaram com a obtenção de sono ideal (cerca de 10 horas por noite). Após três semanas eles começaram a apresentar 5,6 horas de sono por período de 24 horas e com o sono ocorrendo em todos os momentos do dia e da noite, simulando o calendário de rotação dos trabalhadores de turnos.

Os resultados mostraram que, durante este período, houve muitos dias em que os participantes estavam tentando dormir em horários incomuns dentro do ciclo circadiano interno do corpo, responsável por regular o sono e outros processos dentro do organismo. O estudo terminou com os participantes passando por nove noites de sono de recuperação no horário habitual.

Os pesquisadores viram que a restrição prolongada do sono com interrupções no ritmo circadiano reduziu a taxa metabólica de repouso. Além disso, durante este período, as concentrações de glicose no sangue aumentaram após as refeições em função da baixa secreção de insulina pelo pâncreas.

Segundo os autores, uma diminuição da taxa metabólica de repouso pode se traduzir em um ganho de peso anual. Maior concentração de glicose e baixa secreção de insulina poderiam levar a um risco maior de desenvolver diabetes.

De acordo com os pesquisadores, as descobertas atuais confirmam essa relação. "Como os trabalhadores noturnos muitas vezes têm dificuldade em dormir durante o dia eles podem enfrentar tanto interrupção do ritmo circadiano à noite e sono insuficiente durante o dia. Sabemos que dormir o suficiente é importante para a saúde e que o sono deve ser reservado ao período da noite para ter melhor efeito", conclui Buxton, um dos profissionais responsáveis pelo estudo.

*Terra

sexta-feira, 13 de abril de 2012

OFICIAL: Senadores querem facilitar reconhecimento de diplomas de universidades estrangeiras

Notícia oficial do Portal do Senado Federal

O Brasil precisa solucionar o problema de seus “exilados acadêmicos”, disse nesta quinta-feira (12) o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), durante audiência pública sobre o Projeto de Lei do Senado (PLS) 399/11, que trata da revalidação de diplomas emitidos por instituições estrangeiras de ensino superior. Ao anunciar seu voto favorável à proposta, o senador sugeriu que se beneficiem não apenas futuros estudantes, mas também os que já fizeram cursos no exterior.

- Trata-se de uma questão de direitos humanos. Dezenas de milhares de jovens são hoje praticamente exilados acadêmicos, pois podem entrar no país, mas não no consultório ou no escritório de engenharia. No momento em que o Brasil enfrenta escassez de profissionais, desperdiçamos os que têm diploma estrangeiro. Não podemos carimbar todos os diplomas, mas não podemos rasgar todos – afirmou Cristovam durante a audiência conjunta das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Educação, Cultura e Esporte (CE).

De autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que presidiu a reunião, o projeto estabelece que “os diplomas de cursos de graduação, mestrado ou doutorado de reconhecida excelência acadêmica, expedidos por instituições de educação superior estrangeiras, poderão ter revalidação ou reconhecimento automático”. Caberá ao Poder Público, prossegue o texto, divulgar periodicamente a lista de cursos reconhecidos.

Ao apresentar a proposta, Requião lembrou que a Universidade Federal do Paraná, pela qual se formou advogado, não aceitou contratar para professor um “extraordinário jurista uruguaio” porque ele não tinha diploma reconhecido no Brasil.

O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Amaro Henrique Pessoa Lins, considerou oportuno o debate sobre o tema, no momento em que existe falta de profissionais em diversos ramos da economia brasileira. Ele disse que o ministério está disposto a “ouvir todos que participam do tema”, no processo de formulação de uma nova política sobre revalidação de diplomas.

Mais de 20 mil brasileiros que fizeram curso no exterior “não têm seus direitos respeitados”, segundo informou na reunião o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior, Vicente Celestino de França. Em sua opinião, existe atualmente um “bloqueio” à revalidação de diplomas nas universidades brasileiras, às quais cabe a tarefa de reconhecer os documentos emitidos por instituições de outros países.

- Falam que são diplomas de má qualidade. Não queremos revalidação sem qualidade – disse Celestino.

Ao apresentar a posição das universidades federais, a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal de Goiás, Divina das Dores de Paula Cardoso, observou que mais da metade dos títulos que chegam de outros países não podem ser reconhecidos, o que gera, como admitiu, uma “situação extremamente grave para o estudante, para a instituição que não pode reconhecer o diploma e para o Brasil”.

