sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Desrespeito: comentário no Facebook denigre estudantes brasileiros na Bolívia

Eu sempre acompanho discussões no Facebook sobre Medicina, Medicina na Bolívia e outros países, etc. De vez em quanto pintam tópicos assim nessas páginas de Medicina. Realmente, alguns comentários são extremamente violentos e desrespeitosos com os estudantes brasileiros de medicina na Bolívia. É bastante injusto, até. Aqui trouxe hoje um comentário que vi já há algum tempo, em uma discussão sobre a revalidação de diplomas, em uma dessas páginas. Vejam:


E olha que esse é apenas um dos comentários... Não entendo qual o prazer que uma pessoa sente em inferiorizar um semelhante por um motivo que não lhe diz respeito. Lamentável.

sábado, 18 de agosto de 2012

Medicina: ministro defende novas vagas onde haja demanda do SUS


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância de abertura de vagas nos cursos de medicina em regiões com maior demanda do Sistema Único de Saúde (SUS). Desta forma, segundo ele, será possível aumentar o número de médicos e promover uma melhor distribuição desses profissionais no País. O ministro se pronunciou nesta sexta-feira durante inauguração da Faculdade Santa Marcelina (Fasm), na zona leste da capital paulista.



"Fechamos uma parceria com o Ministério da Educação desde o ano passado. A abertura de vagas em cursos de medicina agora leva em conta a demanda do SUS. Nossa prioridade é abrir vagas nas instituições federais ou nas particulares, desde que com qualidade. Sobretudo em regiões que não têm vagas de medicina. A zona leste de São Paulo é um exemplo disso", afirmou o ministro. Segundo ele, a maioria das novas vagas em medicina foi para as regiões norte e nordeste.

Padilha informou que atualmente o País conta com 1,83 médico para cada mil habitantes. Dentre os países com sistemas universais de saúde, o Brasil é o de menor percentual de médicos. A taxa é menos da metade da de países como Cuba (6), Espanha (3,96) e Portugal (3,87).

Quando a comparação é feita entre os Estados, a situação é ainda mais crítica. Enquanto Brasília tem 4 médicos para cada mil habitantes, no Maranhão a proporção é 0,6 por mil. Em São Paulo, a taxa é 1,9 médico por mil habitantes.

O ministro destacou o financiamento dos estudos de alunos de medicina como mais um instrumento no combate à desigualdade na distribuição de médicos no Brasil. "Criamos uma regra, junto com o Ministério da Educação, na qual, se o estudante que tiver Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e for atuar onde o SUS precisa dele, além do salário, ele vai ter descontada a sua dívida", explicou.

A primeira turma de medicina da Fasm é formada por 55 alunos, dos quais cinco têm bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). O curso será integrado ao hospital de mesmo nome, que já mantém 42 programas de residência médica. O Hospital Santa Marcelina é o único de alta complexidade da zona leste de São Paulo, com 87% dos atendimentos do SUS.

De acordo com Pedro Félix Vital, gestor do curso de medicina da Fasm, a formação de profissionais permitirá a ampliação da assistência médica na região. Além disso, acredita que, futuramente, poderão ingressar no curso estudantes que sejam moradores da zona leste, o que facilitaria o aumento do número de médicos na região.

*Terra

Médicos poderão ser proibidos de receber benefícios da indústria da saúde


BRASÍLIA (Agência Senado) -  Médicos e sociedades médicas poderão ficar proibidos de receber benefícios da indústria e comércio de produtos para a saúde. É o que propõe projeto de lei apresentado pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE).

A intenção da senadora com o projeto de lei do senado (PLS 225/2012) é preservar a autonomia profissional do médico ao prescrever ou indicar medicamentos ou tratamentos. Para isso, a proposta modifica a lei dos Conselhos de Medicina (Lei 3.268/1957) para exigir que o Código de Ética Médica ou Código de Deontologia Médica contenham dispositivos que impeçam os profissionais de receberem quaisquer tipos de pagamentos, incentivos ou benefícios dos setores da indústria e comércio de produtos para a saúde.

Maria do Carmo explicou, ao justificar a proposta, que a iniciativa do projeto deveu-se ao “retrocesso” do posicionamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) quanto à relação entre médicos e indústria de produtos médico-farmacêuticos. A senadora ressaltou que foi instigada a apresentar o projeto de lei a partir de artigo da presidente da Academia Sergipana de Medicina e professora de Ética Médica (Universidade Federal de Sergipe), Deborah Pimentel, que relata essa relação, denominada por ela de “promíscua”.

O texto Conselho Federal de Medicina se rende à indústria, informou a senadora, aponta as sucessivas decisões do CFM no que se refere ao assunto. Para a doutora Deborah Pimentel, o maior avanço aconteceu em 2010 ao ser inserido no novo Código de Ética Médica proibição de que médicos recebam brindes, viagens, inscrições em congressos, livros, equipamentos, bem como a montagem de consultórios.

No entanto, ressaltou a senadora, o artigo da professora informa que, em fevereiro de 2012, acordo entre o CFM e associações médicas permitiu que indústrias financiem viagens de médicos a congressos, o que inclui inscrição, transporte, refeição e hospedagem.

Ainda que o acordo determine que a seleção dos convidados deva ser feita por critérios objetivos e não pela quantidade de prescrição dos produtos pelo profissional, a senadora considera um “retrocesso” tal permissão.

