terça-feira, 23 de outubro de 2012

Confira as provas para Revalidação de Diploma da UFMT


Uma das instituições em que os estudantes mais se inscrevem para revalidar seus diplomas de medicina é a UFMT  (Universidade Federal do Mato Grosso). Em 2011, dos 637 inscritos foram aprovados 296, num total de 46%. Em 2012, o processo está em sua fase final.

Abaixo, você acompanha as provas de revalidação da UFMT desde 2005, algumas comentadas.


Formação de médicos é o tema central da discussão sobre revalidação de diplomas


Na Câmara, alguns deputados defendem o sistema do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para revalidação de diplomas estrangeiros. O deputado Mandetta (DEM-MS) é um deles. “O Congresso não pode errar permitindo que médicos sem a formação técnica compatível com a saúde do brasileiro possam exercer uma atividade que não permite erro”, afirma Mandetta, que também é médico.

Além disso, acrescenta o parlamentar, apenas aumentar o número de médicos não resolve o problema da saúde. “Temos lugares como Brasília e Rio de Janeiro, que não têm deficit de médicos, mas mesmo assim o sistema é considerado ruim. Não é a quantidade, é a falta de carreira.”

“Não basta número. Tem que ter investimento na saúde, tem que haver hospitais”, concorda a médica Cacilda Pedrosa, representante do Conselho Federal de Medicina. 

Para o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, o Revalida também é a melhor opção. “As portas do Brasil estão abertas para médicos formados em qualquer lugar, mas ele precisa ser avaliado: precisamos ver se ele fala a nossa língua, qual o currículo dele e quais as habilidades”, explica. 

O deputado Eleuses Paiva (PSD-SP) também defende o Revalida. Ele, que é médico, é autor do Projeto de Lei 3845/12, que transforma em lei a portaria interministerial que criou o exame.

Corporativismo
O deputado Amauri Teixeira (PT-BA), no entanto, acredita que os profissionais formados na América Latina podem ser aproveitados na saúde básica. Teixeira afirma que a resistência contra mudanças nos critérios para permitir a atuação de médicos formados no exterior baseia-se em argumentos corporativos.

Teixeira: médico formado em Cuba pode ser aproveitado no Brasil.
“Na Europa, um profissional de qualquer parte da União Europeia trabalha em qualquer país do bloco. Cuba tem uma formação médica voltada para a saúde pública, então podemos aproveitar esses médicos na atenção básica e na prevenção”, defende.

Os médicos formados em Cuba fazem muita pressão para terem seus diplomas automaticamente revalidados. Em 2006, Brasil e Cuba assinaram um acordo para facilitar essa revalidação. Esse ajuste, no entanto, ainda não precisa ser ratificado pelo Congresso (PDC 346/07).

Revalidação automática
O deputado licenciado Átila Lira defende a revalidação automática dos diplomas estrangeiros. Ele é autor do Projeto de Lei 4212/04, que autoriza as universidades a registrarem diplomas de instituições estrangeiras, desde que mantenham curso do mesmo nível e área de conhecimento.

A revalidação automática dos diplomas estrangeiros, no entanto, não tem a simpatia do diretor do Conselho Técnico Científico da Educação Superior (Capes), Lívio Amaral. “A revalidação automática preocupa porque ela pode autorizar programas sem o grau de excelência que sempre mantivemos no País.”

No entanto, para o deputado João Ananias (PCdoB-CE), que também é médico, toda a discussão de melhoria da saúde passa pelo financiamento. "Temos um serviço público bem posto, mas com financiamento inadequado. Precisamos garantir recursos para buscar mais qualidade.”

Medicina: do sonho à revalidação do diploma estrangeiro



Todos os anos, milhares de pessoas deixam o Brasil para cursar medicina em universidades estrangeiras. Muito mais do que a busca por uma experiência cultural diferente, uma parcela considerável desse grupo parte atrás de uma oportunidade que não se concretizou no País, seja pela pesada concorrência por uma vaga nas instituições públicas ou pelo preço cobrado pelas faculdades particulares.

Mas a aventura fora também tem suas barreiras. Inserido em um ambiente estranho, com um idioma a ser domado, o estudante encara ainda o preconceito e a exploração, através, por exemplo, da cobrança de propina por serviços que deveriam ser gratuitos - ou, no mínimo, custar muito menos.

No entanto, essa é apenas a primeira parte da história de quem busca realizar esse sonho longe da pátria. Superadas as adversidades do período de aulas, geralmente vivido longe da família, o já profissional tem ainda um último desafio. Médico no Exterior, o brasileiro precisa ainda revalidar o diploma para exercer a profissão no seu País.

Para isso, contudo, é preciso encarar a falta de padronização dos exames, as suspeitas de venda de registro, as dificuldades de uma prova que é vista como "feita para reprovar", entre outros problemas. Na outra ponta da corda, os órgãos responsáveis garantem que fazem o possível para que os futuros pacientes desses médicos tenham certeza de que estão em boas mãos.


domingo, 21 de outubro de 2012

Novidade: agora é DRLUISFELIPE.COM

Agora você acessa o blog a partir do endereço:

www.drluisfelipe.com

Pensando em continuar levando informação para todos, da melhor forma possível, achei que diminuindo o domínio do blog traria maior praticidade.Espero que gostem!


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