quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cerveja deixa homens mais inteligentes, diz pesquisa

Após ingerir algumas cervejas, os homens conseguiram resolver mais jogos de quebra-cabeças, e mais rápido, do que seus oponentes sóbrios



São Paulo – Já dizia o cantor pernambucano Chico Science. “Uma cerveja antes do almoço é muito bom para ficar pensando melhor”. Uma pesquisa feita pela Universidade de Illinois, em Chicago, parece comprovar uma parte do verso da música citada acima. Independente da hora do dia, homens que bebem cerveja ficam mais inteligentes.


Os pesquisadores descobriram que, após ingerir algumas cervejas, os homens conseguiram resolver mais jogos de quebra-cabeças, e mais rápido, do que seus oponentes sóbrios, segundo o NY Daily News.   

Os pesquisadores selecionaram um grupo de 40 homens, aos quais foram dadas três palavras. A eles foi delegada a missão de encontrar uma quarta, que fizesse correspondência com as outras três. Por exemplo, a palavra “Queijo” poderia combinar com “Cottage”, “Roquefort” ou “Suíço”.

Eles foram separados em dois grupos iguais. Uma metade bebeu duas tulipas de cerveja (quantidade considerada moderada) e a outra ficou sem nada. O grupo que ingeriu cerveja resolveu 40% mais jogos. Eles também levaram 12 segundos para resolver cada problema, enquanto o grupo que não bebeu gastou 2,5 segundos a mais.

A pesquisa lança uma luz para tentar explicar por que escritores com problema de alcoolismo, como Ernest Hemingway e Charles Bukowski, produziram obras artísticas de grande valor criativo. 

Mãe salva bebê com 'beijo de vida' instintivo em hospital




Na Inglaterra, uma mãe deu um beijo capaz de devolver a vida a seu filho em um hispital. Tiny Jacob Reed nasceu prematuro, 12 semanas mais cedo, e estava sedado quando o fato aconteceu. De repente, o bebê desenvolveu problemas respiratórios e sua mãe, Pippa, 25, interviu instintivamente, segundo noticiou o jornal britânico Mirror. 

“Entre 15 ou 20 minutos depois da sedação seus lábios ficaram azuis. Eu dei-lhe um beijo de vida. Foi uma reação imediata. Meu garotinho precisou de ajuda e eu tinha ar em meus pulmões e apenas dei a ele”, contou a mãe ao jornal.



Desde o ocorrido, Jacob permanece no hospital, recebendo oxigênio, já que está com a respiração fraca. Ele tem recebido, ainda, antibióticos para tratar uma infecção no peito e está sendo monitorado em uma incubadora na ala neonatal.

*RedeTV!

Exigir cheque caução para atendimento de urgência é crime

A nova lei altera o Código Penal de 1940 e tipifica a exigência como crime de omissão de socorro



Brasília - O Diário Oficial da União publicou ontem (29) a lei que torna crime a exigência de cheque caução para atendimento médico de urgência. A lei, de autoria dos ministérios da Saúde e da Justiça, altera o Código Penal de 1940 e tipifica a exigência como crime de omissão de socorro.

Atualmente, a prática de exigir cheque caução já é enquadrada como omissão de socorro ou negligência, mas não existia uma referência expressa sobre o não atendimento emergencial.

O Código Penal passa a vigorar nos termos do Artigo135-A acrescido ao Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, que estipula pena de detenção de três meses a um ano e multa para os responsáveis pela prática de exigir cheque caução, nota promissória ou qualquer garantia, inclusive o preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial. A pena pode ser aumentada até o dobro, se da negativa de atendimento resultar lesão corporal de natureza grave, e até o triplo se resultar morte

Os hospitais particulares ficam obrigados a afixar, em local visível, cartaz ou equivalente, com a seguinte informação: "Constitui crime a exigência de cheque caução, de nota promissória ou de qualquer garantia, bem como do preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial, nos termos do Artigo 135-A do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal."

O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta lei, que entra em vigor hoje. A proposta foi apresentada pelo governo federal um mês após a morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, 56 anos, vítima, em janeiro passado, de um infarto depois de ter procurado atendimento em dois hospitais privados de Brasília. Segundo a família, as instituições teriam exigido cheque caução.

domingo, 27 de maio de 2012

Ronco forte aumenta chance de câncer, diz estudo

Pessoas que roncam muito e sofrem de graves distúrbios respiratórios durante o sono têm uma probabilidade quase cinco vezes maior de morrer de câncer, segundo uma pesquisa americana.

Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison acreditam que a correlação pode ser explicada pelo suprimento inadequado de oxigênio durante a noite nos pacientes com o problema.


Testes de laboratório já haviam mostrado que a interrupção intermitente da respiração leva a um crescimento mais acelerado de tumores, já que a falta de oxigênio estimula o crescimento de vasos sanguíneos que nutrem os tumores.

'Sem ar'

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 1,5 mil pacientes que participaram de um estudo sobre Distúrbios Respiratórios Obstrutivos do Sono (DROS) ao longo de 22 anos.

A forma mais comum de DROS é a apneia obstrutiva do sono, na qual a respiração é bloqueada deixando a pessoa sem ar. Isso provoca ronco e a interrupção do sono e o problema é geralmente associado a obesidade, diabetes, pressão alta, ataques cardíacos e derrames.

Os participantes do estudo nos Estados Unidos passaram por testes a cada quatro anos que incluíam análises de sono e respiração.

Os resultados mostraram que a probabilidade de morte por câncer aumentava drasticamente de acordo com a gravidade do distúrbio.

Enquanto pacientes com uma forma leve de DROS tinham apenas 0,1 vez mais chance de morrer de câncer que aqueles não sofrem com o problema, nos pacientes com uma forma moderada de DROS a chance de morte por câncer dobrava.

Já naqueles com distúrbios graves de respiração, o risco aumentava 4,8 vezes.

Diagnóstico e tratamento

O estudo - apresentado na conferência internacional da American Thoracic Society, em San Francisco, e que será publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine - fez ajustes para levar em conta outros fatores como idade, sexo, índice de massa corporal e fumo, que poderiam influenciar o resultado.

"A consistência dos indícios dos experimentos com animais e deste novo estudo epidemiológico em humanos é muito convincente", disse o líder do estudo Javier Nieto, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin.

Agora, os cientistas querem ampliar os estudos sobre a questão e examinar a relação entre DROS, obesidade e mortalidade por câncer.

"Se a relação entre DROS e mortalidade por câncer for confirmada em outros estudos, o diagnóstico e tratamento de DROS em pacientes com câncer pode ser indicado para aumentar a sobrevida."

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Inscrições para o Enem 2012 começam na segunda-feira

Exame será aplicado nos dias 3 e 4 de novembro e terá novidades na correção da redação



O ministro da educação, Aloizio Mercadante, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, anunciaram na tarde desta quinta-feira (24) mudanças para o próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que receberá inscrições a partir da próxima segunda-feira (28).


O Ministério da Educação (MEC) alterou os procedimentos de correção da redação e tornou, segundo Mercadante, o sistema mais complexo, mais rigoroso e com filtros mais precisos. No ano passado, vários candidatos recorreram à Justiça para pedir a revisão das notas na prova.

Pelo novo sistema, após um texto ser avaliado por dois corretores que divirjam em mais de 200 pontos na nota final em escala de 0 a 1000, o texto passará por um terceiro avaliador. Até o último Enem, esse procedimento só era adotado quando a diferença era superior a 300 pontos.

Se o terceiro corretor der uma nota sem discrepância com um dos avaliadores anteriores é feita uma média aritmética entre as duas notas semelhantes e a outra correção é descartada. Mas se a terceira nota também for divergente em mais de 200 pontos, uma banca examinadora composta por três membros fará a avaliação final do texto.

Além disso, se houver uma discrepância de 80 pontos na correção de qualquer uma das 5 competências aferidas na redação, o texto também passará para a avaliação de um terceiro corretor (conheça os itens avaliados). 

Segundo o presidente do Inep, as mudanças nos critérios foram sugeridas em reuniões com o College Board, órgão responsável por testes similares nos EUA e definidas em comitê científico criado para discutir a segurança da prova.