- Tomando por base minha instituição, a grande maioria dos diplomas que chegam para ser reconhecidos provém não de grandes instituições de excelência mundial, mas de instituições totalmente desconhecidas – afirmou Divina.

Durante o debate, a senadora Ana Amélia (PP-RS) pediu cautela no debate do tema. Ela recordou que existem aproximadamente 25 mil estudantes brasileiros de medicina na Bolívia. Mas ressaltou a necessidade de verificação de seus conhecimentos quando retornarem ao país. Por sua vez, a senadora Ângela Portela (PT-RR) defendeu o projeto de Requião e observou que “cursos de qualidade precária não são primazia de universidades estrangeiras”.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) questionou se as universidades brasileiras contam com estrutura suficiente para analisar todos os pedidos de revalidação de diplomas. O senador Blairo Maggi (PR-MT) alertou que, se o Brasil pretende participar de um Mercosul unido, deve preocupar-se com os estudantes brasileiros que fazem cursos em países vizinhos.

Proveniente do mesmo estado, o senador Pedro Taques (PDT-MT) observou que o tema “é palpitante” no Mato Grosso, uma vez que muitos jovens daquele estado vão estudar no Paraguai e na Bolívia.

- Esses estudantes querem ser tratados sem preconceitos. Temos um preconceito cultural contra os latino-americanos, os tratamos como piores do que nós – afirmou.

Para o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), a falta de revalidação de diplomas “beira o absurdo”. Ele citou o caso da falta e médicos no interior do Brasil, apesar da existência de médicos formados em outros países que não podem exercer a profissão. Por sua vez, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) recordou que estudantes brasileiros formados pela melhor faculdade europeia de hotelaria, na Áustria, a partir de convênio firmado quando ela era ministra do Turismo, não conseguem revalidar seus diplomas. Ao final da audiência, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) previu que, por meio da aprovação do projeto, o país “haverá de encontrar a solução que a sociedade espera”.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Estudar Medicina na Rússia: é possível!


Por que a Rússia?

Rússia, o maior país do mundo, fica localizada na parte leste da Europa e norte da Ásia. Impressionantemente linda e receptiva, a Rússia é um estado multinacional: tirando os russos, há pessoas de 100 diferentes nacionalidades que podem considerar o país seu próprio lar. A língua oficial é o russo, e, ás vezes, as pessoas jovens podem falar em inglês, alemão ou francês perfeitamente. Isso significa que você nunca terá dificuldades para achar alguém com quem conversar.

A Rússia é um país com longos séculos de história e uma rica cultura. A cultura russa tem introduzido vários cientistas famosos, escritores, compositores, artistas e músicos: Alexander Pushkin, Peter Chaikovsky, Kazemir Malevitch, etc. Os atletas são muito conhecidos mundialmente: Maria Sharapova, Anna Kurnikova, Evgeniy Pluschenko, Marat Safin, Pavel Bure e muitos outros. A cidade russa Sochi foi escolhida para sediar os jogos olímpicos de inverno em 2014.

É um país onde você não apenas terá uma educação de altíssimo nível, mas também aproveitará seus anos de estudo. Pode visitar o Lago Baikal, caminhar pela Praça Vermelha, aproveitar a vista da Catedral da Igreja Ortodoxa, um excitante passeio no Anel Dourado da Rússia – isso é só uma parte das oportunidades que os convidados têm à disposição. Esse país impressiona e encanta. Se você visitar uma vez, verá que a Rússia é um país que você deve visitar e entender.

E além de tudo, o governo russo subsidia gastos dos estudantes estrangeiros para promover difusão de conhecimentos e cultura entre os povos. Nada melhor do que aliar estudo de alto nível com um custo baixo e um diploma estrangeiro. Isso e muito mais, a Rússia pode te oferecer.

A Educação Russa


A qualidade da educação na Federação Russa é um legado dos tempos socialistas, com tradições sérias e profundas. O país tem um dos sistemas educacionais mais sólidos e acessíveis do mundo, sendo referência em diversas áreas do conhecimento, especialmente na área de ciências naturais e exatas. 

