sexta-feira, 4 de maio de 2012

Audiência pública discute em Manaus a revalidação automática dos diplomas médicos

Audiência será na CMM, onde médicos, acadêmicos de Medicina, representantes do Simeam e CRM/AM apresentaram um abaixo-assinado contra o Projeto de Lei de autoria da senadora Vanessa Grazziotin 



Na próxima sexta-feira (11), a Câmara Municipal de Manaus (CMM) realizará uma audiência pública que vai discutir a revalidação automática dos diplomas médicos.

O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) com o apoio dos Diretórios Acadêmicos das Faculdades de Medicina e do Conselho Regional de Medicina (CRM/AM) iniciou a campanha em Manaus contra a revalidação automática dos diplomas, proposto pelo projeto de lei nº015/2012, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B).

De acordo com o presidente do Simeam, Mario Vianna, um abaixo assinado, contra o projeto, que visa alterar as regras de validação do diploma de médicos estrangeiros no Brasil será apresentado durante audiência.

“Vamos mostrar que os estudantes de medicina, os médicos, outros profissionais da saúde e a sociedade são contra esta afronta que visa privilegiar uma pequena parcela de estudantes”, disse.

Em resposta aos argumentos de que há deficiência de profissionais médicos Mario Vianna afirma que é necessária uma redistribuição geográfica dos médicos, com uma carreira de estado, através de concurso público, com piso nacional digno e retorno programado para que o profissional possa se qualificar.

Comitiva cubana conhecerá Atenção Básica da Bahia



Como parte da cooperação técnica entre Bahia e Cuba, uma comitiva cubana visitará, nesta sexta-feira (4), o município de Barra, no oeste baiano, onde os componentes conhecerão o funcionamento da Atenção Básica do estado. A vice-ministra de saúde de Cuba, Márcia Cobas, irá até duas unidades de Saúde da Família para verificar como se desenvolve o trabalho em um dos municípios em que todos os profissionais com nível superior são contratados através da Fundação Estatal Saúde da Família.

Além da visita às unidades, será feita uma reunião de trabalho da cooperação técnica e um encontro para a discussão da Atenção Básica com os gestores dos nove municípios que compõem a microrregião de Ibotirama. O diretor da Atenção Básica da Secretaria da Saúde do Estado, Ricardo Heinzelmann, explica que este é um desdobramento de uma visita que uma comitiva brasileira fez a Cuba em abril deste ano.

O encontro visa ainda levantar discussões sobre a revalidação de diploma de brasileiros que cursaram medicina em Cuba e também a atuação desses profissionais como apoiadores para a qualificação do modelo da Atenção Básica na Bahia.

A cooperação internacional, que na Sesab é intermediada pela Coordenação de Projetos Especiais, engloba ações voltadas a inovações tecnológicas em saúde, formação e qualificação de recursos humanos, na área de atenção básica e epidemiologia, intercâmbio de experiências em práticas de atenção básica, dentre outros.

A comitiva cubana é composta também pela diretora de Cooperação em Bio Tecnologia do Ministério da Saúde de Cuba, Tereza Matel e pela diretora de Cooperação Internacional, Yiliam Jimeniz. Participarão ainda das atividades o Diretor Geral da Fundação Estatal Saúde da Família, Carlos Alberto Trindade, a diretora da Escola Estadual de Saúde Pública da SESAB, Marcele Paim, o subsecretário de gestão do trabalho do Ministério da Saúde, Fernando Menezes, e Alexandro Dias, assessor do Ministério da Saúde.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Uma vacina contra o câncer de mama

Avança a promessa de um modelo que trata a doença em seu estágio inicial e evita sua reincidência


Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicaram os resultados de um estudo com uma vacina que combate tumores mamários não invasivos. Depois de administrar a droga a 27 mulheres e, mais tarde, submetê-las a uma cirurgia na mama, eles notaram que o mal havia regredido para valer. Ao acompanhar as pacientes por quatro anos, os médicos também verificaram que em 85% dos casos a doença não havia voltado. "É uma forma inovadora e interessante de tratamento, mas temos de aguardar análises mais abrangentes. A imunoterapia é linda na teoria, só que ainda não funciona tão bem na prática", opina a oncologista Solange Sanches, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo.

Um estímulo às próprias defesas
Como se chega à vacina terapêutica e de que forma ela age nas mamas

1. O recrutamento
Células especiais do sistema imune são retiradas da paciente e instigadas, em laboratório, a reconhecer tecidos tomados pelo câncer. Elas são reinjetadas na região da axila da mulher.

2. O contra-ataque
Uma vez introduzidas no organismo, essas células deduram as áreas acometidas pelo tumor mamário. Aí, são convocadas outras unidades do sistema de defesa, que passam a destruir as células cancerosas.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Revista VEJA: Governo quer desfigurar o Revalida. Melhor seria ampliá-lo


Governo tem plano para flexibilizar exame que avalia médicos formados fora do Brasil. Saiba por que isso é uma ameaça à saúde pública



As principais entidades ligadas à área da medicina no Brasil assinaram, em abril, uma carta favorável à manutenção do Revalida, prova aplicada pelo governo para autorizar os médicos formados no exterior a atuarem no Brasil. Assinaram o documento entidades como o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a Associação Paulista de Medicina (APM) e diversas faculdades de medicina, entre elas USP e a Unicamp. A carta foi escrita depois que correntes dentro do Governo Federal, a pedido da presidente Dilma Rousseff, começaram a trabalhar veladamente para flexibilizar a exigência da prova, com a intenção de facilitar a entrada desses profissionais e aumentar o número de médicos no país.

Uma das propostas que está sendo analisada pelos Ministérios da Saúde e da Educação é dispensar o candidato de fazer o exame, desde que ele cumpra dois anos de trabalho no SUS. A ideia, boa em princípio, é uma temeridade. Com a declarada intenção de ajudar regiões com poucos médicos, na prática ela acabaria colocando profissionais sem treinamento adequado para atender a população mais carente. As entidades médicas encaram, com razão, a possibilidade como uma ameaça à saúde pública. "Isso é colocar o povo em risco, deixá-lo sujeito à tragédia do erro médico. Somos favoráveis ao Revalida como é feito hoje", diz Florisval Meinão, presidente da APM.

Antes do Revalida, as provas para revalidação de diploma podiam ser realizadas por qualquer universidade pública, o que causava grandes problemas. Além do fato de algumas faculdades ficarem anos sem fazer as provas, cada instituição adotava critérios diferentes, levando a exames com graus de dificuldade díspares. Desde 2010, o governo unificou todo o processo. Uma única prova é feita anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e aplicada em 37 universidades públicas.

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