O ministro também anunciou que o MEC e o Inep vão respeitar o acordo firmado com o Ministério Público no qual se comprometiam a conceder acesso a redação corrigida a todos os candidatos. A logística de como esse acesso será feito ainda não foi definida.

Mercadante prefiriu não comentar se em 2013 haverá duas edições do Enem, como estava prometido para este ano. A prova do primeiro semestre de 2012 deveria ter sido aplicada em abril, mas foi cancelada pelo MEC em janeiro.

Guia e calendário

Além da mudança no sistema de correção, o ministério decidiu disponibilizar um guia para a redação a todos os candidatos e corretores. O material, que será publicado no site do MEC em julho, explicará os critérios de correção, as exigências e fornecerá exemplos de boas práticas.

O edital com todas as regras será publicado na sexta-feira (24) e as inscrições para a edição de 2012 começam na próxima segunda-feira (28). Os estudantes interessados deverão se inscrever até 15 de junho. A taxa de inscrição permanece em R$ 35 e o último dia para pagá-la será dia 20 de junho. Os alunos que estejam cursando o 3º ano do ensino médio em escola pública estão isentos do pagamento.

As provas serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro e o gabarito das questões objetivas será divulgado no dia 7 de dezembro. O resultado final estará disponível em 28 de dezembro.

Certificação do ensino médio

A obtenção do certificado de conclusão do ensino médio pelo Enem, para maiores de 18 anos, também vai mudar. A nota de corte aumentou de 400 para 450 em cada uma das quatro provas objetivas sobre as áreas do conhecimento (linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; e ciências da natureza e suas tecnologias). Na redação, a nota mínima permanece em 500 pontos.

Desde 2009 o Enem passou a ser utilizado por universidades públicas como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais. O Enem também é pré-requisito para quem quer participar de programas do governo federal como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e as bolsas de estudo no exterior do Ciência sem Fronteira.

*IG

terça-feira, 22 de maio de 2012

Deputado Francisco Praciano: Faltam médicos




Informei, no artigo da semana passada, que sou contrário a qualquer medida que facilite indiscriminadamente a admissão, na rede de saúde pública, de médicos formados em universidades estrangeiras. Isso porque, a meu ver, o médico que deseja atuar nos municípios amazônicos, por exemplo, deve ser alguém tão bem preparado quanto aquele que atua em qualquer das grandes capitais brasileiras, uma vez que o nosso ribeirinho merece ser tão bem atendido quanto qualquer outro cidadão brasileiro.

Não se trata, de minha parte, de implicância com os médicos formados no exterior. Apenas penso que devemos exigir de quem vai tratar da saúde de qualquer cidadão da nossa terra, pelo menos, os mesmos níveis de formação e conhecimento que são exigidos para quem cursa medicina no nosso País.

No ano passado, o resultado da prova conhecida como revalida, que é aplicada aos médicos com diplomas estrangeiros que desejam atuar no Brasil, mostrou o quanto esse exame é necessário: dos 677 inscritos, só 65 foram aprovados. Os outros 612 não apresentaram as condições mínimas para exercer a medicina no Brasil. Em 2010 o resultado foi ainda pior: dos 507 inscritos, apenas dois passaram, o que mostra, sem sombra de dúvidas, que colocar um desses profissionais reprovados para trabalhar no SUS não vai ajudar a crise de saúde pública em Envira, em Pauini, em Tefé, em São Paulo de Olivença ou em qualquer outro lugar do País.

O que precisamos, mesmo, é de políticas públicas que resultem em melhor distribuição e fixação dos médicos nas regiões mais desassistidas. Para isso, penso que os governos federal e estaduais devam investir em iniciativas como: “medicina itinerante” (que, nos municípios amazônicos, utilizaria barcos equipados com gabinetes médicos), “serviço civil obrigatório para os médicos em início de carreira”, “anistia da dívida estudantil para os médicos recém-formados que aceitem trabalhar no interior” e  “um plano de carreira, para os médicos do SUS, nos moldes da carreira do Poder Judiciário”.

Em artigo para O Estado de S.Paulo, Dr. Adib Janete propõe alternativas para distribuir médicos no País


Membro da Academia Nacional de Medicina e ex-ministro da Saúde, Dr. Adib D. Jatene, teve seu artigo “Equívocos sobre distribuição de médico” publicado nesta terça-feira, 22 de maio, no jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o especialista, a falta de médicos no Brasil não se deve apenas a escassez de profissionais, mas a má distribuição deles. A maioria prefere trabalhar nos grandes centros, pertos dos hospitais, que lhes dão suporte.

Para Jatene, “talvez seja o momento de pensar uma carreira de Estado capaz de orientar a distribuição desses profissionais no seio da população, oferecendo-lhes condições de trabalho, supervisão e até suporte informatizado.”

Leia a seguir na íntegra:


Equívocos sobre distribuição de médico 

Em medicina se aprende que o diagnóstico correto é que determina a terapêutica. Se o diagnóstico estiver errado, a terapêutica também será errada. Isso me ocorreu quando tomei conhecimento de estratégia em elaboração no governo para garantir a presença de médicos em pequenos municípios, em áreas remotas e nas periferias das grandes cidades. 

O diagnóstico, a meu ver, equivocado, seria baseado em informações de prefeitos, e até governadores, de que não conseguem contratar médicos para o Programa de Saúde da Família (PSF), mesmo oferecendo salários superiores a R$ 10 mil. Concluem, a partir daí, que o problema é falta de médicos. O corolário seria a ampliação de vagas em faculdades públicas, abertura de novas faculdades e, pasmem, flexibilização nos critérios de revalidação de diplomas obtidos no estrangeiro. Esses critérios foram recentemente revistos e consolidados no projeto Revalida. 

Segundo as informações, propõe-se a contratação de médicos no exterior (leia-se Bolívia e Cuba, entre outros), que viriam como estagiários para trabalhar nas áreas específicas para as quais não se consegue contratar médicos. O estágio seria cumprido por dois anos sob supervisão, após os quais o diploma seria reconhecido, beneficiado pela anunciada flexibilização dos critérios. Como o assunto está em apreciação e, ao que me consta, a decisão ainda não foi tomada, atrevo-me a algumas considerações sobre o tema. 

Concordo com a ideia de que nos faltam médicos. Acontece que, baseadas nessa constatação, diversas universidades, não apenas privadas, mas também públicas, criaram mais cursos, ampliando o número de vagas. Em 1996 tínhamos 82 faculdades de medicina. Hoje temos 187. Nos últimos 15 anos foram criados 105 cursos de medicina, 70 dos quais privados. Quando todos tiverem completado pelo menos seis anos, oportunidade em que formarão sua primeira turma, estaremos graduando aproximadamente 18 mil médicos por ano, o que significa quase duplicar o número de formados. 

Se hoje temos 1,9 médico por mil habitantes, dentro de poucos anos ultrapassaremos os 2,5/1.000, considerados adequados. O problema que temos enfrentado é o de capacitar esses médicos para atender a população, sem utilizar a alta tecnologia, e criar condições nos diferentes locais em que irão atuar capazes de lhes oferecer condições de trabalho e o adequado suporte. 

Por outro lado, a má distribuição não tem relação direta com o número de profissionais existentes. Se fosse assim, as capitais, onde vivem 20% da população do País e onde se concentram 50% dos médicos, estariam todas bem servidas. Exatamente nas capitais, e nas respectivas áreas metropolitanas, é onde se observam em suas periferias as carências mais sentidas desses profissionais, limitando a ampliação do PSF. 

Isso ocorre porque tradicionalmente os médicos se localizam perto dos hospitais, que lhes dão suporte. Nas grandes cidades, os hospitais concentram-se nas áreas mais antigas e ricas, deixando as periferias sem eles e, em consequência, sem médicos. Em 1999, demonstrei que na capital de São Paulo, em 25 distritos onde vivia 1,8 milhão de pessoas, existiam na média 13 leitos por mil habitantes. Nos outros 71 distritos, onde moravam 8,1 milhões de habitantes, havia 0,6 leito por mil. Nesse grupo foi possível destacar 39 distritos com mais de 4 milhões de habitantes onde não havia nenhum leito. Portanto, na capital de São Paulo, para colocar nestas áreas dois leitos por mil habitantes, há um déficit de 12 mil leitos, o que significaria 60 hospitais de 200 leitos. E isso para atendimento de casos eletivos e de urgência. Não se está cogitando de leitos para doentes crônicos. 