O referido acordo, explica ainda a presidente da Academia Sergipana de Medicina, manteve a proibição de distribuição de brindes mais baratos, como canetas e blocos, mas permitiu o oferecimento aos médicos de presentes no valor de até R$ 200,00.

Outro retrocesso, na avaliação da senadora, foi a mudança na resolução que estabelece as regras de publicidade médica para retirar a proibição de venda de selos de aprovação em produtos. Essa é uma prática adotada por algumas sociedades, explicou Maria do Carmo, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que aprova cerca de 35 produtos, entre eles, margarinas, grelhas elétricas, sanduíches e sucos. A sociedade Brasileira de Pediatria, informa, já decidiu não renovar os selos que aprovam sabonetes bactericidas e calçados.

“A especialista em ética médica considera o acordo do CFM como uma rendição vergonhosa ao poder econômico, apresentando como fato inquestionável e provado que a relação estabelecida entre a indústria e os profissionais compromete a autonomia dos médicos na escolha de medicamentos, órteses, próteses e outros produtos para seus pacientes” - disse a senadora Maria do Carmo.

O projeto aguarda designação do relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativa.

Gabriel Neves: Revalidação de diploma de médicos


É um assunto sério a revalidação de médicos formados no exterior, especialmente para os que desejam exercer a sua profissão em nosso país. 

Esse assunto é totalmente desconhecido na maior parte da nossa sociedade, que só se manifesta quando atendidas por esses profissionais. 

O governo federal faz uma enorme pressão junto às universidades que executam o processo de revalidação (federais e algumas estaduais), no sentido de facilitarem a entrada no Brasil, de médicos formados no exterior, alegando que há falta de médicos no país. 

Interessante, que o Mercosul que prega a quebra de restrições comerciais nos países do programa, no caso de revalidação dos médicos, não abre exceção e os exames são realizados. 

O Brasil possui hoje, 196 escolas médicas, e o governo federal pretende criar mais 2.500 vagas até as próximas eleições presidenciais em 2014, sendo que a UFMT já abocanhou 100 destas vagas para implantar nos campi de Sinop (60) e Rondonópolis (40), certamente atendendo a interesses paroquiais, principalmente nesse ano em que haverá eleições municipais. 

Há saturação de médicos no mercado de trabalho, má distribuição geográfica dos mesmos por falta de políticas públicas, e o governo faz um forte apelo no sentido de conceder habilitação aos médicos formados no exterior, especialmente se forem cubanos encaminhados pelo mesmo para a Escuela Latino-Americana de Medicina de Cuba (ELAM). 

“O Ministério da Educação (MEC), e o Ministério da Saúde (MS) já aplicam em caráter facultativo de adesão por parte das Escolas Médicas, a Prova de Revalidação de Diploma desde 2010, processo denominado REVALIDA (Portaria Interministerial MEC/MS nº865/2009), processo este que encontra apoio total do Conselhos Regionais e Federal de Medicina.”

O Revalida exige dos candidatos comprovação documental dos cursos realizados e resultados positivos em provas teóricas, práticas, cognitivas e deontológicas.

Pessoas nascidas no exterior também devem comprovar proficiência no idioma português.

Em fazendo assim, os índices de aprovação foram baixíssimos em 2010 (1%) e 2011 (12%), período em que foram aplicados o Revalida. 

Nas duas edições do Revalida, dos 1.184 que se inscreveram na prova, 67 foram aprovados. Os graduados brasileiros com diplomas expedidos no exterior têm prevalecido entre os aprovados.

“A UFMT vem na contramão das demais universidades brasileiras e é reconhecida como uma das que buscam desfazer os obstáculos aos formandos de outras nações." 

Enquanto no país, o índice de aprovação varia de 1 a 12%, a nossa Faculdade de Medicina da UFMT conseguiu o absurdo de aprovação média de 31% dos candidatos inscritos nos últimos 3 anos (2009, 2010 e 2011), chegando em 2011, num total de 637 inscritos, a aprovar 46% (isto é 294) de médicos formados no exterior (brasileiros e estrangeiros) nos últimos 3 anos. 

Está claro que o processo de revalidação da Faculdade de Medicina da UFMT, está superado.

Mesmo assim, a nossa faculdade nega-se a aderir ao REVALIDA.

A nossa Faculdade Federal de Medicina, já deveria ter implantado a Prova de Habilidades e Simulação Clínica, pelo menos, além de Análise Comparativa Curricular e da Prova Escrita. 

O melhor seria realizar a Prova Prática com os aprovados na Prova Escrita e assim permitir, em tese, a aprovação de canditatos mais aptos ao exercício profissional.

Muitas das escolas médicas no exterior apresentam falhas gritantes na formação de seus alunos, como tem sido amplamente divulgado pelo Conselho Federal de Medicina. 

“O Diretor atual da Faculdade de Medicina revela que sofre pressões de conselhos e sindicato da categoria médica, seja via telefônica, e-mail, ou pessoalmente, pelo número de diplomas revalidados pela instituição.” 

A fama da nossa universidade, é que revalidamos médicos, para ganhar dinheiro.

Não há mais tempo a perder.

Ou a nossa conceituada Faculdade de Medicina passa a participar do REVALIDA, ou mesmo avance em seu processo de revalidação ou perdemos a nossa credibilidade no mundo acadêmico.

Autor: Gabriel Novis Neves

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