domingo, 21 de outubro de 2012

Novidade: agora é DRLUISFELIPE.COM

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www.drluisfelipe.com

Pensando em continuar levando informação para todos, da melhor forma possível, achei que diminuindo o domínio do blog traria maior praticidade.Espero que gostem!


VÍDEO: Globo Universidade: Estudar na Bolívia

Globo Universidade viaja até a Bolívia para conhecer brasileiros que estudam no país


Se considerar a qualidade do vídeo ruim, você pode acompanhar pelo site do programa, onde há uma seção especial sobre a Bolívia.

Estudante de Batatais cursa medicina em Cuba


Fernanda Mara ganha bolsa e divide um quarto com alunos da Guatemala, Bolívia, Venezuela e Honduras

A estudante Fernanda Mara da Silva, 27 anos, precisou embarcar para Cuba para realizar o sonho de cursar Medicina.

Sem condições financeiras de pagar o curso no Brasil, ela deixou a faculdade de Pedagogia na USP (Universidade de São Paulo) depois que ganhou a bolsa do governo cubano em 2008.

Na época, foram oferecidas 100 bolsas de estudos para pessoas que passaram por processos seletivos em movimentos sociais ou foram indicadas por partidos políticos.

"Eu estava no movimento estudantil e fiz uma entrevista no Consulado de Cuba em São Paulo e em cinco dias deram a resposta e cinco dias depois eu estava em Havana", diz ela.

Antes da entrevista, enfrentou as aulas de espanhol em um cursinho de quatro meses e quando chegou em território cubano também fez um curso intensivo para dominar a língua. Atualmente, além do espanhol ela também fala inglês porque a língua é obrigatória para quem faz Medicina no país.

Para ela, a maior dificuldade é enfrentar as várias culturas que se misturam na Universidade de Cuba. As bolsas de estudo são oferecidas para países da América Latina, África e Ásia. "No meu quarto tem pessoas da Guatemala, Bolívia, Brasil, Venezuela e Honduras".

No começo, confessa Fernanda, ela teve vontade de voltar para o Brasil porque tudo era desconhecido e era difícil não dominar a língua e enfrentar os hábitos de vida diferentes, mas hoje o país já é sua segunda casa. Ela termina o curso em 2014 e pretende voltar para o Brasil.

"Quero voltar para o país e minha expectativa é aplicar no meu país o que eu estou aprendendo aqui".

Ela diz que sabe que o diploma cubano não é reconhecido no Brasil. "Quero trabalhar com saúde da família. A área não é valorizada, mas sei que falta este profissional no país".

Candidatos

Nos dois primeiros anos de Medicina em Cuba o aluno tem a teoria nas salas de aula complementadas pelas visitas aos postos de saúde e a partir do terceiro enfrenta a rotina dos hospitais. "É uma medicina social e desde o primeiro ano temos o contato com a prática. Eles dão valor na medicina preventiva", diz Fernanda Mara da Silva, universitária.

A partir do terceiro ano, os alunos têm contato com a atenção secundária e terciária e a rotina em hospitais é diária.

"Tem pessoas que acham que a medicina em Cuba é só prevenção e que não servimos para trabalhar em hospital, mas esta ideia é descontruída aqui porque temos uma excelente qualidade de ensino em todas as áreas".

Ela comenta que os alunos sabem que Cuba é um país subdesenvolvido e não tem tecnologia de ponta a oferecer, mas segundo Fernanda a prevenção faz com que o governo cubano economize recursos para casos mais graves de saúde.

"Mesmo assim, Cuba utiliza tecnologia de ponta em oftalmologia e também tem universidade de Ciências e Informática e anualmente 10 mil alunos que se formam nesta área." Ela acrescenta que a tecnologia, por enquanto, não faz falta em solo cubano. "Aqui não somos proibidos de acessar redes sociais, mas temos que dividir os computadores entre 4 mil alunos. Aqui temos que dividir melhor os recursos oferecidos".

Ela conta que no curso de Ciências Básicas estudou informática ao lado de índios da Bolívia que nunca tinham visto computador. "Foi o primeiro acesso deles, então não é apenas em Cuba que não tem tecnologia".

Diploma não vale

O médico Isac Jorge Filho, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) afirma que o diploma de medicina de Cuba não é válido no Brasil.

"Aceitamos diplomas de faculdades fiscalizadas pelo Ministério da Educação. Não fiscalizamos cursos de Cuba", afirma. Para ele, não tem o menor sentido uma pessoa que "foge" dos vestibulares e que se forma no exterior exercer a Medicina no Brasil. "É uma profissão muito séria", salienta.