As equipes de Saúde da Família necessitariam de ambulatórios de especialidade para referir pacientes, os quais, por sua vez, precisariam de oportunidade para eventuais internações. Acontece que esses leitos não existem onde está a maior concentração de população. 

Criou-se em nosso meio a ideia de que os graduados em medicina devem complementar sua formação com a residência médica. Como as vagas para residência são em número menor que o de formandos, estabeleceu-se, na verdade, um novo vestibular para ingresso nela. No 6.º ano, antes de se aprimorarem no internato para atender os pacientes, dispensando a alta tecnologia, os alunos fazem "cursinhos" e se preparam para ingressar na residência. Os que não passam vão trabalhar, sem supervisão e mal preparados, em ambulatórios de convênios e plantões de pronto socorro. Já os que cumprem a residência - que, como já afirmei, só existe onde está implantada toda a moderna tecnologia - saem com títulos de especialistas e não vão trabalhar nos locais onde se constata a deficiência do profissional médico. 

Temos de agir, e rápido, na revisão do curso médico. Talvez seja necessário fazer os médicos que se formarem em determinado Estado, por exemplo, permanecerem por um ou dois anos nesse mesmo Estado, designados para as áreas onde há falta deles, mantendo-os sob supervisão da escola em que se graduaram, como pré-requisito obrigatório para pleitearem a residência médica. 

Como se vê, o problema de distribuição de médicos é por demais complexo e não se resolve com medidas simples e equivocadas. Talvez seja o momento de pensar uma carreira de Estado capaz de orientar a distribuição desses profissionais no seio da população, oferecendo-lhes condições de trabalho, supervisão e até suporte informatizado. 

As entidades médicas estão mobilizadas e dispostas a colaborar na busca de solução racional e permanente, em que não cabe a ideia de corporativismo e se coloque em primeiro lugar a pessoa humana, que sofre, merece respeito e deve ter acesso a médicos competentes e preparados para atendê-la sem o emprego da alta tecnologia, que deve ser utilizada por especialistas.

Fonte: O Estado de S.Paulo


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Senado e Câmara debatem ingresso de médicos estrangeiros no Brasil




As comissões de Assuntos Sociais (CAS), do Senado, e de Seguridade e Família, da Câmara dos Deputados, realizarão, de forma conjunta, seminário para discutir o ingresso de médicos estrangeiros no Brasil. O debate, que acontecerá no dia 20 de junho (uma quarta-feira), no auditório Nereu Ramos da Câmara, também vai abordar o exercício da profissão pelos médicos brasileiros formados no exterior.

A iniciativa é do senador Paulo Davim (PV-RN), cujo requerimento foi aprovado nesta quarta-feira (16) pela CAS. A realização do seminário, explicou o senador, foi sugerida por participantes de audiência pública que discutiu o projeto de lei da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que visa à revalidação automática de diplomas estrangeiros para profissionais de saúde exercerem a medicina no Amazonas (PLS 15/2012).

- Vamos ampliar o debate e a base de consulta e no final queremos chegar a um direcionamento mais adequado para que não haja prejuízo para nenhum dos entes envolvidos – disse Paulo Davim, que é relator na CAS do projeto de lei.

sábado, 19 de maio de 2012

Diante da falta de médicos, o governo brasileiro deve facilitar a validação de diplomas de profissionais formados no Exterior?

SAÚDE PÚBLICA

SIM - É inegável que o Brasil passa por um processo de crescimento que, entretanto, não encontra correspondência quando se trata da formação de profissionais em distintos níveis e áreas. A questão médica tem se apresentado, juntamente com a pós-graduação stricto sensu, no seio das discussões, sem que seja considerado apenas o mérito das titulações obtidas no Exterior, mas fazendo sobressair uma questão corporativa que reveste esse cenário. 

Não se trata de banalizar a formação dos médicos no Exterior, mas, sim, de respeitá-los, sobretudo pelo empenho demonstrado quando se distanciam de suas famílias, impulsionados pelo fato de nosso país não oferecer condições de estudo em território brasileiro, seja por falta de vagas, seja pela exorbitância das mensalidades nas universidades privadas ou ainda por critérios seletivos duvidosos.

Há de se considerar também a soberania das outras nações onde se realizam tais estudos e o respeito aos seus sistemas educacionais. O conhecimento, na área médica ou em qualquer outra, não é particularidade única do Brasil, pois se assim o fosse não teria o nosso País apenas uma única universidade – a Universidade de São Paulo - entre as 100 melhores do mundo no último ranking divulgado.

Portanto, a existência de critérios claros que não imponha aos interessados em terem seus títulos válidos no Brasil a submissão a provas ou a exigências as mais estranhas, encobertas pela suposta “autonomia universitária”, ou em nome de uma absurda e velada reserva de mercado, apresenta-se como uma questão imperativa a ser solucionada.

Em reunião ocorrida em março, com os 29 maiores empresários brasileiros e a presidente Dilma Rousseff, foi solicitado à presidente que sejam simplificadas a entrada no Brasil de profissionais de outras nações para aqui atuarem de forma laboral, o que vem se evidenciando como necessário para as áreas de construção civil e naval. Isto demonstra a falta de planejamento em alguns setores de nosso País. É preciso respeito aos profissionais brasileiros formados em outros países, quando para cá retornam.

"Não se trata de banalizar a formação dos médicos no Exterior, mas, sim, de respeitá-los"
Carlos Estephanio
Presidente da Associação Brasileira de Pós-Graduados no Mercosul


NÃO - A Medicina tem sido alvo de campanha silenciosa que tenta transferir sobre seus profissionais a culpa pelas mazelas que assolam a saúde. Tudo foi absurdamente simplificado pelos gestores, como se a eles não coubesse a tarefa de desenvolver propostas para atender as necessidades – que são reais –, mas sem apelar para a pirotecnia midiática. 

Infelizmente, as sugestões ventiladas pelos corredores de Brasília seguem esta linha e falam na abertura indiscriminada de vagas nas escolas médicas e na revalidação automática - ou com critérios flexibilizados – de diplomas de Medicina obtidos no Exterior.

Esta última estratégia configura mero apelo populista, que ofende a boa fé da sociedade, aquela que corre o risco de ser atendida por médicos incapazes de serem aprovados no método de revalidação de diplomas, criado pelo próprio Governo Federal. No entanto, a mídia brasileira entendeu a gravidade da crise que se impõe.

Em O Estado de São Paulo, de 9 de abril, o editorial traz o seguinte contraponto: “Em vez de impor novas regras de forma unilateral, para facilitar a entrada de médicos estrangeiros no Brasil, o governo deve criar mecanismos que viabilizem o exercício da Medicina nas regiões mais pobres do País”.

O Globo, em 15 de abril, foi ainda mais contundente. Também no editorial afirma que “no caso da má distribuição da mão de obra (médica) pelo País, o diagnóstico passa necessariamente pela oferta de bons salários e de boas condições de trabalho, bem como pelo aperfeiçoamento da formação, com a ampliação da rede de ensino de qualidade. Tudo, como se vê, terreno do gerenciamento, que deve ser profissional, e não determinado por interesses político-ideológicos”.

Diante de tais argumentos, que já não são só nossos, os médicos estão prontos para ir até as últimas consequências contra os abusos que comprometam o exercício da boa Medicina no Brasil.

