04 de Abril de 2012
Entidades médicas entregarão aos Ministérios da Saúde e da Educação um manifesto contra a revalidação automática de diplomas de Medicina obtidos em países estrangeiros. A intenção do governo de flexibilizar as regras para aprovar médicos formados no exterior foi divulgada ontem (03/04) pelo Estado.
'Essas preocupações não são apenas de brasileiros, mas da comunidade médica internacional', disse o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D'Avila. 'Em qualquer país sério, um médico estrangeiro, antes de trabalhar, tem de passar por uma avaliação.'
Batizado de Declaração de Florianópolis, o texto foi aprovado por representantes de 17 países que participaram, na semana passada, de um encontro e deve ser usado como argumento diante da decisão do governo de afrouxar as regras para facilitar a entrada, no País, de médicos formados em faculdades no exterior.
Entre as medidas avaliadas está a dispensa do exame de validação de diplomas, o Revalida, considerado obstáculo à entrada de profissionais de baixa qualidade no País. Na última edição, a taxa de aprovação ficou abaixo de 12%.
Uma das estratégias seria oferecer uma espécie de residência médica no serviço público e, após dois anos, dispensar o formando do exame. Alguns defende o fim da prova.
'A dispensa de um exame como este acaba abrindo uma perigosa brecha para a entrada de médicos de capacitação duvidosa para o País', afirma o médico Desiré Callegari, também integrante do CFM.


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