Segundo o último censo de 2002, cerca de 15,94% da população tem educação universitária completa, o que equivale 22 milhões e 700 mil russos. 49% da população tem educação técnica, o que equivale a 70 milhões e 200 mil habitantes. Esses índices são bem maiores quando comparados ao Brasil e demonstra o elevado nível educacional do povo russo. 

Atualmente, existem mais de 1300 instituições de ensino superior. Desse total, a grande maioria ainda são as universidades estatais, ou seja, as públicas. Assim como no Brasil, essas instituições, sejam federais, estaduais ou municipais, são consideradas as melhores do país. E são algumas dessas universidades que a Aliança Russa de Ensino Superior representa oficialmente na América Latina.

Talvez uma das principais heranças deixadas pelo período socialista na Rússia é a boa qualidade do ensino. Fato que se comprova pela grande procura de pessoas do mundo inteiro por cursos de graduação e pós–graduação em suas instituições.  Não é raro na Rússia se encontrar universidades com alunos vindos de mais de 80 países. Dentro das Universidades Russas, os grupos de estrangeiros que mais se destacam são os Chineses, Indianos e países da África.

Os graduandos das instituições de alto nível da Rússia têm tradicionalmente ficado nas mais altas posições em rankings mundiais, comprovando que a educação russa tem estado entre as melhores do mundo todo. Os equipamentos das universidades são do mais alto nível tecnológico e os métodos de ensino são constantemente atualizados e melhorados.

Já saíram dos bancos universitários da Rússia alguns dos maiores nomes da literatura, engenharia, Direito, entre outros segmentos acadêmicos. A qualidade do ensino nas terras de Stalin já criou inúmeros prêmios Nobel.

Como ingressar?


A Aliança Russa realiza entrevistas à candidatos, que já concluíram o ensino médio, interessados em cursar Medicina na Universidade Médica Estatal de Kursk, considerada uma das melhores do mundo e integrante do Espaço Europeu de Educação Superior.

Os alunos passarão três meses pela Faculdade Preparatória, onde terão aulas de física, química e biologia, todas ministradas em inglês. O idioma também faz parte da grade.

Devido à política de incentivo a alunos estrangeiros adotada pelo governo russo é cobrado, por pessoa, o valor de aproximadamente R$ 7 mil por ano, em despesas entre curso e moradia. O curso de Medicina tem duração de seis anos e o aluno tem direito a seguro médico, tutoria acadêmica e moradia universitária.

Os candidatos interessados em estudar na Rússia passam por um processo seletivo avaliado pela universidade e administrado pela Aliança Russa. NÃO É VESTIBULAR! O processo inclui reunião com os pais, análise de histórico escolar e currículo.

Maiores informações acesse o portal da Aliança Russa.

Anencefalia: quanto tempo é possível sobreviver sem cérebro?

A anencefalia é caracterizada por uma má formação do feto, que não desenvolve o cérebro e o cerebelo


O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir nesta quarta-feira se as mulheres podem interromper a gestação de fetos anencéfalos. A anomalia ocorre quando o embrião não desenvolve o cérebro e o cerebelo. Alguns especialistas defendem que o direito dessas crianças à vida deve ser respeitado, enquanto outros alertam para os riscos e traumas de uma gestação desse tipo. Mas afinal, é possível que um bebê que nasce sem cérebro sobreviva por muito tempo?

Segundo o médico docente em genética na Universidade de São Paulo (USP) e especialista em medicina fetal, Thomaz Rafael Gollop, a sobrevida sem a estrutura cerebral é, na maioria dos casos, de poucas horas. "A anencefalia é um defeito congênito, que atinge o embrião por volta da quarta semana de desenvolvimento, ou seja, numa fase muito precoce. Em função dessa anomalia, ocorre um erro no fechamento do tubo neural, sem o desenvolvimento do cérebro", diz. Para Gollop, a chance de sobrevida por um período prolongado é "absolutamente inviável".

Cinquenta por cento das mortes em casos de anencefalia são provocadas ainda na vida intrauterina. Dos que nascem com vida, 99% morrem logo após o parto e o restante pode sobreviver por dias, ou poucos meses. "Os que sobrevivem, conseguem fazer o movimento involuntário de engolir, respirar e manter os batimentos cardíacos, já que essas funções são controladas pelo tronco cerebral, a região que não é atingida pela anomalia. Alguns não precisam do auxílio de aparelhos e chegam até a serem levados para casa, mas vivem em estado vegetativo, sem a parte da consciência, que é de responsabilidade do cérebro", afirma o professor de bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Roberto Goldim.