"Configura mero apelo populista que ofende a boa fé da sociedade" 
Roberto Luiz d’Avila
Cardiologista e presidente do Conselho Federal de Medicina 



quinta-feira, 17 de maio de 2012

VÍDEO: Opiniões sobre a Revalidação e o Provalida-UPE


VITÓRIA: Justiça mantém Provalida e UPE prorroga inscrições até dia 29



A juíza da 12a. Vara Federal da Secção de Pernambuco, Dra. Joana Carolina, julgou improcedente o pedido de liminar que suspendia o edital No. 01/2012, referente ao Programa de Revalidação de Diplomas de Médicos Graduados no Exterior (PROVALIDA UPE). O pedido foi feito pelo Conselho Regional de Medicina (Cremepe), Sindicato dos Médicos (Simepe) e Associação dos Médicos de Pernambuco. Por conta do julgamento, a Universidade de Pernambuco havia prorrogado as inscrições até a próxima sexta-feira (18).

Em seu despacho, a juíza Joana Carolina afirma que o Governo do Estado, a Universidade de Pernambuco e a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) demonstraram suficientemente a carência de médicos atuando nas unidades do Programa de Saúde na Família no interior do Estado; assim como também as tentativas da administração pública em estimular a opção dos médicos pelo exercício da medicina da famíia preventiva e social, sem no entanto atrair um número suficiente de interessados. Nesse sentido, afirma a juíza em sua argumentação, ficou demonstrada a carência de profissionais para atender à população carente no interior do Estado de Pernambuco.

A juíza Joana Carolina ainda afirmou que o PROVALIDA UPE não viola o livre exercício da profissão nem a exiegência constitucional do concurso público – uma vez que estes foram realizados sem, entretanto, atrair número suficiente de intressados. Por fim, a juíza também argumenta que o PROVALIDA UPE não contraria o princípio da isonomia, pois os médicos que estudarem no País e que se dispuserem a trabalhar no interior do Estado também poderão ser contratados.

Sobre o processo de avaliação e revalidação dos diplomas expeditos no Exterior, a juíza Joana Carolina ainda afirmou que a Universidade de Pernambuco se esforçou para demonstrar a lisura do procedimento impessoal, que consiste em quatro fases e que poderão, inclusive, ser acompanhadas pelo Conselho Regional de Medicina (Cremepe), Sindicato dos Médicos (SImepe) e Associação dos Médicos de Pernambuco.

Por fim, em seu despacho, a juíza Joana Carolina afirma que entende que não há irregularidades que justifiquem a concessão de liminar que suspenda o processo de seleção de médicos graduados fora do País.

*UPE

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cresce a discussão sobre o exame de revalidação de diplomas de médicos formados no exterior

Desde que o Conselho Nacional de Educação (CNE) anunciou que iria rever as regras para facilitar reconhecimento de diplomas profissionais obtidos em universidades estrangeiras, vem crescendo a discussão em torno do Exame de Revalidação de títulos obtidos em cursos de Medicina do exterior – o Revalida.


No dia 10 de abril, o Cremesp iniciou em seu site uma campanha em defesa do Revalida que já conta mais de 470 nomes, de acordo com a última atualização, realizada em 10 de maio (para participar da lista de apoio clique AQUI). Também no início deste mês, o Revalida foi apresentado como Projeto de Lei 138/2012, pelo senador Paulo Davim (PV/RN). A matéria está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e aguarda indicação do relator. Se aprovada depois da tramitação, transformará o Revalida em lei que, de acordo com seu texto, “será implementado pela União, com a colaboração das universidades públicas participantes e do Conselho Federal de Medicina. 



A proposta no Senado atendeu a demanda das entidades médicas. Segundo o autor do projeto, o poder público enfrenta desafios como o de democratizar o acesso à saúde e, ao mesmo tempo, proteger a qualidade dos serviços. Por essa razão, torna-se essencial garantir a disponibilidade de profissionais bem formados. "A vinda de médicos formados no exterior tem sido vista como uma fórmula de atacar o problema da carência em localidades mais remotas do Brasil. Então, é preciso consolidar o Exame e, para isso, sugerimos elevar sua instituição à categoria de lei, de forma que ele se transforme em política de Estado, e não apenas de governo". 


O conselheiro do CFM e secretário de comunicação da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Waldir Cardoso afirmou que a proposta do senador vai permitir um debate sobre a qualidade do processo de revalidação e a sua importância para a sociedade. Ele lembrou que o processo já é uma portaria do Ministério da Saúde e da Educação. Confira AQUI o Projeto de Lei do Senado nº 138 de 2012.


Fonte Cremesp/Fenam

Dep. Praciano questiona flexibilização de revalidação de diploma


“Quando se trata de vidas, não dá para flexibilizar a revalidação do diploma de Medicina. Não consigo nem pensar nisso”, foi a abordagem inicial do deputado federal Francisco Praciano (PT), durante a Audiência Pública no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), sobre a proposta da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), em criar instrumentos que facilitem a revalidação.

A proposta do deputado federal, é que os países do Mercosul estabeleçam um núcleo comum no básico do curso de Medicina, mas que a revalidação continue. Segundo Praciano, a falta de médicos em municípios do interior do Estado, está relacionado com o isolamento intelectual, apesar dos altos salários oferecidos. “Além da política de salários, o Governo só vai resolver o problema da distribuição dos médicos pelo interior se proporcionar créditos aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), criar uma carreira de Estado, a exemplo do que faz o Poder Judiciário e oferecer boa escola para que não ocorra defasagem na aprendizagem entre os alunos do interior e da capital”, finalizou Praciano.

sábado, 12 de maio de 2012

Senadora se compromete a mudar proposta que valida diplomas estrangeiros

O projeto pretende facilitar a entrada de médicos estrangeiros no Brasil para atender às demandas do interior, mas a proposta não é aceita pelos profissionais da área.





Manaus - A senadora Vanessa Grazziontin (PCdoB), autora do projeto de lei que facilita a revalidação do diploma de medicina de estrangeiros, se dipôs a fazer mudanças na proposta. A senadora mudou de postura depois de uma audiência pública no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) na manhã desta sexta-feira (11) com estudantes e membros do Conselho Regional de Medicina (CRM).

O projeto da senadora tem o objetivo de facilitar a entrada de médicos estrangeiros no Brasil para atender às demandas do interior do Estado, que sofrem com a falta de profissionais da área. O problema é que a proposta não é vista com bons olhos pelos profissionais da área.

Durante a audiência, o presidente do CRM criticou a proposta da senadora. Ele disse que para levar médicos para o interior do Amazonas, é necessário melhorar a estrutura de trabalho. Ele defendeu uma política de carreira, como acontece nas Forças Armadas, onde o médico, depois de formado, teria que passar dois anos atuando em municípios do interior, como forma de incentivo.

Estudantes de medicina da Universidade Federal da Amazonas (UFAM), também participaram do debate. Para a presidente do Diretória Acadêmico de Medicina da Ufam, Alexandra Procópio, 19 anos, o projeto não está bem elaborado e pode compromoter a carreira de estudantes que se formam pelo estado.

O acadêmico de medicina da UFAM, Raphael Naranzo, 19 anos, também apontou a falta de estrutura de hospitais do interior como o principal motivo de muitos profissionais da área se negarem a ir para esses municípios. “Do que adianta o médico ir se ele não tem o básico para atender um paciente? Vai lá para segurar a mão dele”.

REVALIDA pode se transformar em lei

O Senador Paulo Davim (foto) do PV/RN deu entrada em um Projeto de Lei do Senado, PLS 138/2012, que Institui o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por universidades estrangeiras. O objetivo é subsidiar os procedimentos conduzidos por universidades públicas, nos termos do art. 48, § 2º, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. A iniciativa atendeu solicitação das entidades médicas nacionais (FENAM, CFM e AMB) através da Comissão de Assuntos Políticos (CAP) que é coordenada pelo Conselhero Federal Alceu Pimentel. Participei desta exitosa articulação como integrante da CAP.

