Conheci a história de medicina na Bolívia através da internet mesmo. Existem alguns blogs a respeito, com muita informação boa. E no velho Orkut, comunidades relacionadas me ajudaram muito também. Me informei, me empolguei. Ingressar sem o vestibular era lindo. Isso não garantiria que eu chegaria ao fim. Pois mesmo não havendo vestibular, sei que há uma seleção natural. Muitos entram, mas poucos terminam. E muitos poucos ainda conseguem revalidar. Sim, ainda teria a revalidação. Argh, e agora?
Li, li, li... NUNCA LI TANTO SOBRE ALGO! E ainda leio, diariamente. É uma curiosidade que não acaba. Hoje posso afirmar que sou quase um mestre nisso! Rsrsrs; Coloquei na ponta do lápis e percebi que os gastos lá seriam quase os mesmos que eu estava tendo em Santo Antônio. Oras. Mas é MEDICINA! Falei com minha mãe. E adivinha? Ela não concordou. Nem de longe. Mas isso não me impediu de continuar lendo, pesquisando, fazendo contatos.
Fui levando Psicologia, mas agora tinha um novo propósito: a medicina. Me inscrevi para o velho vestibular da UEFS, 12 vagas para cotista. Tirei as férias de janeiro de 2012 para estudar. Em casa mesmo. Prometi pra mim que se eu ficasse ao menos entre os 100, eu entraria em um cursinho e tentaria os próximos vestibulares por todo o Brasil. Caso contrário, a Bolívia que me aguarde!
Concorrência do vestibular: 118 pra uma vaga. Minha colocação: 183. Nem minha redação foi corrigida, eles só corrigem até uma certa colocação... E ela estava tão bem feita. Como sempre, meus terrores foram: física e química. Tive uma péssima base disso no colégio, afirmo claramente que sei menos que o mínimo disso. Fica difícil pra mim aprender isso a essa altura do campeonato. Nas outras disciplinas acertei perto (algumas vezes igual ou mais) do último colocado. Mas física e química nunca foi meu forte. Ah, eu tinha feito o Enem de novo também. O máximo que consegui foi 33º, de 6 vagas. Não foi tão ruim, eu sei. Espero que você tenha concordado comigo, rsrsrs.
Em uma conversa com uma tia minha, ela foi franca comigo: "Lipe, se você fizer cursinho você vai perder tempo. Um ano de cursinho que você faz, já é um ano de trabalho que você perde lá na frente.". Realmente, vivemos em uma corrida contra o tempo. E sempre tive o anseio de me formar jovem. E a oportunidade de fazer um intercâmbio dentro do orçamento, aprender uma nova língua, conviver com uma cultura nova, a experiência toda deve ser incrível! Amadureci a ideia, chamei até um amigo para ir comigo. Ele também ama a medicina, e queria ir pra Bolívia anos atrás, mas não tinha companhia. E a gente veio se apoiando, se fortalecendo. Tomara que tudo dê certo. Mas e meus pais, como convencer?

Nenhum comentário:
Postar um comentário