Para ele, não há comprovação de que a medicina de Cuba é séria. "Sabemos que é certa na prevenção. Exceto isto é medicina primária e não tem nada de excepcional". Os médicos que se formam no exterior devem fazer uma prova de revalidação. "Faz a prova e se mostrar que tem conhecimentos pode exercer a profissão aqui", diz Jorge.

Profissionais buscam revalidação de diploma estrangeiro


Provas são avaliadas como justas, e candidatos aguardam convocação para segunda etapa

As histórias são muitas, e variadas. Gente que estudou fora, estrangeiros que se apaixonaram pelo Brasil e por brasileiros, brasileiros que se mudaram e agora querem voltar. Cada um dos cerca de 300 inscritos nas provas de Revalidação de Diploma Médico da UFMG, que aconteceram neste sábado e domingo, tem o seu motivo para buscar o objetivo de exercer a profissão no Brasil.

O candidato Iris Costa, nascido no Espírito Santo, tem o seu diploma outorgado no México, país onde mora e exerce a profissão há seis anos.  Agora pretende voltar ao Brasil, por questões pessoais.  Para Iris, as provas foram justas, capazes de avaliar o que o candidato vê no atendimento do dia-a-dia. “Essa é uma prova que busca o que é realmente necessário para um médico generalista”, afirmou.

Júnia Diel compartilha da visão de Iris de que as provas foram justas. “A presença de casos clínicos é ótima para avaliar nosso conhecimento”, explica a moradora de Curitiba, formada há quatro meses. Ela e o marido, que também fez as provas, têm o diploma de Medicina outorgado na Argentina. Júnia teve ainda atenção especial por ser lactante. Sofia, de dois meses, ficou sob os cuidados da avó, mãe de Júnia, em uma sala especial, na tarde de sábado. “De duas em duas horas alguém da equipe me chamava para amamentar”, conta. No sábado, Júnia ficou em confinamento com outros candidatos que, por motivos religiosos, iniciaram a prova após o pôr do sol. Ao todo, foram dez horas de confinamento e prova. “O cuidado da equipe comigo, minha mãe e minha filha foram fundamentais para minha tranquilidade na hora de fazer as provas”, elogia a candidata.

O presidente da Comissão Permanente de Revalidação de Diploma Médico da UFMG, professor André Cabral, explica que há todo um cuidado em propor questões que sejam bastante relevantes na prática médica, e ainda que todas elas sejam tecnicamente referenciadas de modo que a prova atenda aos critérios de fidedignidade, validade e relevância social.

Processos simplificados
Iris Costa e Junia Diel também  destacam processo de Revalidação de Diploma Médico da UFMG: a facilidade de acesso às informações e simplicidade no processo de inscrições. Enquanto ele elogia a praticidade do processo, que não envolve intermediários, Júnia pontuou que, mesmo com a Universidade em greve, conseguiu todas as informações e manteve contato próximo com a equipe da Pró-reitoria de Graduação (Prograd), que repassou todas as orientações necessárias para que pudesse realizar a prova, sendo lactante.

Carina Maldonado e Neiza Alejandra também apontaram essa facilidade de acesso como ponto positivo no processo da UFMG. Bolivianas, Carina e Neiza elogiaram o conteúdo das provas, dizendo que estavam justas, adequadas e dentro do esperado. Carina, porém, confessou um pouco de dificuldade em responder questões sobre Saúde Pública. “Os processos aqui são diferentes da Bolívia”, analisou.

Revalidação na UFMG e próximas etapas
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), podem realizar o processo de revalidação de diploma estrangeiro apenas universidades públicas que ofertem os referidos cursos. André Cabral lembra ainda que há mais de 50 anos a UFMG têm um processo legítimo e confiável de revalidação. Para diplomas de Medicina, são mais de 20 anos, sempre buscando aprimorar os processos de inscrição e seleção, exigindo que o candidato esteja realmente apto a exercer a profissão.

Para o candidato ser aprovado na primeira etapa, deve acertar mais de 60% das questões de cada especialidade: Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia e Saúde Coletiva. São, ao todo, 140 questões de múltipla escolha e cinco discursivas, sendo uma por especialidade.  “A Comissão vai entrar em contato com os candidatos aprovados nessa etapa para a realização das provas práticas, que avaliam as habilidades clínicas dos candidatos, também nas 5 especialidades”, explica o professor.

Dados da Revalidação de Diploma 2012 – 1ª etapa

Dos candidatos inscritos, cerca de 60% são brasileiros com formação no exterior.
284 inscritos
60% brasileiros com formação no exterior
Maioria dos inscritos residentes na região sudeste do Brasil
40% estrangeiros
Aproximadamente 40% dos diplomas tem a Bolívia como país de outorga
9 horas totais de prova
65 funcionários na equipe de apoio

Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
jornalismo@medicina.ufmg.br

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