O REVALIDA é um processo de revalidação de diplomas médicos obtidos no exterior elaborado e coordenado pelo INEP e aplicado com o acompanhamento das entidades médicas nacionais. A iniciativa de articular a transformação do REVALIDA e lei foi maturada nas entidades nacionais em discussões bastante aprofundadas. O risco de mudanças no excelente processo de avaliação que é o REVALIDA é grande, afinal, na tramitação do projeto no Congresso Nacional outros interesses podem se manifestar. Entretanto, a quantidade de iniciativas deletérias à qualidade do processo de revalidação, particularmente, o PL da Senadora Vanessa Grazziotin (PC do B/AM) fizeram com que as entidades optassem pela via parlamentar. O PL da Senadora, simplesmente, torna automática a revalidação. A tramitação do PLS do Senador Paulo Davim vai propiciar um debate sobre a qualidade do processo de revalidação e a sua importância para a sociedade. Além disso, como o governo poderá se opor à legalização de um processo que foi instituído por portaria de dois Ministérios (Saúde e Educação)? Leia o projeto na íntegra.

O Senador Paulo Davim é médico cardiologista e intensivista e tem atuação próxima ao Sindicato dos Médicos do RN, Associação Médica do Estado e também com a Federação Nacional dos Médicos, Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira. Fundou e presidiu a Sociedade Norte-rio-grandense de Terapia Intensiva. Foi a partir de suas atividades profissionais e políticas que o Senador Paulo Davim ganhou o respaldo dos colegas pra se inserir na macro-política, como representante dos médicos em seu Estado. Hoje é um dos parlamentares que as entidades médicas nacionais têm como referência no Senado da República.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Revalidação de diplomas estrangeiros de médicos vai a debate na CMM nesta sexta



A revalidação dos diplomas dos cursos de graduação em Medicina expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras vai ser debatida em Audiência Pública nesta sexta-feira (11/05), pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Manaus (CMM), às 10h, no plenário da Casa.

A discussão vai girar em torno do Projeto de Lei nº 015/2012, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que “altera as Leis nºs 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), e 3.268, de 30 de setembro de 1957, para dispor acerca da revalidação e do reconhecimento simplificado de diplomas de cursos de graduação em medicina expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras e sobre o exercício profissional de seus portadores”. Em outras palavras, essa revalidação de diploma de forma simplificada acaba com os exames de proficiência e reconhece, sem critério, os diplomas dos cursos de Medicina de instituições estrangeiras, principalmente os das instituições cubanas.

O projeto não conta com o apoio dos médicos brasileiros. No dia 10 de abril, os presidentes dos 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) divulgaram nota pública contra a revalidação indiscriminada de diplomadas de Medicina obtidos no exterior. No texto, os presidentes pediram ao Governo a manutenção do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida), aplicado desde 2010 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e reconhecido pelo uso de critérios uniformes, justos e transparentes na avaliação dos candidatos.

Foram convidados para participar da audiência, estudantes, entidades de classe, como Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) e Conselho Regional de Medicina (CRM), centros acadêmicos das universidades locais e a senadora Vanessa Grazziotin.

A Comissão de Saúde da CMM é presidida pelo vereador Homero de Miranda Leão (PHS).

domingo, 6 de maio de 2012

DEPOIMENTO: Estudante brasileiro de Medicina na Bolívia à Dilma Rousseff



Exma Sra. Presidenta,

Nós, estudantes brasileiros de medicina do exterior, que lutamos com todas as forças para seguirmos em uma profissão que requer muito amor e dedicação pela vida e saúde das pessoas, desde já queremos deixar bem claro nossa grandiosa admiração por sua intenção de ajudar as pessoas mais necessitadas de apoio médico no Brasil, principalmente nos interiores e confins deste imenso país.

Os mais de 10 mil brasileiros que estão agora em Santa Cruz de la Sierra - Bolivia, ficaram muito entusiasmados com as últimas notícias que estão sendo veiculadas nas redes de notícias oficiais nacionais em aumentar o numero de médicos.

O projeto sofre muita resistência principalmente pelos reguladores médicos do Brasil, como as entidades médicas e faculdades de medicina, mas tudo isso é apenas pelo corporativismo e hora nenhuma estão pensando na população que necessita de uma atenção básica de saúde.

O problema maior que toda população estudantil do exterior enxerga nesta resistência é apenas o corporativismo. Onde os médicos têm medo de perder postos de trabalho, diminuir o salário no fim do mês e perder o status que têm no momento, porque é a antiga e velha lei da oferta e da procura: mais trabalho, menos médicos, é igual a salário maior. Mas e a população que necessita desses médicos que não largam uma capital para ir para um interior, o povo tem que morrer, é isso? Mas de acordo com o CFM e outras entidades, está tudo bem e todo mundo sabe que não está.

Alegam que estão protegendo a população de maus médicos formados no exterior, mas eles não respondem a pergunta dos maus médicos formados no Brasil. Ai já começa o equívoco, porque se a intenção é proteger a população, então porque não começam dentro de casa?

• Primeiro, é porque a maioria dos estudantes de Medicina no Brasil são filhos de empresários, médicos, políticos e de pessoas com influencia.
• Segundo, que não querem que eles passem vergonha em um exame nacional igual tem a OAB.
• Terceiro, porque pagam uma fortuna muito mais de 400 mil reais, a donos de faculdade que muitas vezes são políticos ou parentes dos mesmos, assim como todo mundo sabe.
• Quarto, não querem dividir o mercado de trabalho porque acham um desaforo eles terem gastado mais de 400 mil reais para se formar enquanto outros menos de 90 mil no exterior para ter uma formação igual ou até mesmo melhor que em muitas faculdades do Brasil.

Esse discurso corporativista dos médicos e entidades médicas do Brasil de que estão somente protegendo a população, senhora presidenta, tem que ser enfrentado pelo governo com a seguinte pergunta: Porque não começamos a proteção separando os alunos brasileiros também? A população não pode ser protegida só de quem se formou no exterior não, tem que ser protegida de quem se formou no Brasil também, porque esses médicos mal formados no Brasil também matam pessoas, deixam sequelas iguais a um que teve uma má formação no exterior. Prova de que o ensino médico do Brasil está mal é o exame que o CREMESP faz de forma voluntária, onde apenas os alunos que se sentem mais bem preparados fazem, que foi assunto até de veículos de imprensa a nível nacional que mais de 60% desses alunos voluntários foram reprovados, imagina os que não estavam!

Aos formados no exterior, obrigam a fazer o Revalida, onde esse exame é feito no sentido de reprovar os médicos que pretendem trabalhar, pois é um exame feito para médicos especialistas e não para médicos recém formados em medicina geral. Senhora presidenta, solicite que um membro do seu governo leve algumas provas de forma aleatória para que médicos clínicos gerais formados no Brasil façam esse exame, solicite que médicos recém formados façam esse exame, garanto a Exma Sra. Presidenta que mais de 70% reprova no exame. Levem no interior, em faculdades fora da capital... A presidenta vai se assuntar com o resultado, vai ver que o exame não é para clínicos gerais, não tem valor de avaliar nenhum conhecimento básico, é apenas preconceituoso para alimentar as estatísticas do CFM para brigarem para que não entrem mais médicos no Brasil, a população que fique refém dessa situação.

Para exercer a medicina no Brasil, tanto para médicos formados no exterior, como no próprio Brasil, teria que haver apenas um exame, esse sendo único para todos. Aí sim filtraria quem merece praticar a medicina, porque a maioria que faz esse curso e no exterior é porque realmente ama essa profissão, realidade muitas vezes não vista por muitos alunos no Brasil, que só buscam status.

Exma. Sra Presidenta nós estudantes de medicina do exterior não estamos querendo o fim dos exames, estamos querendo apenas que exista um único exame para todos, tanto formados no exterior assim como no Brasil, porque o que existe é o preconceito contra a gente, assim como existe médicos que se forma mal aqui no exterior, existem médicos mal formados no Brasil. Tem que haver sim um exame, mas que seja digno pedagógico, que realmente avalie o médico recém formado como um clinico geral e não como um especialista.

Mas para acabar de vez com essa guerra que passa o governo com as entidades médicas, o governo deveria solicitar um exame único nacional a todos os que pretendem exercer a profissão médica no Brasil, porque assim o exame seria justo, que o CRM não iria interferir tanto nos exames pois iria demonstrar a debilidade do ensino médico no Brasil. 