O especialista em bioética defende que é um equívoco afirmar que os bebês anencéfalos são "natimortos cerebrais". Ele diz que o Conselho Federal de Medicina revogou uma resolução em 2010 que tratava os casos de anencéfalos como morte encefálica, já que eles apresentam uma "viabilidade vital". "O mais importante é desmistificar a visão de que a anencefalia é incompatível com a vida extrauterina. Temos um caso em Porto Alegre, no Hospital de Clínicas da UFRGS, de paciente que viveu quatro meses. Enquanto para algumas mães é um sofrimento levar adiante uma gestação que vai resultar em morte, para outras é importante permitir o curso natural até a morte", diz ao defender o direito de escolha nesses casos.

Já os casos de bebês que apresentam uma sobrevida maior - de até 2 anos - os especialistas concordam que não podem ser considerados anencefalia. Thomaz Gollop cita como exemplo a menina Marcela de Jesus Galante Ferreira, que sobreviveu 1 ano e 8 meses após ser diagnosticada como anencéfala. Para o geneticista, esse é um caso extremamente raro de uma anomalia chamada merocrania - quando há resquícios do cérebro revestido por uma membrana que protege contra infecções e prolonga a expectativa de vida. "Mesmo assim, todos os casos também culminam na morte".

Brasil é o quarto País com maior incidência de casos

A incidência é de aproximadamente um em cada mil nascimentos no Brasil. "Isso corresponde a cerca de 3 mil casos por ano", afirma Gollop. Segundo ele, o País é o quarto do mundo com o maior número de casos de anencefalia. Em primeiro lugar está o País de Gales. "Não sabemos por que da incidência maior nesses países, já que apresentam características tão diferentes", afirma.

A ciência ainda não sabe explicar exatamente as causas da anencefalia. Gollop explica que ela é uma condição multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais, sazonais e geográficos. O médico disse ainda que há formas de prevenir pelo menos metade das ocorrências a partir da ingestão de ácido fólico (um tipo de vitamina B) dois meses antes e no primeiro mês da gestação.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito a partir do terceiro mês de gestação por meio de uma ultrassonografia. Segundo Gollop, mesmo que a anomalia seja detectada precocemente, não há mecanismos que possam ser adotados para salvar o feto. Segundo ele, a partir do diagnóstico as mães que querem interromper a gravidez precisam recorrer a uma decisão judicial, que normalmente leva em torno de 15 dias. Se os ministros do STF decidiram pela regulamentação da interrupção da gravidez nesses casos, Gollop destaca que as mães que desejarem manter a gestação terão seu direito assegurado. "Muitas mães preferem seguir com a gestação e isso também precisa ser respeitado", afirma.

Os especialistas afirmam que esse tipo de gestação apresenta alguns riscos. Como a criança não tem reflexos para engolir o líquido amniótico, ele fica retido no útero, que pode não contrair na hora do parto, provocando hemorragias. Outros problemas mais comuns em gestações de risco podem ocorrer, como desenvolvimento de hipertensão e deslocamento da placenta.

*Angela Chagas, do Terra

terça-feira, 10 de abril de 2012

Cinco alunos são suspeitos de fraudar entrada em universidade no RJ


Alunos são suspeitos de usar matrícula de estudantes que desistiram da vaga. Unirio abriu inquérito para investigar se houve compra de vagas.

Cinco alunos de medicina da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a Unirio, foram afastados do curso sob suspeita de fraude.

A sindicância criada por ordem da reitoria da Unirio já começou a ouvir os funcionários da escola de medicina e cirurgia, principalmente os encarregados do departamento de matrículas.

Nesta terça-feira (10) serão ouvidos os cinco alunos suspeitos de fraudar a entrada na universidade, uma das mais tradicionais do Brasil e que está completando cem anos.
A direção da escola descobriu a irregularidade ao fazer a atualização de matrículas canceladas, ou seja, alunos que foram aprovados e desistiram de cursar medicina na Unirio.

Em fevereiro eram 15 cancelamentos. Em março, o número passou para 10, o que chamou a atenção. Numa checagem geral no sistema, a direção encontrou cinco nomes de alunos que estavam frequentando as aulas, mas não tinham passado no Enem. Eles usavam as matrículas de estudantes que desistiram das vagas.

