sábado, 30 de junho de 2012

Médico defende exame que testa conhecimento de profissionais estrangeiros




O representante da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, destacou há pouco que o exame Revalida serve para avaliar se médicos formados em outros países, sejam brasileiros ou de outras nacionalidades, têm o preparo adequado para atender aos pacientes no País. "O Revalida não foi feito para punir médicos que estudaram em outros países, mas para garantir que tenham condições e conhecimento para exercer a profissão no Brasil", disse.

Florentino Cardoso manifestou sua preocupação com o fato de que algumas universidades federais e estaduais têm feito a certificação dos diplomas estrangeiros de forma alheia ao processo do Revalida, apenas atestando a equivalência curricular. "Isso tem garantido um índice de mais de 90% de aprovação dos médicos formados no exterior", criticou.

O debatedor participa de seminário promovido pelas comissões de Seguridade Social e Família, da Câmara; e de Assuntos Sociais, do Senado. O evento prosseguuiu no Auditório Freitas Nobre.

Professor critica validação automática de diploma estrangeiro de médicos


O professor Milton de Arruda Martins, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), criticou há pouco a revalidação automática de diplomas no Brasil de médicos formados em outros países, sem que passem por exames que atestem a capacidade de exercerem a profissão adequadamente. "O Brasil deve resistir à tentação de usar esse método para aumentar o número de médicos no País. Isso vai prejudicar a qualidade do atendimento", destacou.

O docente defendeu o exame Revalida, que passou a ser adotado no ano passado para que médicos que estudaram no exterior possam obter a revalidação do diploma universitário. "O Revalida é um processo que acontece nos moldes do que é feito nos países desenvolvidos do hemisfério norte. Os conhecimentos e habilidades exigidos são os mesmos exigidos nos cursos de medicina no Brasil. Primeiro, há uma prova de múltipla escolha; depois, prova prática", explicou.

De acordo com Milton Martins – que participa de seminário promovido pelas comissões de Seguridade Social e Família, da Câmara; e de Assuntos Sociais, do Senado – a maior parte das universidades e entidades médicas consideram o Revalida um processo adequado, embora precise de alguns ajustes.

Dados
O expositor divulgou que, dos 714 médicos inscritos no Revalida de 2011, 417 eram brasileiros que fizeram medicina no exterior, principalmente na Bolívia, em Cuba e na Argentina. O restante era de profissionais de outras nacionalidades.

Dos inscritos inicialmente no Revalida, 536 fizeram os testes de múltipla escolha, sendo que apenas 96 foram aprovados nessas provas eliminatórias. "Somente 75 compareceram à prova prática, que veio depois. Apenas 65 foram aprovados e poderão revalidar seus diplomas - o que equivale a 12,13% dos 536", comparou.

Para o professor, o Revalida 2011 confirmou que a formação médica da maioria dos candidatos não era adequada à formação exigida para os estudantes dos cursos de medicina brasileiros. "A prova foi adequada. Os candidatos é que tinham preparo insuficiente", declarou.

Cursos 
Milton Martins afirmou também que, atualmente, existem 196 cursos de medicina autorizados a funcionar no Brasil. Desse total, 114 são privados; e 82, públicos (58,2% e 41,8%, respectivamente).

Segundo ele, até 1994, só 38,6% dos cursos de medicina no Brasil eram privados. No governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), esse índice passou para 61,4%. No governo Lula, 76,9% dos cursos de medicina autorizados eram particulares.

O professor ainda informou que, no início da década de 90, havia menos de 50 mil estudantes de medicina no Brasil. Em 2010, esse número saltou para 113 mil - quase um terço dos médicos que existem no País. Conforme Milton, em 18 anos, haverá aproximadamente o dobro dos médicos que atuam hoje. "Independentemente da discussão do número de médicos que o Brasil precisa, é necessário ver a qualidade da formação. Queremos médicos que tenham uma visão da integralidade do cuidado ao paciente. Não acredito que o Brasil tenha um corpo docente suficiente para atender a todos esses alunos", afirmou.

Na opinião do docente, seriam necessários dois critérios mínimos para aprovar um novo curso de medicina. O primeiro deveria ser a existência de um hospital-escola da própria faculdade ou por meio de convênio com hospitais já existentes. O segundo ponto seria a exigência da residência médica antes da graduação.

O seminário continuou no Auditório Freitas Nobre.

Médicos condenam revalidação automática de diploma estrangeiro


Participantes de seminário realizado na Câmara criticaram a revalidação automática de diplomas de médicos que se formaram em outros países. No evento, além da formação dos médicos, foi debatida a proposta de emenda à Constituição que cria a carreira de Estado para os médicos (PEC 454/09). O seminário foi organizado pelas comissões de Seguridade Social e Família da Câmara e de Assuntos Sociais do Senado para discutir prioridades da Frente Parlamentar da Saúde para o setor.