Exma Sra. Presidenta, lute por esse exame único para todos, assim ajudaria a proteger de verdade a população dos maus médicos pois eles existem de verdade, mas lhe asseguro que não são apenas os formados no exterior não, muitos estão dentro da nossa própria casa.

Sra Presidenta, os milhares de estudantes que hoje estão fora deste nosso glorioso Brasil, que um dia sonham em voltar para poder praticar aquilo que viemos aprender fora muitas vezes por uma falta de oportunidade em nosso proprio país, mas que têm a intenção de trabalhar duro pelo povo, ajudar a aliviar o sofrimento dessas pessoas que estão no interior e nos confins desse nosso mundão brasileiro, deposita na sua pessoa que é mais que uma Presidenta, é uma mulher que tem a grande sensibilidade de ver o que seus filhos estão necessitando, estão implorando, estão nas filas de espera por um médico que não tem. Uma mãe não deixa seu filho morrer sem lutar. Lute por nós que estamos sendo massacrados pelo corporativismo e deixe que a gente ajude a salvar as vidas desses nossos irmãos que estão agonizando à espera de um profissional médico. Somos o remédio para esse problema. Estamos sim, dispostos e capacitados para atender onde quer que seja, onde o Brasil nos chame, há sempre um médico brasileiro formado no exterior pronto para acudir um irmão que nos chama. E a mãe de todo esses Brasil, a Sra Presidenta, tenho certeza que nos vai ajudar a ir fazer esse socorro, a cuidar dos seus filhos que clamam por ajuda.

Seremos iguais a nossa gloriosa Forças Especiais do Brasil, aceitaremos “qualquer missão, a qualquer hora em qualquer lugar e de qualquer maneira”, se o objetivo for levar a saúde a quem precisa. 
O que queremos é apenas uma oportunidade de demonstrar que somos bons iguais a muitos formados no Brasil.
Um exame nacional seria a forma mais sensata de demonstrar esse conhecimento de igual para igual, sem preconceito, sem discriminação, de forma saudável e transparente.

Um forte abraço e a certeza de uma mão amiga de todos os estudantes de medicina do Exterior.
BRASIL ACIMA DE TUDO.
A FORMAÇAO PODE SER ESTRANGEIRA, MAS O SANGUE, O CORAÇÃO, SERÃO SEMPRE BRASILEIROS.

*Patrickpablo; comentário em Revalidação Médica

A FAVOR: Nota Oficial da Associação Médica Nacional Maíra Fachini em repúdio à nota publicada pelas entidades médicas



Pretendemos por meio desta, manifestar o nosso apoio ao projeto de lei Nº 399/2011, proposto pela Senadora Vanessa Grazziotin e pelo Senador Roberto Requião, referente ao reconhecimento automático de diplomas oriundos dos cursos de instituições estrangeiras de ensino superior, de reconhecida excelência acadêmica.

Nós, membros e integrantes da Associação Médica Nacional Maira Fachini, viemos através deste documento, manifestar nosso repúdio às publicações e práticas dos CRMs e de algumas entidades médicas, que se posicionam contra ao projeto de lei que propõe revalidação automática dos diplomas expedidos por instituições estrangeiras de ensino superior, que são de reconhecida excelência acadêmica.

Entendemos que o Revalida, prova defendida por estas entidades e associações médicas, não apresenta metodologia pedagógica adequada para realizar uma avaliação justa. Devido à extensão das questões, ao curto tempo pré-estabelecido para a sua aplicação, à péssima organização lógica das questões e a exigência de uma nota de corte superior a nota exigida pelos cursos de medicina das universidades brasileiras. O Revalida é uma avaliação com clara intenção de discriminar e eliminar concorrentes, quando deveria ter o objetivo de avaliar o conhecimento. Esta avaliação não apresenta com clareza os conteúdos das competências as quais se propõem a avaliar.

Quanto à correção da prova prática do Revalida, observa-se nesta etapa um método de caráter altamente subjetivo. O critério de análise dos examinadores abre espaço para a consolidação de pré-conceitos em relação aos formados no exterior. Desta forma, ao continuar com tais práticas, ninguém poderá eximir de que aconteçam julgamentos discriminatórios durante a avaliação das habilidades.

Hoje no Brasil, conforme dados apresentados no documento elaborado pelo Cremesp e pelo CFM, intitulado de Demografia Médica Brasileira e publicado no final do ano passado, apontam que em outubro de 2011, os conselhos de Medicina registravam a existência de 371.788 médicos em atividade no Brasil.

Apesar da grande quantidade de médicos, a distribuição dos mesmos comprova uma enorme desigualdade entre algumas regiões, como exemplo citado, a região Sudeste, com 2,61 médicos por 1.000 habitantes tem concentração 2,6 vezes maior que o Norte 0,98. Portanto, os estados do norte e nordeste possuem menos de um médico por 1.000 habitantes. 

Confirma-se com tais dados, a evidente concentração de profissionais da saúde nos grandes centros e regiões mais ricas. Enquanto as regiões mais pobres e interioranas dos estados, com seus extensos territórios e zonas rurais, sofrem com a dificuldade para afixar e atrair médicos.
Fonte: http://www.cremesp.org.br/pdfs/demografia_2_dezembro.pdf

Esses dados nos permitem observar certo requinte de crueldade e descaso da sociedade quanto à falta de politicas públicas no setor saúde. As universidades brasileiras não formam médicos com o perfil de acordo com as reais necessidades do nosso país. Neste contexto, encontramos também os problemas de acesso dos estudantes aos cursos de medicina. Tais fenômenos revelam que a medicina brasileira, ao invés de atuar com responsabilidade social, está apenas servindo ainda a interesses corporativistas, elitistas e conservadores.

Diante da situação glosada acima, é inaceitável a posição algumas entidades e associações médicas. Elas visam privar a entrada de novos médicos formados no exterior, profissionais que desejam atuar no Brasil. Evidenciando assim a incoerência do discurso dessas organizações, quando afirmam que estão cuidando da saúde da população brasileira.

Manifestamos o nosso total apoio ao projeto de Lei Nº 399/2011 proposto pela Senadora Vanessa Grazziotin e pelo Senador Roberto Requião.  E aproveitamos para agregar à discussão a valiosa justificativa do projeto: “Não se trata de admitir a validade de diplomas de cursos de qualidade duvidosa. Trata-se, apenas, de agilizar e desburocratizar um sistema que penaliza aqueles que fazem cursos de ponta, em instituições de excelência comprovada. Vale dizer que esse tipo de ação não é nova nos países que promovem ativamente a internacionalização de seus recursos humanos”. http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=93249&tp=1

Aproveitamos para finalizar esta carta, manifestando o nosso pleno apoio à defesa do Sistema Único de Saúde. A fim de elucidar a questão para fomentar o debate, temos plena consciência que a não aprovação dos 10% do PIB referente ao financiamento do setor de saúde na EC 29 vem a tornar mais difícil e moroso o crescimento e consolidação do SUS.

Atenciosamente.

Coordenação Nacional Comunicação e Imprensa da Associação Nacional Dra Maira Fachini.
http://amn.med.br/

PROVALIDA-UPE: Entidades médicas questionam programa


Estudar Medicina é o sonho de muita gente. O curso é um dos mais concorridos nas universidades federais e estaduais brasileiras. Algumas pessoas veem como uma boa alternativa para realizarem seu sonho, estudar fora do Brasil. Na semana passada, a Secretaria Estadual de Saúde em parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, através da UPE, anunciou uma medida que vai incentivar o retorno desses profissionais depois de formados ou a entrada de estrangeiros no mercado de trabalho médico do Estado, para trabalharem no Programa de Saúde da Família (PSF). O Provalida teve suas inscrições iniciadas, mas causou grande discordância por parte de entidades ligadas à profissão, como o Sindicato de Médicos de Pernambuco (Simepe), o Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e a Associação Municipalista de Pernambuco (AMPE).