Uma aluna estava na posição número 2.217 da lista de espera. Os cinco já foram afastados das salas de aula do primeiro período de medicina. Entre os alunos que estudaram muito para passar num concurso onde a disputa chega a 60 candidatos por vaga, a fraude é motivo de indignação.

"A gente que estudou tanto para entrar numa universidade pública, se sente bem humilhado”, diz o aluno Guilherme Augusto Jorge.

A reitoria da Unirio encaminhou um ofício à Polícia Federal pedindo a abertura de inquérito para investigar se houve compra de vagas. “A gente está apurando para ver como é que isso aconteceu, pode ser de fora, ou ser dentro da universidade. Eu sinceramente como servidor vou ficar chocado se perceber que foi de dentro”, fala o reitor da Unirio, Luiz Pedro Jutuca.

Cremepe tenta barrar médicos de fora do País


O Conselho de Medicina anunciou que vai à Justiça para impedir programa de atração de profissionais



O Conselho Regional de Medicina (Cremepe) anunciou que tentará impedir, com ação na Justiça, o Provalida, programa de revalidação de diploma médico de profissionais formados no exterior, lançado há 11 dias pelo governo do Estado e que será aplicado pela universidade estadual (UPE). Em nota oficial publicada domingo nos jornais, o Cremepe diz que o "projeto não garante padrão mínimo de conhecimento na língua nacional nem compatibilidade de grade curricular com os formados no Brasil".

A UPE não vê razão para a crítica, uma vez que o modelo adotado segue as regras do Revalida dos Ministérios da Educação e Saúde, inclusive exigindo dos estrangeiros proficiência em português e carga horária equivalente à das faculdades brasileiras. "Era bom que lessem o edital antes", argumenta o vice-reitor, médico Rivaldo Albuquerque, que espera convencer as entidades médicas. As inscrições para o Provalida começam no próximo dia 30 e a previsão é que todo o processo de avaliação dure cinco meses, com análise documental e três provas (objetiva, discursiva e de habilidades). O edital está disponível em no site da UPE.

Segundo a presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão, o receio é que sejam revalidados diplomas de médicos sem condições mínimas de atuação no mercado. "Na Venezuela, Hugo Chávez (o presidente) saiu formando muita gente de uma vez só e, na Bolívia, é um grande negócio", criticou. Desconhecendo as semelhanças entre o Provalida e o Revalida enfatizadas pela UPE, Helena afirma que só aprova o processo dos Ministérios da Educação e da Saúde (Revalida), que tem aval das entidades médicas nacionais e é realizado pelas universidades federais. No ano passado, o Cremepe registrou seis médicos estrangeiros e 36 brasileiros que se formaram no exterior. "Negamos a concessão do registro nos casos em que não houve prova para a validação", esclarece. Como o Provalida inclui um compromisso do médico de trabalhar no interior, Helena argumenta que essa não é a melhor forma para levar a assistência à população. "Precisa ser instituída a carreira médica."

O vice-reitor da UPE, Rivaldo Albuquerque, alega que o projeto "não tem a intenção de jogar no SUS profissionais despreparados, de segunda ou terceira categoria". Também não há, segundo ele, facilidades para o candidato.

CRMs pedem cautela na aceitação de diploma de médico estrangeiro


As entidades apontam que a mudança nos critérios atuais, para atrair mais médicos ao país, poderia colocar em risco a saúde da população e não solucionaria o problema da falta de médicos em algumas regiões.

Brasília – Os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) do país pedem que o governo mantenha o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida) como forma de avaliação para aceitar diplomas de medicina de outros países. As entidades apontam que a mudança nos critérios atuais, para atrair mais médicos ao país, poderia colocar em risco a saúde da população e não solucionaria o problema da falta de médicos em algumas regiões.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Globo, o governo está convencido de que faltam profissionais na área e estuda facilitar a validação de diplomas de quem se formou no exterior, em países como Cuba, Bolívia e Argentina.O Revalida é aplicado desde 2010 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Segundo os 27 CRMs, o exame é reconhecido pelo “uso de critérios uniformes, justos e transparentes na avaliação dos candidatos”.

