quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Brasil quer contratar médicos do exterior para atuarem na Amazônia


Estratégia tenta suprir escassez de especialidades médicas.
Senador Eduardo Braga disse que médicos terão CRM provisório.


O senador e líder do Governo Federal no Senado, Eduardo Braga (PMDB), disse, na manhã deste sábado (2), em entrevista ao G1, que o Governo Federal estuda a contratação de médicos estrangeiros para atuar no interior da região Amazônica. O parlamentar comentou ainda sobre a eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado e assumiu voto no peemedebista.

"Nós na Amazônia temos grandes e graves carências de médicos especialistas no interior da nossa região. Não temos ginecologistas, ortopedistas, pediatras, obstetras, neurocirurgiões, anestesistas, enfim, faltam médicos especialistas no interior, e falta porque não há no país. Não adianta colocarmos salários de até R$ 25 mil porque esses médicos ganham isso ou quase isso em outras cidades e preferem morar em Ipanema do que em Tabatinga, por exemplo", disse o senador ao G1.

Segundo ele, a ideia está sendo estudada pela presidente Dilma Roussef, que já traça estratégias para que esses especialistas venham trabalhar no Brasil. "A presidente Dilma tem estudado com afinco a possibilidade de o Brasil aproveitar este momento econômico mundial para trazer médicos de Portugal, da Espanha, Cuba, Colômbia, Peru, Bolívia, que queiram vir trabalhar no interior do Brasil, concedendo a eles um CRM provisório por dois anos e estabelecendo uma bolsa de ajuda aos municípios que eles tenham condições de pagar esses médicos", completou Braga.

Eduardo Braga acredita que a estratégia de trazer médicos é necessária, pois o Brasil não pode formar médicos o suficiente para suprir a necessidade do país. "Não é um tema fácil porque tem a reação do Conselho Federal de Medicina, mas em contrapartida, nós não formaremos médicos para atender a nossa demanda nem daqui a 15 anos. Portanto, a única maneira de diminuir a dor e o sofrimento do nosso povo é nós trazermos esses especialistas de fora", enfatizou.

O líder do Governo no Senado falou ainda da estratégia para manter os médicos nas localidades para onde eles forem designados. "E temos que dar um CRM provisório, porque se ele sair de Tabatinga, por exemplo, nós temos que cancelar o CRM dele, se não ele pode vir pra Manaus ou ir pra qualquer cidade que não tem problema de falta de especialistas. Isso são mecanismos para fazer com que eles venham para atender em regiões onde nós temos extremadas carências", explicou.

*G1

Mesmo por R$ 35 mil, cidade do MA demora 1 mês para achar ortopedista


Apesar de supersalários, não há candidatos para vagas disponíveis.
No estado, há um médico para cada mil habitantes.




Uma vaga de emprego de R$ 35 mil, mas nenhum interessado. Em Açailândia, no  interior do Maranhão,  a procura por um ortopedista durou um mês. Mesmo com o alto salário, houve dificuldade pra encontrar candidatos. Foi preciso colocar anúncio até em jornais de outros estados para preencher a vaga.

Os hospitais do interior do Nordeste estão pedindo socorro de tudo o que é jeito pra encontrar médicos dispostos a deixar os grandes centros e enfrentar a rotina das pequenas cidades, que muitas vezes não têm estrutura de trabalho e oferecem pouca qualidade de vida.  Até os supersalários deixam de ser atraentes.


No último concurso para médicos em Imperatriz, a 600 km de São Luís, o salário era de R$ 4.200, para 30 horas semanais. Não houve nem sequer candidatos para algumas especialidades. No estado, há menos de um médico para cada mil habitantes, índice comparável ao de países africanos.

Em estados como Amapá, Amazonas e Roraima, há menos de um médico para cada 8 mil habitantes, segundo o Conselho Federal de Medicina. No Piauí, o prefeito de Corrente, a 900 km de Teresina , apelou às redes sociais para conseguir um médico que queira ganhar R$ 8.500 por mês e trabalhar três dias na semana.