Vários são os argumentos dos órgãos contrários ao Provalida, os quais entraram com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal em Pernambuco, questionando o edital do programa. De acordo com o presidente do Simepe, Mário Jorge Lôbo, já existe no Brasil um criterioso sistema de validação chamado Revalida. “O Provalida parece, para mim, uma troca de favores. É uma medida paliativa, que ao invés de trazer uma melhoria nas condições de trabalho das cidades do Interior, traz apenas novos profissionais. O que provavelmente acontecerá é que as pessoas irão trabalhar os dois anos exigidos e depois irão sair, surgindo novamente a necessidade de contratação e a falta de profissionais. É bastante assustador ver que o Estado está proporcionando isso”, relata.

O presidente do Simepe ainda afirma que a medida é discriminatória com os médicos formados em Pernambuco. “É como se tivessem vagas reservadas para os que estudam fora, o que é injusto. Além disso, a medida é antidemocrática, pois a população não foi consultada em relação a isso”, declarou. As divergências entre as universidades brasileiras e as internacionais também foram mencionadas pelo presidente. “Na Bolívia, por exemplo, a carga horária não chega nem à metade do tempo daqui. Algumas, privadas, basta o estudante pagar que entra. Entendemos que eles também formam profissionais competentes, não estamos afirmamos o contrário, mas não temos controle sobre essa formação”, acrescenta Mário Jorge Lôbo.

Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Marcelino Granja, no Brasil, as universidades têm liberdade de criarem os seus próprios processos de validação de diploma estrangeiro. Além disso, o secretário alertou que o Provalida atenderá às mesmas exigências do sistema nacional (o Revalida). “O Provalida não é uma iniciativa da UPE, mas sim, do Governo do Estado. Com ele, estamos apenas buscando uma melhor distribuição dos profissionais de Medicina no Estado. Temos falta de médicos e isso é um fato. Não é porque não são realizados concursos públicos, como o Simepe está dizendo, mas sim, porque os médicos não querem trabalhar nos PSFs. Os médicos não são direcionados para isso nas universidades”, informou.

Ainda conforme o gestor, o Provalida apenas se alia aos outros programas de incentivo para levar os médicos para o Interior. “A principal diferença entre o Provalida e o Revalida é que o primeiro vai direcionar essas pessoas que cursaram fora do País para os PSFs, mas em relação ao processo não haverá diferenças”, acrescentou o secretário. Marcelino Granja ainda reforçou que os médicos dos PSFs são, em sua grande maioria, clínicos gerais, mas os de qualquer área são bem-vindos. “30% dos PSFs em Pernambuco estão sem médicos e são nos lugares mais pobres. Esse programa, no mínimo, servirá para aumentar a quantidade de médicos, mas ainda depende dos municípios aceitarem esses profissionais”, finaliza o secretário.

Médico formado no exterior aceito em Pernambuco



Ivonei Sachinello, atualmente tem 34 anos, mas desde a adolescência sonhava em se tornar médico. Em 1997, aos 19 anos, a oportunidade surgiu. Depois de tentar por duas vezes uma vaga nas universidades Estadual do Paraná (UEPR), Federal de Mato Grosso (UFMT) e de Santa Catarina (UFSC) sem obter êxito, o jovem participou de uma pré-seleção em Rondônia, estado onde morava, à época para a Universidad de La Habana, em Cuba. Após ser aprovado e concluir o curso, em 2003, Ivonei passou por outro desafio, este, em terras brasileiras: validar o diploma cubano em seu País de origem.

“Sempre quis cursar Medicina fora do Brasil, mas não tinha pretensão de permanecer por lá. Assim que concluí, voltei. Quando retornei, tive que fazer a prova de validação do diploma. Era um teste bastante difícil. Passei de primeira, mas vários amigos meus não conseguiram. Recordo que ela era composta por uma redação, uma prova de conhecimentos gerais e outra de específicos. Eram perguntas de alto nível, para especialistas mesmo. Fiz em Maceió. A média da Universidade de Medicina de lá (Cuba), na época, era cinco e meio. Já a da validação era sete”, relembrou o atual cardiologista.

No momento, Ivonei trabalha em hospitais públicos e em uma clínica privada em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O médico ainda conta que, quando voltou de Cuba, sofreu preconceito por ter estudado fora do Brasil. “O preconceito sempre existe. No começo era mais complicado. Temos que provar nossa competência para que as pessoas acreditem que realmente podemos realizar os trabalhos. Hoje, vejo que o curso que fiz foi muito bom, pois tanto a parte teórica quanto a prática (em Cuba, a etapa prática é iniciada mais cedo do que no Brasil) são boas e temos muito contato com os pacientes. Achei muito válido”, acrescentou.

Se ainda não tivesse apto legalmente a trabalhar no Brasil, Ivonei poderia se candidatar ao Processo de Revalidação de Diploma de Médico Graduado no Exterior (Provalida) da Universidade de Pernambuco. O programa, cujas inscrições começaram na última segunda-feira, aprovará médicos para trabalhar em unidades do Programa Saúde da Família (PSF) e em outras unidades municipais de Saúde espalhadas em todo o Estado de Pernambuco. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 28 de setembro deste ano.

Assim como aconteceu com Ivonei, o estudante Fernando Santana, de 20 anos, desde mais jovem sonhava em estudar Medicina em uma grande universidade da América Latina. Ainda na adolescência, investiu nos estudos da língua espanhola, pois sabia que esse era um importante passo para realizar o seu desejo e pesquisou sobre as melhores opções para o estudo de seu curso fora do País. Há dez meses, o jovem garantiu uma vaga na Universidad de Buenos Aires (UBA, ou Universidade de Buenos Aires), na Argentina, após ter tentando uma vaga na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na Universidade de Pernambuco (UPE).

Fernando, diferentemente de Ivonei, ainda não sabe se irá permanecer na Argentina ou se retornará ao Brasil. “São sete anos de curso, sendo um no ciclo básico, onde estou, e outros seis distribuídos nos ciclos bioquímico, clínico, internato e rotatório. Então, ainda tenho muito tempo para pensar. A única coisa de que tenho certeza agora é que quero fazer minha residência por aqui (na Argentina). O que também sei, por ter pesquisado bastante an­tes de escolher a faculdade, é que os pro­gramas da UBA e das instituições brasileiras são parecidos”, informou o estudante, em entrevista por e-mail.

Fernando também afirma que foi muito bem recebido pelos argentinos e esse é um dos motivos para querer continuar naquele país. “Escolhi a Argentina por diversas razões, como a qualidade da universidade, o câmbio favorável e não precisar de muitos documentos para estar legalizado”, relatou. Em relação ao Provalida, o estudante diz estar dividido. “Ao mesmo tempo que existem faculdades sérias e de níveis até superiores a algumas do Brasil, outras não são assim. Em Pernambuco, por exemplo, temos um deficit de médicos, e em algumas regiões, de certos tipos de especialistas. Acho que isso ajudaria a preencher essas vagas, mas a prova deve ser criteriosa para que só os bons profissionais sejam escolhidos”, finalizou Fernando.

Entidades médicas "mentem" para o povo brasileiro. Elas são contra os médicos formados no exterior


Todas as entidades médicas brasileiras que são contra a Revalidação de Diploma de Medicina do Exterior "mentem" para a população brasileira. Elas passam informações tendenciosas e, com isso, acabam criando uma notícia que não é verdadeira, geram um preconceito contra os profissionais formados no exterior, sendo a maioria destes, brasileiros. É vergonhoso e extremamente anti-ético que tenhamos no Brasil entidades que são responsáveis por uma área tão importante em nossas vidas com atitudes preconceituosas e que usam de artimanhas para tentar ludibriar a população brasileira. A INFORMAÇÃO QUE ELAS PASSAM É ESTA: "No ano de 2011, o resultado da prova do Revalida foi: dos 677 inscritos, só 65 foram aprovados. Os outros 612 não apresentaram as condições mínimas para exercer a medicina no Brasil. Em 2010, o resultado foi ainda pior: dos 507 inscritos, apenas dois passaram." VEJA COMO ELAS OCULTAM A VERDADE E MENTEM. 

PRESTE ATENÇÃO NA PARTE DO TEXTO EM CAIXA ALTA: 

"No ano de 2011, o resultado da prova do Revalida foi: dos 677 INSCRITOS, só 65 foram aprovados. Os outros 612 não apresentaram as condições mínimas para exercer a medicina no Brasil. Em 2010, o resultado foi ainda pior: dos 507 INSCRITOS, apenas dois passaram." 