Como o jornal O Globo apontou, prefeituras têm dificuldade para atrair médicos, mesmo oferecendo salários acima de R$ 20 mil por mês. Um programa do Ministério da Saúde que oferece bônus nas provas de residência médica a recém-formados que aceitem trabalhar um ano no interior ou em áreas de risco de grandes cidade também patina: as 7.193 vagas oferecidas por mais de mil prefeituras só despertaram interesse em 1.460 profissionais.

Veja a nota dos CRMs na íntegra:

Considerando a responsabilidade dos médicos de proteger a saúde da população brasileira, garantindo-lhe atendimento segundo critérios de qualidade, eficiência e ética, os 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), reunidos em Brasília, manifestam publicamente por unanimidade contra possível alteração das regras de revalidação de diplomas de médicos formados no exterior, que estaria em discussão entre a Casa Civil da Presidência da República e os Ministérios da Saúde e Educação, conforme notícias divulgadas pelos meios de comunicação.

Preocupados com o risco de morte e outras consequências do atendimento indevido impostos aos pacientes por conta da atuação de portadores de diplomas de Medicina, obtidos no Brasil e no exterior, que não contaram com a devida formação e preparo para o desafio diário da assistência, os 27 CRMs defendem e exigem:

• A manutenção do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida), aplicado desde 2010 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e reconhecido pelo uso de critérios uniformes, justos e transparentes na avaliação dos candidatos.

• A condução do processo de revalidação de diplomas estrangeiros em acordo com os critérios da graduação de Medicina no Brasil - mínimo de 7.200 horas, seis anos de curso com 35% da carga horária total correspondendo a estágio prático/internato, conforme previsto pelas Diretrizes Curriculares Nacionais de Graduação em Medicina – e com a exigência de exames que mensurem as competências e as habilidades mínimas para o exercício profissional.

• A obediência pelo Governo à Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que determina que todos os profissionais formados no exterior (brasileiros ou não) são obrigados a revalidar seus diplomas em escolas brasileiras de ensino superior para receber a autorização para trabalhar no país, e também ao Decreto Federal que regulamentou o papel dos Conselhos de Medicina, pelo qual se exige que o requerimento de inscrição no CRM seja acompanhado da prova de revalidação do diploma de formatura.

Os 27 CRMs entendem a revalidação dos diplomas estrangeiros sem observar estes critérios colocará em risco a saúde da população e não solucionará o problema da falta de médicos em algumas regiões e em determinados serviços públicos de saúde no Brasil. Para as entidades, solução para os problemas de acesso e de desigualdade na concentração de médicos no país passa pela instituição de políticas públicas que estimulem a fixação dos profissionais em zonas de difícil acesso e provimento, nos moldes de uma carreira específica dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) que abranja aspectos como oferta de programas de educação continuada, perspectivas de progressão funcional, remuneração compatível com a responsabilidade e o existência de rede física adequada. Este contexto, certamente, trará ganhos para a qualidade da Medicina exercida no país e para a sociedade em geral.

Conselho Federal de Medicina

*Agência O Globo; disponível em D24am

Quase metade da população está acima do peso no Brasil


Percentual passou de 42,7% em 2006 para 48,5% em 2011.
De acordo com o levantamento, 52,6% dos homens estão acima do peso.

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde revela que quase metade da população brasileira está acima do peso. De acordo com o estudo, o percentual passou de 42,7% em 2006, para 48,5% em 2011. No mesmo período, a proporção de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

“Existe uma tendência de aumento do peso e obesidade no país. Agora é a hora de virar o jogo para não chegarmos a países como os Estados Unidos, que tem mais de 20% de sua população obesa”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Ele citou acordos feitos no ano passado entre o governo e a indústria de alimentos e escolas para a redução de sal e gordura na comida. O ministro defendeu ainda a criação de "espaços de saúde", com máquinas para exercícios em áreas públicas.

Os números são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. O levantamento, divulgado anualmente pelo ministério desde 2006, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física. Em 2011 foram entrevistadas 54.144 pessoas de janeiro a dezembro.

O levantamento revela que o sobrepeso é maior entre a população masculina. Mais da metade dos homens – 52,6% – está acima do peso ideal, enquanto 44,7% das mulheres apresentam sobrepeso. A pesquisa do Ministério da Saúde mostra ainda que o excesso de peso entre homens começa na juventude. Entre os que têm entre 18 e 24 anos, 29,4% já estão acima do peso. Na faixa etária entre 25 e 34, 55% da população masculina apresenta excesso de peso. A porcentagem sobre para 63% na faixa etária entre 34 e 25 anos.