Uma pesquisa divulgada nesta segunda (18) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que o número de médicos para cada grupo de mil habitantes na região Sudeste é mais que o dobro do Norte. Segundo o estudo Demografia Médica, os estados do Sudeste têm 2,7 médicos por mil habitantes, enquanto no Norte o número de profissionais baixa para 1,01.

A média nacional é de 2 médicos para cada grupo de mil habitantes, de acordo com o levantamento. No Nordeste, o número de médicos por mil habitantes é de 1,23, também abaixo da média nacional. O índice é maior nas demais regiões, chegando a 2,05 no Centro-Oeste e 2,09 no Sul.

*G1


Secretaria de Saúde do Distrito Federal não consegue médicos, mesmo oferecendo R$ 14,2 mil


A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece mais uma vez salários de até R$ 14,2 mil, para preencher 269 vagas temporárias para médicos, o que corresponde ao dobro do que recebem os efetivos, mas mesmo assim apenas 246 curriculum foram entregues.

Nas especialidades anestesiologia, neonatologia e psiquiatria, houve procura abaixo da oferta da secretaria, porém em clínica-médica, a busca foi mais que o dobro das vagas abertas. 

Segundo a SES-DF, para duas especialidades há o número suficiente para suprir a demanda, mas considerando os profissionais lotados na Administração Central. Em pediatria, por exemplo, a oferta foi de 40 vagas e há 67 médicos em cargos como diretoria regional de saúde e coordenação de projetos, porém esses médicos atuam em cargos de chefia e relacionados à área de atuação deles e são indispensáveis para a função que estão exercendo.  - See more at: 

Para Gutemberg Fialho, presidente do Sindicato dos Médicos, as condições oferecidas pela secretaria na contratação temporária não são realmente “atrativas”, mas os médicos concursados devem estar em cargos administrativos. “Na realidade, você tem que ter o profissional atuando na estratégia. Tem que ser o especialista”, afirmou o médico. 

Ele acredita, entretanto que a contratação temporária, da forma como tem sido executada, não traz segurança aos profissionais e por isso, os pedidos de rescisão que a secretaria vem recebendo são justificados, já que o tempo de contrato é curto. “As condições de trabalho são péssimas, não tem segurança. E o stress ocupacional é grande, os profissionais estão adoecendo”, conta Fialho, complementando que a entidade vem reivindicando junto ao GDF um novo plano para a carreira, com um salário mais atrativo e melhores condições de evolução mais rápida na profissão. 

Vagas preenchidas – De acordo com a SES-DF, os currículos de intensivistas e neonatologistas já foram avaliados e todos foram aprovados e o restante das carreiras passará pela mesma avaliação. O contrato é válido por seis meses e prorrogável pelo mesmo período, e pode ser de 20 horas semanais com remuneração de R$ 7,1 mil ou 40 horas semanais com salário de R$ 14,2 mil. 

As especialidades que superaram o número de vagas, a SES-DF deve contratar os profissionais excedentes e a secretaria ainda vai continuar aceitando curriculum, apesar de o prazo ter sido encerrado no dia 1º. Em fevereiro passado, a secretaria já havia ofertado vagas para a contratação temporária de médicos, mas, mesmo oferecendo salários de mais de R$ 14 mil, acabou tendo menos inscritos do que a demanda. Sobre concursos, a secretaria informou desde 2011 convocou 820 profissionais aprovados e que tem projeto de lançar nova seleção pública para o segundo semestre de 2012, mas as vagas temporárias têm o objetivo de suprir carências momentâneas, como licenças ou férias.

Fonte: Camara em Pauta

UNICEN Cochabamba: Novo curso de Medicina com excelente relação custo-benefício




Via Medicina em Cochabamba (facebook)

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