As entidades médicas nunca informaram quantos participaram da prova do Revalida, apenas falam do total de INSCRITOS. Mas o que isso muda? 

No Brasil, não existe só a prova do Revalida, existem várias faculdades de medicina que fazem o processos de Revalidação de Diplomas, entre estas, a UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso). As provas realizadas na UMFT acontecem antes da Prova Nacional do Revalida. Os candidatos podem se INSCREVER para participar das duas provas. O caro leitor já deve ter percebido onde quero chegar. Os aprovados na prova da UFMT, que também se INSCREVERAM no Revalida, não comparecem para fazer a prova do Revalida, pois JÁ FORAM APROVADOS. Sendo assim, a informação repassada de que em 2011, dos 677 INSCRITOS, apenas 65 foram aprovados, É FALSA! 

NA UFMT EM 2011, 294 FORAM APROVADOS. Link para conferir o resultado divulgado pela UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO >>> AQUI 

Além dos 294 aprovados na UFMT, tivemos nas aprovados em outras universidades de outros estados brasileiros, mas apenas o resultado da UFMT já serve para mostrar o quanto as entidades médicas brasileiras precisam evoluir e PARAR DE QUERER ENGANAR A POPULAÇÃO BRASILEIRA COM INFORMAÇÕES FALSAS E TENDENCIOSAS. Não é mentido que elas irão conseguir melhor a saúde do país.

*Por Luiz Fernando Lopes; Netcina

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Audiência pública discute em Manaus a revalidação automática dos diplomas médicos

Audiência será na CMM, onde médicos, acadêmicos de Medicina, representantes do Simeam e CRM/AM apresentaram um abaixo-assinado contra o Projeto de Lei de autoria da senadora Vanessa Grazziotin 



Na próxima sexta-feira (11), a Câmara Municipal de Manaus (CMM) realizará uma audiência pública que vai discutir a revalidação automática dos diplomas médicos.

O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) com o apoio dos Diretórios Acadêmicos das Faculdades de Medicina e do Conselho Regional de Medicina (CRM/AM) iniciou a campanha em Manaus contra a revalidação automática dos diplomas, proposto pelo projeto de lei nº015/2012, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B).

De acordo com o presidente do Simeam, Mario Vianna, um abaixo assinado, contra o projeto, que visa alterar as regras de validação do diploma de médicos estrangeiros no Brasil será apresentado durante audiência.

“Vamos mostrar que os estudantes de medicina, os médicos, outros profissionais da saúde e a sociedade são contra esta afronta que visa privilegiar uma pequena parcela de estudantes”, disse.

Em resposta aos argumentos de que há deficiência de profissionais médicos Mario Vianna afirma que é necessária uma redistribuição geográfica dos médicos, com uma carreira de estado, através de concurso público, com piso nacional digno e retorno programado para que o profissional possa se qualificar.

Comitiva cubana conhecerá Atenção Básica da Bahia



Como parte da cooperação técnica entre Bahia e Cuba, uma comitiva cubana visitará, nesta sexta-feira (4), o município de Barra, no oeste baiano, onde os componentes conhecerão o funcionamento da Atenção Básica do estado. A vice-ministra de saúde de Cuba, Márcia Cobas, irá até duas unidades de Saúde da Família para verificar como se desenvolve o trabalho em um dos municípios em que todos os profissionais com nível superior são contratados através da Fundação Estatal Saúde da Família.

Além da visita às unidades, será feita uma reunião de trabalho da cooperação técnica e um encontro para a discussão da Atenção Básica com os gestores dos nove municípios que compõem a microrregião de Ibotirama. O diretor da Atenção Básica da Secretaria da Saúde do Estado, Ricardo Heinzelmann, explica que este é um desdobramento de uma visita que uma comitiva brasileira fez a Cuba em abril deste ano.

O encontro visa ainda levantar discussões sobre a revalidação de diploma de brasileiros que cursaram medicina em Cuba e também a atuação desses profissionais como apoiadores para a qualificação do modelo da Atenção Básica na Bahia.

A cooperação internacional, que na Sesab é intermediada pela Coordenação de Projetos Especiais, engloba ações voltadas a inovações tecnológicas em saúde, formação e qualificação de recursos humanos, na área de atenção básica e epidemiologia, intercâmbio de experiências em práticas de atenção básica, dentre outros.

A comitiva cubana é composta também pela diretora de Cooperação em Bio Tecnologia do Ministério da Saúde de Cuba, Tereza Matel e pela diretora de Cooperação Internacional, Yiliam Jimeniz. Participarão ainda das atividades o Diretor Geral da Fundação Estatal Saúde da Família, Carlos Alberto Trindade, a diretora da Escola Estadual de Saúde Pública da SESAB, Marcele Paim, o subsecretário de gestão do trabalho do Ministério da Saúde, Fernando Menezes, e Alexandro Dias, assessor do Ministério da Saúde.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Uma vacina contra o câncer de mama

Avança a promessa de um modelo que trata a doença em seu estágio inicial e evita sua reincidência


Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicaram os resultados de um estudo com uma vacina que combate tumores mamários não invasivos. Depois de administrar a droga a 27 mulheres e, mais tarde, submetê-las a uma cirurgia na mama, eles notaram que o mal havia regredido para valer. Ao acompanhar as pacientes por quatro anos, os médicos também verificaram que em 85% dos casos a doença não havia voltado. "É uma forma inovadora e interessante de tratamento, mas temos de aguardar análises mais abrangentes. A imunoterapia é linda na teoria, só que ainda não funciona tão bem na prática", opina a oncologista Solange Sanches, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo.

Um estímulo às próprias defesas
Como se chega à vacina terapêutica e de que forma ela age nas mamas

1. O recrutamento
Células especiais do sistema imune são retiradas da paciente e instigadas, em laboratório, a reconhecer tecidos tomados pelo câncer. Elas são reinjetadas na região da axila da mulher.

2. O contra-ataque
Uma vez introduzidas no organismo, essas células deduram as áreas acometidas pelo tumor mamário. Aí, são convocadas outras unidades do sistema de defesa, que passam a destruir as células cancerosas.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Revista VEJA: Governo quer desfigurar o Revalida. Melhor seria ampliá-lo


Governo tem plano para flexibilizar exame que avalia médicos formados fora do Brasil. Saiba por que isso é uma ameaça à saúde pública



As principais entidades ligadas à área da medicina no Brasil assinaram, em abril, uma carta favorável à manutenção do Revalida, prova aplicada pelo governo para autorizar os médicos formados no exterior a atuarem no Brasil. Assinaram o documento entidades como o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a Associação Paulista de Medicina (APM) e diversas faculdades de medicina, entre elas USP e a Unicamp. A carta foi escrita depois que correntes dentro do Governo Federal, a pedido da presidente Dilma Rousseff, começaram a trabalhar veladamente para flexibilizar a exigência da prova, com a intenção de facilitar a entrada desses profissionais e aumentar o número de médicos no país.

Uma das propostas que está sendo analisada pelos Ministérios da Saúde e da Educação é dispensar o candidato de fazer o exame, desde que ele cumpra dois anos de trabalho no SUS. A ideia, boa em princípio, é uma temeridade. Com a declarada intenção de ajudar regiões com poucos médicos, na prática ela acabaria colocando profissionais sem treinamento adequado para atender a população mais carente. As entidades médicas encaram, com razão, a possibilidade como uma ameaça à saúde pública. "Isso é colocar o povo em risco, deixá-lo sujeito à tragédia do erro médico. Somos favoráveis ao Revalida como é feito hoje", diz Florisval Meinão, presidente da APM.

Antes do Revalida, as provas para revalidação de diploma podiam ser realizadas por qualquer universidade pública, o que causava grandes problemas. Além do fato de algumas faculdades ficarem anos sem fazer as provas, cada instituição adotava critérios diferentes, levando a exames com graus de dificuldade díspares. Desde 2010, o governo unificou todo o processo. Uma única prova é feita anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e aplicada em 37 universidades públicas.

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