Já entre mulheres jovens (entre 18 e 24 anos), 25,4% apresentam sobrepeso. A proporção aumenta para 39,9% na faixa etária entre 25 e 34 anos, e mais que dobra entre brasileiras de 45 a 54 anos (55,9).

“Uma parte dessa tendência do aumento de peso que é que temos mais pessoas entre 18 e 24 anos com excesso de peso e obesidade. Agir sobre as crianças e adolescentes é fundamental para prevenir uma população obesa”, afirmou o ministro.

Alimentação

Segundo Padilha, Um dos fatores do aumento do excesso de peso e da obesidade no Brasil é o consumo de alimentos gordurosos. A pesquisa do Ministério da Saúde revela que 34,6% dos brasileiros comem em excesso carnes com gordura e mais da metade da população (56,9%) bebe leite integral regularmente.

Além disso, 29,8% dos brasileiros consumem refrigerantes pelo menos cinco vezes por semana. Por outro lado, apenas 20,2% ingerem a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de cinco ou mais porções por dia de frutas e hortaliças.

“Alimentar-se bem é o primeiro passo para ter uma qualidade de vida saudável. Temos que ter maior oferta de produtos industrializados saudáveis. No tocante aos supermercados, o objetivo é colocar produtos saudáveis mais visíveis, como o leite desnatado”, afirmou Padilha.

A pesquisa revela que as mulheres comem mais frutas e hortaliças, enquanto os homens comem mais carne com excesso de gordura. Quem tem mais de 12 anos de escolaridade tende consumir mais frutas e hortaliças, de acordo com o levantamento.

Apesar de "comer pior", os homens se exercitam mais do que as mulheres. Segundo a pesquisa, 39,6% dos homens fazem exercícios com regularidade. Entre as mulheres, a frequência é de 22,4%. O percentual de homens sedentários no Brasil passou de 16% em 2009 para 14,1% em 2011.

De acordo com o Ministério da Saúde, o sedentarismo aumenta com a idade. Entre homens entre 18 e 24 anos, 60,1% praticam exercícios. Esse percentual reduz para menos da metade aos 65 anos (27,5%). Entre mulheres de 25 a 45 anos, 24,6% se exercitam regularmente. A proporção é de apenas 18,9% entre mulheres com mais de 65 anos.

Capitais

Segundo o Ministério da Saúde, Porto Alegre é a capital que possui a maior quantidade de pessoas com excesso de peso (55,4%), seguida por Fortaleza (53,7) e Maceió (53,1). Na outra ponta da lista, com a menor proporção de pessoas com sobrepeso, estão São Luís (39,8%), Palmas (40,3%), Teresina (44,5%) e Aracaju (44,5%).

São Paulo apresenta 47,9% de pessoas com excesso de peso. A proporção no Rio de Janeiro é de 49,6%, e no Distrito Federal é de 49,1%.

Já a capital com mais obesos é Macapá (21,4%), seguida por Porto Alegre (19,6%), Natal (18,5%) e Fortaleza (18,4%). As capitais com menor quantidade de obesos são: Palmas (12,5%), Teresina (12,8) e São Luís (12,9%).

Em São Paulo, a proporção de obesos é de 15,5%, no Rio de Janeiro é percentual é de 16,5% e no Distrito Federal os obesos representam 15% da população.

Pontos positivos

Se, por um lado, o avanço da obesidade preocupa, por outro, a queda do tabagismo é vista como um ponto positivo pelo Ministério. No mesmo levantamento, a taxa de fumantes ficou em 14,8% – é a primeira vez que o número cai para menos de 15%. O número de fumantes pesados – que fumam mais de 20 cigarros por dia – também caiu e está em 4,3%.

O governo também comemorou o crescimento do número de exames de mamografia feitos por mulheres com entre 50 e 69 anos de 2007 até agora.

“Na minha avaliação, tanto a questão do tabagismo quanto da mamografia mostram que o povo brasileiro adere sim às medidas de acesso à saúde”, apontou Padilha.