Sobre a revalidação dos diplomas, os debatedores alertaram para o fato de que várias faculdades, principalmente da América Latina, não preparam adequadamente os médicos – o que provoca, inclusive, riscos para os pacientes. 

O professor Milton de Arruda Martins, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, defendeu o exame Revalida, adotado no Brasil desde 2011 para que os médicos que estudaram no exterior possam revalidar o diploma. Segundo ele, dos 714 médicos inscritos no Revalida de 2011, 417 eram brasileiros que fizeram medicina no exterior, principalmente na Bolívia, em Cuba e na Argentina. Dos 536 participantes, só 65 conseguiram aprovação o que, para ele, confirmou que a formação da maioria dos candidatos é inadequada. 

Opinião parecida tem o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso. "Há muitas faculdades de medicina fora do Brasil de qualidade muito ruim e não podemos expor a população ao risco. No estado do Ceará tem vários casos de pessoas mal formadas fora do Brasil, que vieram para o Brasil, revalidaram os diplomas de maneira torta, não adequada. Eles têm um índice de complicação acima da média, bastante acima da média", afirmou Cardoso.

Propostas 
O deputado Eleuses Paiva (PSD-SP) é autor de um projeto que transforma em lei a portaria interministerial que criou o Revalida (PL 3845/12), com algumas modificações. Ele também apresentou a proposta de emenda à Constituição que cria a carreira de médico nos serviços públicos federal, estadual e municipal (PEC 454/09). 

Eleuses Paiva acredita que a PEC vai ajudar a resolver o problema da falta de médicos em determinadas localidades do Brasil e citou dados do Conselho Federal de Medicina, segundo o qual, ao contrário do que se pensa, não há escassez de médicos no País. A PEC que cria a carreira de Estado para os médicos já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e aguarda a formação de uma comissão especial onde será analisada.

"Não falta médico. Falta uma política inadequada da fixação dos médicos nas cidades menores, nas cidades mais distantes, nas periferias das cidades. O próprio Ministério da Saúde reconhece a precariedade do vínculo entre o profissional de saúde e o gestor. Com essa PEC queremos acabar com essa precariedade, para que nós possamos ter profissionais à disposição da sociedade brasileira em qualquer setor do território nacional."

Comissão de Educação da ALMG discute revalidação de diplomas estrangeiros


Em Minas, cerca de 3 mil profissionais estão na expectativa.



Da Redação/Via Ascom  - A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais recebeu um importante debate para alunos formados em instituições fora do Brasil, em encontro promovido na última terça-feira (29).

Sob a coordenação do deputado Bosco (PTdoB), que preside a comissão, autoridades, especialistas e interessados debateram as soluções para o impasse que atinge mais de 20 mil pessoas no Brasil: a revalidação dos diplomas de ensino superior expedidos em outros países.

Para o deputado, autor do requerimento para a audiência, é preciso dar uma solução para a situação dos estudantes diplomados no exterior, e defendeu que Minas Gerais caminhe no sentido de garantir a revalidação dos títulos dessas pessoas.

Ao final do evento, o parlamentar recebeu do representante da Associação Nacional de Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (Anpgiees), Vicente Celestino de França, um diploma comprobatório de entrega da Medalha de Mérito Educacional Educador Paulo Freire.

Também estiveram na audiência o desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e coordenador acadêmico do Instituto Universitário Brasileiro, Elpídio Donizetti Nunes; o representante da Associação Brasileira de Pós-Graduados do Mercosul (ABPÓS-Mercosul), Carlos Estephanio; A diretora da Central de Provisão da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Lumena Santos Chaves; além de outros parlamentares da Casa.

Café com o presidente da Fiemg



A manhã da quarta-feira (27) também foi intensa. O parlamentar araxaense participou de um evento na Assembleia com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado. Os deputados presentes tomaram conhecimento de um documento produzido pela instituição denominado Agenda Legislativa da Indústria Mineira.

A agenda contém um resumo desses projetos, informações sobre sua tramitação e informa, ainda, qual a posição da Federação em relação ao conteúdo da proposição. Contém, ainda, ponderações e sugestões de aprimoramento dos projetos.

Durante a solenidade, o deputado Bosco elogiou a postura da Fiemg de acompanhar a tramitação de projetos de seu interesse na Assembleia. Ele lembrou que o Brasil hoje ocupa posição de destaque no cenário mundial, dizendo que "isso se deve, em muito, à indústria mineira".

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