*G1

segunda-feira, 9 de abril de 2012

'Bom Dia Brasil' faz reportagem sobre a facilitação na revalidação

Governo quer facilitar entrada de médicos formados no exterior para trabalhar no Brasil
A ideia é corrigir a falta de profissionais no interior do país, nas periferias e nos programas de assistência básica. Para o governo, a carência precisa ser solucionada o quanto antes. E medidas estão sendo analisadas.


A importação de médicos


Em conversa informal com jornalistas nos intervalos da reunião de cúpula dos Brics, em Nova Délhi, a presidente Dilma Rousseff anunciou que o governo alterará as regras de homologação de diplomas de médicos formados no exterior, com o objetivo de aumentar a oferta de profissionais no mercado e reduzir a disparidade da qualidade dos serviços de saúde entre os Estados. Pelas regras em vigor, a homologação dos diplomas é feita por meio de um exame nacional. Composto por provas objetivas, discursivas e práticas, ele exige conhecimentos básicos. Antes, a homologação era feita de forma independente por universidades públicas e cada uma utilizava critérios próprios. 

"Tem de ampliar o número de médicos. Temos um dos menores números de médicos per capita (1,6/1.000 habitantes). A população reclama de falta de médico e de atendimento. O que ela quer é um médico na hora em que precisa e que tenha pronto atendimento", disse Dilma. Segundo ela, as novas regras estão sendo examinadas pelo Ministério da Saúde e pela Casa Civil e o governo ainda não decidiu se elas serão introduzidas por meio de decreto presidencial ou por outro instrumento legal. 

As associações médicas criticaram a iniciativa e anunciaram que tentarão barrar, nos tribunais, a proposta do governo para facilitar a entrada de médicos estrangeiros no País. Segundo os conselhos profissionais, a maioria dos médicos estrangeiros que querem trabalhar no Brasil carece de preparo, por ter estudado em faculdades de medicina de segunda linha em países como Bolívia, Peru, Argentina, Colômbia, Equador e Cuba. Dos 677 profissionais que se submeteram às provas teóricas e práticas exigidas para revalidação de diploma, em 2011, 88% foram reprovados. Em 2010, de 628 candidatos foram aprovados 2. 

"A contratação de um médico despreparado melhora as estatísticas, mas não melhora a saúde da população", diz o presidente da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão. "Desde o descobrimento do Brasil não temos políticas de longo prazo. Abrir a porteira para aumentar o número de médicos de uma hora para outra é uma aposta de política de curto prazo. E é uma aposta errada, porque importar médicos não resolve o problema", afirma o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Miranda. 

Assim como o CFM, os 27 conselhos regionais de medicina também alegam que, se faltam médicos nas regiões mais pobres, o problema se deve à remuneração insuficiente. "Precisamos de uma carreira de Estado, como a de promotor de Justiça, juiz e militar. O mercado de trabalho na área de saúde pública é ruim. Onde o mercado não conseguiu colocar o médico, o Estado tem que entrar e prover", diz Aloísio Miranda. "Estudos mostram que não há falta de profissionais, mas uma distribuição desigual. Vamos oferecer um profissional mal preparado só porque a população vive em áreas afastadas?", afirma o presidente do CFM, Roberto D'Ávila. 

Os números dão razão às entidades médicas. Segundo o levantamento Demografia Médica no Brasil, divulgado pelo CFM em 2011, o Brasil tem 371.788 médicos - o equivalente a 19,2% dos médicos das três Américas. O País está atrás apenas da China (1,9 milhão), EUA (793 mil), Índia (640 mil) e Rússia (614 mil). O Estado de São Paulo tem 106.536 profissionais, seguido pelo Rio de Janeiro, com 57.175, e Minas Gerais, com 38.680. Já Roraima tem apenas 596 médicos; o Amapá, 643; e o Acre, 755. Segundo os conselhos e as associações médicas, isso se deve ao fato de que os médicos se estabelecem onde a remuneração é alta e nas cidades onde fizeram residência. Por ter maior número de serviços de saúde, hospitais de ponta, clínicas especializadas e laboratórios com equipamentos de última geração, essas cidades oferecem mais oportunidades profissionais e melhores condições de trabalho.

Em vez de impor novas regras de forma unilateral, para facilitar a entrada de médicos estrangeiros no Brasil, o governo deve criar mecanismos que viabilizem o exercício da medicina nas regiões mais pobres do País.

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